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sábado, 26 de abril de 2008

Kuito – Angola - Província tem apenas um Monumento Histórico reconhecido

Kuito – Angola - Província tem apenas um Monumento Histórico reconhecido

Província tem apenas um Monumento Histórico reconhecido
Kuito – Angola 20/04 - O edifício dos correios e telégrafos, erguido em 1936 na vila de Kamacupa (ex-General Machado), é o único Monumento Histórico reconhecido até ao momento pelo Ministério da Cultura na província do Bié, dos 250 existentes na região. Segundo o responsável da Cultura no Bié, António dos Santos Buta, a proposta para o seu reconhecimento pelo Ministério da Cultura aconteceu em 1994, depois das autoridades locais terem feito chegar ao Instituto Nacional do Património Cultural a documentação necessária.Antiguidade, interesse histórico, a não alteração da configuração arquitectónica, entre outros itens, constituíram os requisitos para que o mesmo merecesse a classificação que lhe foi atribuída, acrescentando que até a presente data os demais, cujas propostas já foram encaminhadas aos órgãos centrais, aguardam por uma resposta.Fez saber ainda que os 250 Monumentos e Sítios todos controlados a nível província, clamam por uma intervenção urgente para a recuperação das suas estruturas, destes, segundo a fonte, 14 estão na classe de Monumentos Históricos, 83 civis, cinco militares, 35 religiosos e igual número funerários.António Buta refere ainda que a instituição controla também 135 Sítios, nomeadamente 44 Sítios Históricos, 49 naturais e ambientais, sete arquitectónicos, bem como 35 funerários ao nível da região que, por sinal, também carecem de reabilitação, devido acção destruidora do conflito armado.Sem revelar o número dos monumentos reabilitados e por reabilitar, o responsável frisou que o Governo local continua a envidar esforços para a melhoria da qualidade dos serviços, na preservação dos mesmos, sobretudo, numa primeira fase, aqueles afectos as Igrejas, sem entretanto, segundo ainda ele, retirar a estética arquitectónica do passado. A falta de meios de transporte e material de apoio, tais como máquinas fotográficas, computadores e outros, impossibilitam o desempenho positivo para o enriquecimento da história arquitectónica desta parcela do país.Solicita de quem de direito, autoridades religiosas e tradicionais e população no sentido de preservar estes locais, por forma a servir também as gerações vindouras.Lamentou ainda a fraca importância e falta de conhecimento dos valores culturais ligados aos Monumentos e Sítios por parte das comunidades, razão pela qual muitos também, além da acção da guerra, foram degradados pela acção humana, através da retirada de tijolos e cobertura.Esta postura (destruição e falta de conhecimento), de acordo António Buta, da pesquisa feita pela instituição tem influenciando na desvalorização dos hábitos e costumes da região.Com vista a minimizar a situação, disse a fonte, o sector da Cultura na província realiza campanhas de sensibilização sobre a valorização, através de palestras nas escolas e outras instituições públicas.A instituição conta com o apoio das Direcções das Obras Públicas e Habitação, do Ambiente e Urbanismo e Administrações Municipais e Comunais na conservação dos Monumentos e Sítios nesta região. Apelou a sociedade biena no sentido de colaborarem com as estruturas governamentais nas tarefas na conservação e divulgação dos Monumentos e Sítios existentes na província, por forma a oferecer maior dignidade a cultura local.

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