terça-feira, 29 de abril de 2008
Música de Câmara
Caros,
Segue notícia sobre projeto de música de câmara, com entrada
gratuita ao público.
Caso necessitem de fotos, basta solicitar.
Grata,
Deise Juliana
Assessoria de Imprensa
(15) 32514573 - ramal 220
(15) 97826940
‘Câmara em Ação’ abre espaço a talentos de todos os estilos
Sob coordenação da professora Regina Orsi, coordenadora da área de
música de câmara, alunos e professores de toda a escola têm espaço
garantido para mostrar seus talentos. O projeto “Câmara em
Ação”, estreado dia 15 de abril, segue toda terça-feira às 19h,
no Salão Villa-Lobos, com apresentações diversificadas. É a
garantia de integração das diferentes áreas do Conservatório de
Tatuí.
Na estréia, conta a professora Regina Orsi, a apresentação foi de
Pedro Delarole (que apresentou obras de Bach e Mozart). Já em maio
(dia 3), acontece apresentação de grupo coordenado por Otávio
Blóes. Ao longo dos meses, muitos outros alunos e professores terão
espaço para mostrar a arte música no projeto.
“Recebemos alunos, professores e grupos de performance orientados
por Miriam Braga”, contou a professora Regina Orsi.
Quem quiser conferir é só “aparecer” no Salão Villa-Lobos.
Todas as apresentações têm entrada franca.
domingo, 27 de abril de 2008
Cooperação entre Brasil e África
Por Chris Bueno
Há cerca de 400 anos os primeiros navios negreiros ancoravam na costa brasileira trazendo africanos para trabalhar como escravos nos engenhos de açúcar. Esse foi apenas o começo da ligação entre Brasil e África – que compartilham muitos traços em comum, como clima, recursos naturais abundantes, e até a mesma língua em alguns países, além de uma história de dominação e exploração de suas riquezas. Hoje, aproximadamente quatro séculos depois desse primeiro contato, a relação entre o Brasil e o continente africano está sendo fortalecida, porém agora em outras bases, visando a cooperação comercial, econômica, política, social e científica.
Apesar da ligação histórica, pouco se fez de concreto para aproximar Brasil e Àfrica ao longo dos anos. Até recentemente, essa relação foi marcada por ações esparsas, pouca comunicação entre os governos e longos períodos de silêncio (por exemplo, durante o apartheid, entre os anos 1950 e 1990). Atualmente, o governo Lula tem se esforçado para incluir o continente africano na agenda da política externa brasileira, e também grandes empresas e instituições de pesquisas estão buscando estabelecer uma conexão mais efetiva com a África. Isso não se dá por acaso: nos últimos anos, a política externa brasileira expandiu-se além da América do Sul, abrangendo outros países em desenvolvimento nos continentes africano e asiático. O estabelecimento desse eixo Sul-Sul tem sido apontado como uma boa solução para os países em desenvolvimento, já que a entrada em mercados no Norte (que engloba Estados Unidos, União Européia, Japão e China) é muito mais difícil.
O historiador e professor da Universidade de Brasília (UnB) José Flávio Sombra Saraiva, em seu artigo Fórum Brasil-África: mudança e continuidade, escreve: “necessitamos que a nova política africana do Brasil não seja um ato de retórica. Ela deverá servir ao conjunto das sociedades de todos os países envolvidos, na articulação em favor do acesso dos nossos produtos nos mercados fechados do Norte”.
Um dos primeiros passos para se efetivar essa aproximação foi fortalecer os laços diplomáticos entre os dois lados. O atual governo brasileiro não apenas tornou prioridade a reabertura de postos diplomáticos no continente africano, que haviam sido fechados durante a administração de Fernando Henrique Cardoso (de 1995 a 2002), como os ampliou, elevando de 18 para 30 embaixadas e dois consulados-gerais. “Esse movimento proporcionou maior intensidade nas relações Brasil-África, uma vez que também se pôde observar o interesse de vários Estados africanos (a exemplo do Benin, Guiné-Conacri, Guiné Equatorial, Namíbia, Quênia, Sudão, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue) na abertura de postos diplomáticos no Brasil. Entre 2003 e 2006, o número de embaixadores africanos acreditados em Brasília saltou de 16 para 25”, aponta Cláudio Ribeiro, coordenador do grupo de estudos sobre África, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Segundo o pesquisador, o governo Lula adotou medidas administrativas no âmbito do Ministério das Relações Exteriores (MRE) para assegurar a ampliação da presença brasileira no continente africano. Uma das ações do governo nesse sentido foi desmembrar o departamento da África e do Oriente Médio para dar lugar a um departamento voltado exclusivamente para o continente africano. Seguindo a mesma linha, foi criada a Divisão da África-III (DAF-III), que veio juntar-se às duas já existentes (DAF-I e DAF-II). “A reabertura e ampliação de postos diplomáticos, bem como a reestruturação administrativa, devem ser encaradas como conseqüência direta do interesse governamental na ampliação da presença brasileira no continente africano; com conseqüência há também o efeito inverso: o interesse dos Estados africanos em ampliar sua presença no Brasil”, afirma.
No plano econômico, esse investimento na diplomacia tem favorecido significativamente o setor empresarial brasileiro no continente africano. Isso pode ser constatado pelo crescente número de empresas brasileiras, sobretudo as exportadoras de serviços, que lá estão realizando projetos e investindo. Também merece destaque o fato da Companhia Vale do Rio Doce ter vencido a concorrência para a exploração do complexo carbonífero de Moatize, localizado ao norte de Moçambique, e os investimentos crescentes da Petrobras no continente, com ampliação de suas operações na Tanzânia – fatos que têm consolidado a presença do Brasil na África.
O economista e analista do Banco Central do Brasil, Ivo de Santana, em seu artigo Relações econômicas Brasil-África: a câmara de comércio cfro-brasileira http://www.scielo.br/pdf/eaa/v25n3/a06v25n3.pdf, escreve que “a dinamização do comércio Brasil-África continua sendo um imperativo estratégico na razão direta dos nossos progressivos déficits na balança comercial com aquele continente. As potencialidades desse intercâmbio existem, pois, em que pese a debilidade da situação econômica de muitos países, há várias economias africanas que, desde 1994, vêm obtendo taxas anuais de desenvolvimento econômico superiores a 5%, com alguns desempenhos individuais destacados acima de 10%, o que justifica maior interesse e agressividade das empresas brasileiras”. As relações comerciais entre Brasil e África são tema da tese de doutorado do pesquisador, que vê essa ligação como essencial para o desenvolvimento dessas nações. “A intenção de permanecer no continente africano parece fator de grande importância para o sucesso nesse tipo de empreendimento, tendo em vista que essa presença contínua tende a propiciar um maior domínio dos mecanismos comerciais, assim como maior rapidez na adaptação aos mercados”, afirma.
A interação política tem favorecido enormemente as relações comercias e os investimentos brasileiros no continente. Em 2004, o presidente Luís Inácio Lula da Silva realizou o perdão de 95% da dívida pública que Moçambique tem com o Brasil em 2004 – o que equivale ao perdão de US$ 315 milhões do total US$ 331 milhões devidos. O restante (US$ 16 milhões) foi reescalonado. No mesmo período, o governo ampliou as linhas de crédito para Angola de modo a atingir uma soma de US$ 580 milhões no triênio 2005/2007, permitindo a conclusão da hidroelétrica de Capanda, as exportações de automóveis e viaturas de polícia, além da contratação de novos projetos nas áreas de infra-estrutura, saneamento e agricultura. Outro exemplo a ser citado é o acordo de cooperação na área de transporte aéreo entre o Brasil e Cabo Verde, pelo qual se estabeleceu vôos diretos entre a Ilha do Sal e Fortaleza. A perspectiva do governo brasileiro é a de que este acordo venha se converter na via preferencial de intercâmbio do Brasil, não só com esse país, mas por toda a costa ocidental africana, ampliando o contato e, possivelmente, os fluxos comerciais.
Essas ações fizeram com que o comércio brasileiro com a África crescesse mais de 200%, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores. Conseqüentemente, o número de vôos e rotas marítimas entre Brasil e África multiplicou-se por cinco. “Isto são passos significativos, mas ainda é tímido em relação ao que é possível”, aponta Carlos Lopes, Sub-Secretário Geral das Nações Unidas e encarregado do Instituto para Formação e Pesquisa (Unitar), em Genebra (Suíça) e do UN Staff College, no campus de Turim (Itália). “Se olharmos para o crescimento das relações de África com outras economias emergentes como a China, Índia ou os países do Golfo, o Brasil já fica para trás. Também é importante sublinhar que a África cresce como continente acima dos 6% ao ano, mas há países, como Angola, superando os 20%. Por todas essas razões o Brasil tem de apostar mais, muito mais”, afirma.
Para intensificar e fortalecer ainda mais a ligação do Brasil com o continente africano, é preciso superar um difícil obstáculo: a ausência de conhecimento estratégico sobre a África por grande parte do empresariado brasileiro. “Poucos empresários brasileiros sabem que uma empresa gigante como a Gazprom, da Rússia, investe massivamente em gás na África, ou que os dois maiores bancos comerciais do continente têm agora participação majoritária chinesa, ou ainda que a produção de cobre do continente já passou ao controle desse mesmo país”, exemplifica Lopes. Ribeiro concorda: “A África não é tema corrente na academia e mesmo no setor empresarial. A despeito das enormes oportunidades que existentes para empresas de porte médio, apenas grandes corporações, como Petrobras, Valem, Camargo Correa, Norberto Odebrecht etc. têm agido no sentido de ampliar a presença empresarial brasileira no continente africano”.
Cultura e ciência
Mas não é apenas econômica/comercialmente que o Brasil e o continente africano estão estreitando suas relações. Em aspectos científicos, sociais e culturais também está se estabelecendo uma linha de cooperação e troca de experiências. O potencial de cooperação entre os dois lados é grande, mas praticamente inexplorado. Até agora, muito pouco se fez de concreto para efetivar um intercâmbio mais forte e atuante entre Brasil e África. “Muito pouco foi feito neste sentido, eu diria. A academia brasileira parece ter esquecido da temática africana nos últimos anos”, declara Ribeiro.
Para tentar reverter esse quadro, o Brasil tem disponibilizado experiências consideradas socialmente bem sucedidas – como os telecentros, o programa Bolsa-Escola, a agricultura familiar e a produção de medicamentos para combate à Aids - promovendo ações voltadas à cooperação no desenvolvimento de áreas básicas como saúde, agricultura e educação. Além disso, o governo está incentivando o interesse brasileiro pela África através da promoção de fóruns e debates, da realização de exposições e estudos, e até mesmo da edição de atos normativos, como o da obrigatoriedade do ensino da história da África nas escolas. “O primeiro decreto assinado pelo presidente Lula foi sobre a obrigatoriedade do ensino da história da África. Isso é simbolicamente bonito, mas ao mesmo tempo incrível que até 2005 não se ensinasse a história do continente numa terra onde metade da população tem origens africanas”, aponta Lopes. Além disso, a recente aprovação do acordo ortográfico da língua portuguesa (que unifica a ortografia de todos os países falantes de português) vai contribuir nesse sentido, pois possibilita a utilização do material pedagógico brasileiro na África, e vice-versa. O Ministério da Cultura (MinC) está promovendo uma série de ações de cooperação entre os países falantes de língua portuguesa na área da cultura, o que também será favorecido pelo acordo ortográfico. “A língua portuguesa comum e o interesse político do governo brasileiro em desenvolver maior cooperação representariam um grande atrativo para impulsionar um intercâmbio comercial de grandes potencialidades”, aponta Santana.
Com isso, o tema África aos poucos está voltando às universidades: aumentam as pesquisas sobre o continente africano e os centros de estudo sobre o mesmo. “Algumas Universidades, como a Candido Mendes, a USP e a Federal da Bahia sempre tiveram um núcleo de estudos africanos. Outras seguiram, mas os intercâmbios ainda não são muitos. O CNPq estuda uma forma de os aumentar”, explica Lopes. Centros culturais, como a Fundação Cultural Palmares e as comunidades quilombolas do estado de São Paulo, também estão procurando firmar um intercâmbio entre Brasil e África para fortalecer suas raízes históricas e seu conhecimento mútuo.
Na ciência, um bom exemplo de atuação brasileira na África é a recente entrada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no continente. A empresa atuará na África com desenvolvimento de projetos de uso sustentável de recursos naturais, sistemas produtivos e proteção sanitária de plantas e animais, fruticultura e horticultura tropical, zoneamento agrícola, biotecnologia e troca de material genético. Já foram firmados acordos com Gana, onde a Embrapa fará pacotes tecnológicos que podem ser transferidos e adaptados à demanda desse país, e com Moçambique, Angola e Guiné Bissau, onde a atuação da empresa terá um caráter mais humanitário, promovendo capacitação de pessoal e transferência de tecnologia. O caminho inverso também está sendo percorrido: a África tem muito a ensinar ao Brasil em tecnologia de mineração, por exemplo, e poderia haver uma troca de pesquisa e tecnologias significativas entre os dois lados.
“Tenho como ditado a idéia de quão melhor for econômica e socialmente a África, tanto melhor será o Brasil. O adensamento das relações diplomáticas, com imediata ampliação das relações econômicas e comerciais, só tende a favorecer o Brasil e os países africanos”, afirma Ribeiro. A parceria Brasil-África, focando não apenas as relações comerciais, mas também políticas, científicas e culturais, pode trazer grandes benefícios, sendo uma forma eficaz para poder barganhar melhores condições de política externa comercial, de transferência de tecnologia e de propriedade intelectual e promovendo o desenvolvimento (econômico e social) dos dois lados. “São duas metades, se quiserem ser. O Atlântico, como disse o maior africanista brasileiro Alberto Costa e Silva, já foi um rio quando as relações econômicas eram super intensas, mas hoje não é assim. O Brasil, se quiser, pode virar o jogo”, conclui Lopes.
Encontro sobre ensino da cultura negra nas escolas será realizado em Cuiabá – Mato Grosso - Brasil
A Lei que criou a obrigatoriedade de inclusão da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” nos currículos da Rede Oficial de Ensino entra em debate em Cuiabá, nos dias 23 e 24 deste mês abril 2008. Neste período, a Capital recebe, no Hotel Fazenda Mato Grosso, encontro do Centro-Oeste o sobre a Ampliação da Implementação da Lei 10.639/03. Nos dias 17 e 18 de junho o tema será debatido numa conferência nacional, a ser realizada em Brasília.
No encontro de Cuiabá, cada um dos estados da Região Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Brasília e Rondônia) será representado por 28 delegados. O objetivo do encontro é a realização de uma consulta pública sobre os elementos necessários à consolidação de uma Política Nacional de implementação da Lei 10.639, sancionada pelo presidente Lula em no dia 09 de janeiro de 2003, na gestão do então ministro da Educação, Cristovam Buarque. Dentre outros temas, também entra em debate a relação desta Lei com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).
Depois do encontro nacional, já está marcado para os dias 8 e 9 de julho, no Ministério da Educação (MEC), em Brasília, uma reunião de um Grupo de Trabalho Ministerial sobre o tema, para a apresentação da formação do Plano Nacional de Implementação da Lei 10.639/03. A organização do evento é da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, do MEC.
Está prevista a presença da representação dos seguintes órgãos e instituições: Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros; secretários de Educação (estadual/municipal) da sede do evento; secretários de Educação dos municípios mais populosos da região; gestores do Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial e da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), da Presidência da República; representantes dos Cefets, Ministério Público, Conselhos Estaduais e Municipais de Educação e de entidades de classe do setor. Também devem participar representantes da sociedade civil, com participação expressiva na temática e dos Fóruns Regionais de Educação Permanente e Diversidade.
Basicamente, a Lei 10.639 estabelece que o ensino da história e cultura afro-brasileira será obrigatório nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e Médio, oficiais e particulares. O conteúdo programático deverá incluir o estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à história do Brasil. A Lei também determina que os conteúdos referentes ao tema serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.
Desvendando a(s) África(s) - A História da África Pré-Colonial
As culturas africanas tiveram uma forte influência sobre América Portuguesa, e participam da constituição da cultura brasileira desde a colonização até nossos dias. Ao longo dos últimos anos, discussões e pesquisas buscam problematizar as questões que envolvem as relações entre essas culturas. Essa tendência coincide com o crescente interesse de pesquisadores e do público em geral em conhecer melhor as matrizes da sociedade brasileira.
Apesar de já existirem alguns cursos livres e grupos de estudos tratando dessa temática, a PUC-SP é a primeira instituição a promover um curso com abrangência e caráter de extensão universitária, aos alunos já graduados, ou de extensão cultural, aos que ainda não possuem formação universitária. Sua abordagem prevê o desenvolvimento de técnicas de ensino e de pesquisa.
Com carga horária de 32 horas, a extensão também visa a promover a atualização acadêmica de professores de diferentes disciplinas dos níveis de ensino médio e fundamental, cumprindo as exigências da lei n° 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História e culturas afro-brasileira e africana nas escolas.
O conteúdo programático traz pontos essenciais para que se possa compreender o continente africano, destacando a complexidade das suas sociedades. Partindo da diversidade política e cultural dos povos, traçará um panorama histórico das principais sociedades da África sub-saariana (território ao sul do deserto do Saara), entre os séculos IV e XIX, especialmente nas regiões que passaram a estabelecer relações comerciais com a Europa e se tornaram fornecedoras de escravos para o Brasil.
As aulas serão divididas em duas partes: a primeira será expositiva e a segunda contará com exercícios que incluem a análise e a interpretação de diferentes fontes históricas, como textos, fotografias, gravuras, objetos materiais, mapas e outras ferramentas que possam ser aplicados pelos professores em sala de aula.
A professora que irá ministrar as aulas, Regiane Augusto de Mattos, é autora de artigos em revistas acadêmicas sobre africanos no Brasil e lançou recentemente o livro “História e Cultura Afro-Brasileira”, editado pela Unesco e Contexto. Atualmente, desenvolve tese de doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (USP) sobre a resistência africana à dominação portuguesa no norte de Moçambique (1842-1910) e faz parte do Núcleo de Educação do Museu Afro-Brasil.
.: Dirigido a:
Professores e alunos de graduação e pós-graduação em Ciências Humanas e professores dos ensinos fundamental e médio.
.: Conteúdo Programático:
· Apresentação do Programa
· Importância do Estudo de História da África
· Principais Abordagens Historiográficas
· Fontes para História da África
· A Diversidade Étnica das Sociedades Africanas
· As Diferentes Estruturas Políticas: Impérios Sudaneses, Sociedades sem Estado, Reinos Centro-Ocidentais, Império do Monomotapa e etc
· As Rotas do Comércio Transaariano e do Índico
· A Produção Agrícola e a Extração de Ouro e Sal
· Visões de Mundo e Religiosidade, as Religiões Tradicionais
· A Presença do Islamismo
· Formas de Organização em Linhagens
· Manifestações Artísticas Africanas
· A Importância da Oralidade
· História da Arte Africana
· Leitura e Análise Histórica de Objetos de Arte
· A Obra de Arte Africana como Recurso Didático, Fonte Documental e Objeto de Estudo da História e Outras Áreas do Conhecimento
· Aprofundamento e Debate das Questões Abordadas nas Aulas Anteriores por meio do Contato com Objetos de Arte Africana em Exposição no Museu AfroBrasil
· O Contato com os Europeus e a Conquista do Litoral Africano
· Construção de Feitorias e Entrepostos
· Os Prazos Zambezianos
· Os Missionários e o Cristianismo
· Os Movimentos de Resistência Africanos
· A Dinâmica do Comércio de Escravos, os Agentes Envolvidos, as Principais Rotas e Produtos Utilizados na Troca e os mais Importantes Portos de Exportação
· As Transformações Engendradas pelo Comércio Atlântico de Escravos na Escravidão Africana
.: Coordenação Geral
Profa. Yone de Carvalho
.: Coordenação Técnica
Profa. Dra. Estefania Knotz C. Fraga
Se você deseja obter informações sobre algum professor, clique em Plataforma Lattes, vá em “Buscar” na coluna da direita, em seguida em “Buscar Currículos” e digite o nome completo do professor que deseja consultar
.: Carga Horária:
32 horas
.: Início/Duração:
26 de abril de 2008
.: Horário:
Sábados, das 13 às 17 horas
.: Local de Realização:
PUC-SP - campus Monte Alegre - Rua Ministro Godói, 969 - Perdizes - São Paulo - SP - Mapa do Local
.: Valores e Informações:
Valor total do curso
R$ 496,00
À vista
R$ 476,00
Parcelado em 4x
Matrícula: R$ 124,00 + 3 parcelas de R$ 124,00
· As parcelas são mensais, consecutivas e estão sujeitas aos reajustes legais.
· Consulte nosso Atendimento (fone: (11) 3670.3300) para informações sobre condições especiais para associações, alunos, professores, funcionários e ex-alunos da PUC-SP.
· Grupos (empresa, escola ou outra instituição) têm descontos especiais. Consulte-nos.
.: Documentos para Matrícula:
No ato da matrícula, além de cópia do CPF, do RG e do comprovante de endereço (onde conste o CEP), os alunos graduados deverão entregar cópia do diploma de graduação e os graduandos deverão entregar cópia do histórico escolar.
Para que a matrícula seja efetivada, é importante que o aluno traga todos os documentos solicitados.
.: Matrícula - Vagas limitadas
Local de Matrícula:
Unidade COGEAE João Ramalho
.: Observações:
Sistema de Aprovação:
Freqüência mínima de 75% das aulas ministradas.
Relação de revistas com Publicações de História
The Revista Brasileira de História é o órgão oficial da Associação Nacional de História - ANPUH, publicado bianualmente. ANPUH é uma associação científica fundada em 1961, que congrega professores de história e pesquisadores que desejam a melhora do ensino em diversos níveis nesse campo. A associação também auxilia o estudo, pesquisa e promove assuntos históricos, bem como salvaguarda as fontes históricas e manifestações culturais que são do interesse dos estudos históricos.
Revista Brathair - http://www.brathair.cjb.net/
Periódico semestral de Estudos Celtas e Germânicos em português e em outros idiomas. Abrange de diversas áreas do conhecimento, a saber: história antiga e medieval, filosofia, filologia, antropologia, arqueologia, literaturas medievais e em línguas celtas, germânicas e latinas.
Revista Cadernos Universitários de História - CUH - http://www.cadernouniversitariodehistoria.blogspot.com/
O Caderno Universitário de História é uma publicação independente que se propõe a disponibilizar um espaço no qual estudantes de História possam publicar artigos, resenhas, entrevistas com professores e a publicação de, em média, uma fonte por edição.
Revista Hélade - http://www.heladeweb.net/
Publicação eletrônica semestral voltada para os estudos da Antigüidade Ocidental e Oriental, idealizada para difundir as pesquisas acadêmicas de especialistas em história, arqueologia, antropologia, filosofia e filologia. Nossa proposta é ampliar o diálogo, criando um espaço que reúna pesquisadores não só brasileiros como de qualquer parte do mundo, ultrapassando fronteiras, visando a construção do conhecimento. Mais do que divulgar novas pesquisas, desejamos buscar a integração de pesquisadores e interessados no estudo da Antigüidade nessas diversas áreas, fomentando novos debates. HÉLADE se propõe a disponibilizar gratuitamente artigos em português, inglês, francês, espanhol e italiano produzidos por pesquisadores de diversas instituições brasileiras e internacionais. A HÉLADE conta, ainda, com a publicação de uma série de suplementos – em sua maioria teses e dissertações em História Antiga – que poderão ser obtidos através do nosso e-mail.
Revista História Hoje - http://www.anpuh.uepg.br/historia-hoje/
A Revista História Hoje é de periodicidade quadrimestral. São publicados textos sobre temas atuais e experiências didáticas ( em todos os níveis) na forma de artigos, debates e resenhas.
Revista-site História Medieval - Ricardo Costa - http://www.ricardocosta.com/
Bem vindo ao meu site. Aqui você encontrará meus dados pessoais, além de artigos publicados em congressos e revistas especializadas. Sou professor adjunto de História Medieval da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), membro do Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio, da Associação Brasileira de Estudos Medievais (ABREM) e da Society for the Study of the Crusades and the Latin East (SSCLE).
Revista Klepsidra - http://www.klepsidra.net/
Revista de história idealizada e mantida por um grupo de historiadores de forma totalmente gratuita. Depois de cinco anos e um crescente número de visitantes, a revista teve que procurar um novo servidor que suportasse a quantidade de visitantes que recebemos.
Revista-Site Medieval Brasil -http://www.medievalbrasil.com.br/
Grupo medievalista formado por pesquisadores, artesões, artistas e grupos parceiros. Promove e participa de exposições, eventos, shows, palestras e todo tipo de atividade com temas medievais. "Temos também vestuário, artesanato, alimentação, réplicas de armas e armaduras."
Revista Mirabilia - http://www.revistamirabilia.com/
Revista Eletrônica de História Antiga e Medieval - A palavra mirabilia em latim é um adjetivo neutro plural que significa coisas admiráveis ou maravilhas e vem do verbo mirare (mirar, olhar). Portanto, este nome evoca os aspectos admiráveis da época antiga e medieval. A Revista Mirabilia é uma publicação online que disponibiliza artigos, documentos e resenhas de investigadores de História Antiga e Medieval de todo o mundo, textos para serem mirados por estudiosos e leigos do mundo inteiro interessados em aprofundar e debater seus conhecimentos.
Revista NetHistória - http://www.nethistoria.com/
Inaugurado em 21 de fevereiro de 1999 com o objetivo de popularizar o conhecimento histórico, utilizando-se dos recursos audiovisuais da internet. Por isso o NetHistória não têm um tema específico, podendo abordar qualquer um, desde que ligado à História.
Revista Pontes - http://www.revistapontes.blogspot.com
Blog-revista multidisciplinar, com artigos, entrevistas, notícias e links. Repassa semanalmente as notícias mais interessantes do nosso cotidiano, e de outros mais distantes.
"Cidade e História".
Autor: José D'Assunção Barros
Editora Vozes.
Preço: 19,00
Lançado recentemente, o livro "Cidade e História" dirige-se não apenas ao público especializado de História, Geografia Urbanismo e Sociologia Urbana, como também aos leitores que desejem aprofundar os seus conhecimentos sobre os fenômenos urbanos e como estes têm sido tratados pelas Ciências Sociais e Humanas. Discute inicialmente o conceito de Cidade, procurando problematizar e esclarecer que fatores caracterizariam uma cidade em todos os tempos, e em cada tempo histórico específico. Um dos capítulos da obra dedica-se a
examinar as imagens que mais têm sido empregadas pelos cientistas sociais para tentar se aproximar da Cidade como objeto de estudo, entre as quais as imagens do organismo, do sistema ecológico, e da cidade que pode ser lida como um texto. Ao mesmo tempo, o livro busca apresentar um panorama sobre a reflexão sobre a cidade que foi produzida no último século por historiadores, geógrafos, sociólogos e urbanistas em torno do fenômeno urbano. Discute-se questões como a forma urbana, a especificidade da população urbana, as imagens
e imaginário da Cidade, a interação da Cidade com o seu meio, a sua oposição em relação ao campo ... enfim, trata-se de uma obra Introdutória que deve interessar a todos aqueles que pretendem iniciar pesquisas e estudos urbanos seja na área de História, Geografia, Sociologia ou Urbanismo (Arquitetura), e também, obviamente, a todos aqueles que se interessem por este tema como aprofundamento cultural, até mesmo para melhor entender o que é a vida em
uma Cidade e quais as suas especificidades do ponto de vista de um estudo mais sistemático.
O autor - José D'Assunção Barros - é professor de História em Cursos de Graduação e Mestrado em História (UFJF e USS), e possui Tese de Doutorado na área de História Social pela UFF. Publicou ainda os livros 'O Campo da História' (2004) e ?O Projeto de Pesquisa em História? (2005), também pela Editora Vozes
Estudante do Universidade Geraldo Di Biasi publica artigo em revista Acadêmica Urutágua
VOLTA REDONDA - O artigo A Exasperante Poesia da Inconfidência Exasperada, do acadêmico Irineu Márcio da Silva, do 5º período do curso de história do Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB) foi publicado, esta semana, na Revista Acadêmica Urutágua. A revista é da Universidade Estadual de Maringá (PR), e é considerada uma das principais revistas universitárias do País.
Segundo o professor Antonio Marcelo Jackson, responsável pela produção do artigo, uma das atividades da disciplina de História do Brasil Colônia II, a publicação do trabalho do acadêmico foi uma vitória para o curso de História do UGB e para o próprio aluno.
De acordo com o professor, no segundo semestre do ano passado, uma série de atividades foram realizadas com os alunos do curso de História, que resultaram na produção de estudos sobre o tema Brasil Colônia. O educador lembrou que em alguns casos a qualidade do trabalho apresentado fez com que ele estimulasse o aluno a enviar para revistas acadêmicas, solicitando avaliação para publicação. “O caso do Irineu é o primeiro de uma lista que espero, seja grande”, frisou o professor, ressaltando que foi a primeira vez que teve a felicidade de ver o trabalho de um aluno seu sendo publicado.
SEMANA ACADÊMICA
Começa segunda-feira e segue até quarta-feira a XI Semana Acadêmica do UGB, que terá como tema neste ano A pesquisa e os desafios da contemporaneidade: educação, ambiente e vida. Caracterizado como uma atividade integrativa, o evento envolve a direção, corpo docente, alunos e convidados externos pertencentes aos cenários político-institucional e acadêmico das áreas de conhecimento da instituição.
Segundo informou a diretora do Instituto de Ciências Sociais e Humanas (ICSH), professora Lúcia Costa, o objetivo maior deste evento, que já está incorporado ao calendário do UGB, é dar transparência às realizações de alunos e professores no âmbito do ensino, pesquisa e da extensão. De acordo com a diretora, todo o processo de organização da Semana Acadêmica conta com a participação dos alunos, por meio de seus representantes e voluntários, além da elaboração conjunta das atividades a serem realizadas.
A XI Semana Acadêmica do UGB envolverá os alunos das unidades de Volta Redonda e Barra do Piraí, e suas atividades acontecerão em Volta Redonda, em diversos lugares da cidade, e em Barra do Piraí, no Campus do UGB. Além das palestras principais, várias outras atividades vão acontecer nos três dias do evento.
Conheça as delícias de Campos do Jordão - São Paulo - Brasil
O frio se aproxima e um dos destinos brasileiros mais lembrados passa a ser Campos do Jordão (SP). E não é para menos. Além da bela paisagem cercada por morros e muito verde, o clima de montanha e a boa e grande estrutura hoteleira e gastronômica, neste período, a cidade ainda promove diversos eventos, atraindo ainda mais a atenção do turista. Bons exemplos são os gastronômicos. Do próximo dia 24 até 25 de maio de 2008, acontece a esperada temporada gastronômica do pinhão, que apresenta uma festa regional nas ruas da cidade e também ganha espaço diferenciado nos cardápios de 19 restaurantes que possuem o selo de qualidade Cozinha da Montanha.
Nos bosques e montanhas de toda a região a visão belíssima das araucárias faz parte do cartão-postal da cidade e, já a partir deste mês até junho, a pinha -fruto da árvore fêmea é abundante e cai na terra, permitindo a cata do pinhão. Tombada e hoje protegida pelo perigo de extinção, a araucária se desenvolve melhor acima dos 1000 metros de altitude. Cada pinheiro produz de 60 a 80 quilos de pinhão, o que gera um aumento de renda expressivo para os catadores, uma curiosa profissão sazonal desenvolvida na cidade.
Vale conferir a criatividade dos chefs que participam da Temporada Gastronômica do Pinhão, que nos últimos quatro anos, considerando os pratos de todos os restaurantes pertencentes ao grupo, reuniu mais de 100 receitas diferentes com o fruto, entre saladas, pratos principais e sobremesas. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site www.cozinhadamontanha.com.br.
Hospedagem
Campos do Jordão é famosa também pela rede hoteleira ampla e de alta qualidade. Ao todo são aproximadamente seis mil leitos que se dividem entre estabelecimentos de diversas categorias, de pousadas até hotéis cinco estrelas pertencentes ao seleto grupo Roteiros de Charme. A grande maioria oferece o aconchego exigido nos destinos de inverno. As lareiras são peças quase sempre encontradas nas áreas comuns da grande maioria dos hotéis e pousadas, como também nos restaurantes.
A cidade recebe, somente nos meses de junho e julho, um milhão de turistas. Para saber mais sobre hotéis, restaurantes e passeios em Campos do Jordão acesse www.portaldecampos.com e www.camposdojordao.com.br.
Faça Curso Cinema em Londres
[27/04/2008]
Uma oportunidade de aproveitar ainda mais a capital inglesa é morar lá e estudar algum assunto do seu interesse. Cinema é uma das opções. Um curso de oito semanas está sendo oferecido para quem quer pôr a mão na massa e já sair fazendo filmes. O curso From Story to Screen in Eight Weeks oferece, de forma compacta, a experiência total no mundo do cinema, cobrindo todas as áreas: script, uso da câmera e som, casting, direção de atores e edição. Tudo com supervisão individual de profissionais de cinema.
Este curso da Met Film School de Londres foi estruturado em parceria com a The National Film and Television School e permite ao aluno criar seu filme com ajuda de um diretor profissional que orienta como planejar cada tomada. Alunos da Met Film School também utilizam equipamentos de última geração tanto na produção como na pós-produção.
A Met Film School funciona anexa aos Ealing Studios, internacionalmente conhecidos por abrigarem produções como Star Wars: Episode Two, Bridget Jones: The Edge of Reason, Notting Hill e a última produção de Wood Allen, Wasp. Os estúdios incluem espaçosas salas de aula e mais de quarenta estações de edição. As inscrições podem ser feitas em Curitiba, na Improvement. Mais informações: 55 (41) 3254-4454 ou improvement@improvement.com.br ou, em São Paulo, na Pressto, telefone 55 (11) 3256-8288 e pressto@pressto.com.br.
São Paulo terá 24 horas de cultura
Que tal reservar um fim de semana para fazer um mergulho cultural na capital paulista? Música, dança, teatro, exposições e atividades artísticas de vários estilos são a boa pedida para os próximos dias 26 e 27 de Abril de 2008, durante a quarta edição de um dos maiores eventos culturais gratuitos do mundo.
A cidade de São Paulo já adotou a Virada Cultural como parte de seu calendário. O evento acontece anualmente, sempre de sábado para domingo, com uma série de apresentações ininterruptas em vários bairros, sobretudo no centro. Este ano, a festa chega à sua quarta edição com o dobro de atrações - serão 800 apresentações -, novidades do exterior e atividades artísticas. Promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, com o apoio da SPTuris, Sesc e Secretaria de Estado da Cultura, a Virada Cultural 2008 terá início às 18h do dia 26 de Abril de 2008 e seguirá até as 18h do dia 27 de Abril de 2008.
Vários restaurantes, bares, museus e teatros vão funcionar durante as 24 horas do evento.
Para todos os públicos
Toda a diversidade de São Paulo será representada em atrações para todos os gostos e faixas etárias. Os fãs de World Music, por exemplo, vão marcar presença na apresentação da cantora cabo-verdeana Cesária Évora, que abre o evento às 18h de sábado, ao lado da Praça Júlio de Mesquita. No mesmo local também se apresentarão a cantora Gal Costa, às 21h, e o cantor Jorge Ben Jor, às 18h de domingo. No Teatro Municipal, o grupo Zimbo Trio se apresentará ao lado de Jair Rodrigues e Fabiana Cozza, relembrando os sucessos do álbum O Fino da Bossa.
Para quem ama dança, o roteiro tem endereço certo: o Anhangabaú, onde grandes nomes da dança clássica e contemporânea se revezarão, com destaque para as apresentações do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio, com Ana Botafogo.
Na Avenida Rio Branco, a Virada Cultural fará uma mistura harmoniosa de ritmos, no Baile de Bambas: de reggae a arrasta-pé, com destaques para o Grupo Falamansa, Osvaldinho do Arcodeon, Quinteto Violado, Renato Borghetti e Inezita Barroso. Se o assunto é samba de qualidade, a sugestão é o Boteco de Bambas, no Viaduto Santa Efigênia, com Dona Ivone Lara e Almir Guineto, com as Velhas Guardas da Vai-Vai, Camisa Verde Branco e Nenê de Vila Matilde.
Várias casas noturnas de São Paulo também vão agitar a Virada Cultural. Os roqueiros terão uma boa oportunidade para assistir à apresentação da lenda viva do Heavy Metal: Paul Di’Anno interpretará seu histórico Killers, da época em que fazia parte da banda Iron Maiden. Lobão, Arnaldo Antunes, Volcano, Korzus e Ultraje a Rigor também fazem parte do grupo que se apresentará na Praça da República.
No Mercado Municipal de São Paulo, um encontro de vozes veteranas celebrará o melhor da música caipira. Boa parte das apresentações será conduzida pelo cantor Tinoco. Boa prosa e muitas histórias darão o tom às atrações que terão, entre os destaques, Sérgio Reis, Pena Branca e Vips. Pela primeira vez, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo participará da Virada.
Estrutura
Para garantir o proveito de tantas atrações, quem vier a São Paulo vai contar com uma estrutura e tanto: são nada menos do que 410 hotéis e 42 mil unidades hoteleiras, 12,5 mil restaurantes, 15 mil bares, 3,2 mil padarias, 54 parques, 90 museus, 75 bibliotecas, 39 centros culturais, 74 shopping centers, 59 ruas de comércio especializado, 147 hospitais, 61,3 km de linhas de metrô, 15 mil ônibus urbanos, 1.931 agências bancárias, 90 museus e 9 casas de espetáculos. A programação completa da Virada Cultural 2008 pode ser consultada no site www.viradacultural.org.
sábado, 26 de abril de 2008
China - Cidade Macau - Jogos da Lusofonia 2006: Miguel Maia em macau a pensar no pódio do volei de praia
Jogos da Lusofonia: Miguel Maia em macau a pensar no pódio do volei de praia Macau, China - O atleta português Miguel Maia está em Macau para tentar subir ao pódio no voleibol de praia, numa competição onde a segunda dupla portuguesa e as formações brasileiras poderão ser as mais difíceis de ultrapassar.
Brasil - São Paulo - Tese - Universidade São Paulo - \"O lúdico e a aprendizagem na cibercultura: jogos digitais e internet no cotidiano infantil\"
- \"O lúdico e a aprendizagem na cibercultura: jogos digitais e internet no cotidiano infantil\"
Autor: Viana, Claudemir Edson
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27134/tde-02102007-133619/
Brasil - São Paulo - 12 de Outubro - Qual o melhor presente para o Dia das Crianças?
Qual o melhor presente para o Dia das Crianças?Vivemos em uma sociedade consumista, onde as crianças aprendem desde muito pequenas o prazer pelo consumo. Qualquer canal de tv que tem uma programação especifica para crianças, “bombardeia”,diariamente, de forma artística e colorida.
Qual é o papel que os pais devem assumir? Infelizmente, cada um reage de acordo com a sua dinâmica de vida e valores que acreditam e pregam em casa. Mas, um fato é real, aqueles que não têm tempo para os filhos, pois o mundo capitalista coloca muitos nesta situação,acreditam ou pensam acreditar que o bem material pode substituir o carinho, afeto e a presença materna e paterna.
Diante disso, qual seria o presente ideal para o dia da criança? Eu diria que não só para o dia da criança, mas para qualquer situação especial, o melhor presente é aquele que faz pensar, interagir, criar e viajar no mundo da imaginação. O presente ideal é aquele que pais e filhos podem compartilhar.
Os presentes que mais marcaram a minha infância foram aqueles que meu pai fazia comigo: pipa, capucheta, boneca de papel. Ah! Apesar de ser menina, gostava de brincar de bolinha de gude também. Hoje, para minha filha, compro presentes interativos, como aqueles de madeira que vem com tinta para pintar, camisetas com desenhos para colorir e livros que tem uma caneta especial para participar de sua confecção.
Porém, para os pais que não têm condições de comprar algo para esta data, acredito que um presente inesquecível seria construir um brinquedo junto com o filho. E, neste momento, o meio ambiente estará a favor daqueles que assumirem essa opção, pois muitos materiais podem ser reaproveitados. Basta pesquisar e deixar a imaginação imperar.
Feliz dia das crianças todos os dias do ano!
. Por: Débora Regina Colonezi, coordenadora pedagógica da Escola Stance Dual de São Paulo
Curitiba-Paraná - Os 30 parques e bosques de Curitiba
Reformados, parques são boa opção de passeio no feriado
CURITIBA - Os 30 parques e bosques de Curitiba são opções de passeio e lazer neste feriadão. Em especial o bosque Reinhard Maack, o Zoológico, a Ópera de Arame e o Jardim Botânico, que foram reformados neste ano pela Prefeitura de Curitiba, para assegurar mais conforto e segurança aos visitantes.
O Bosque Reinhard Maack, localizado no bairro Hauer, pode ser uma escolha bastante divertida, principalmente para as crianças. O bosque de 78 mil metros quadrados possui uma Trilha da Aventura formada por um conjunto de 16 brinquedos feitos de madeira.
Em agosto, a Prefeitura terminou a reforma e substituição dos troncos, correntes e cordas que compõem os brinquedos. Uma volta pela trilha, em meio à mata de araucária revela desafios como congo, pesca, travessia, trampolim, muralha, salto, exágono, túnel, teleférico, mirante, argola e escorregador.
Também vale a pena conferir a restauração da estufa do Jardim Botânico e a exuberância dos canteiros floridos. Um dos ícones da cidade, o Jardim Botânico teve a primeira revitalização desde a inauguração, em 1991. A recuperação foi viabilizada pela parceria entre o município e a empresa de cosméticos Natura.
A principal obra do projeto de resgate do Botânico foi a restauração da estufa que abriga o acervo de plantas raras e representativas do ecossistema Floresta Atlântica. Foram removidos todos os pontos da estrutura de ferro deteriorados pela corrosão, e feita nova pintura.
Ópera e Zôo - Outro cartão postal de Curitiba, a Teatro Ópera de Arame, deixará o álbum de fotografia dos visitantes ainda mais bonito. O local teve neste ano a primeira grande reforma desde que foi inaugurado, em março de 1992. As estruturas metálicas, corroídas pela ferrugem, foram substituídas e vários pilares de sustentação foram trocados.
As obras incluíram ainda a reforma de arcos, vigas e colunas, além da manutenção da passarela. A antiga pintura foi retirada com jatos de areia para dar lugar à nova pintura, nas cores cinza chumbo e verde.
A segurança foi uma das prioridades no projeto de reforma. Novas portas de emergência foram abertas e ampliada a dimensão das escadas de acesso ao segundo andar, de acordo com novas normas do Corpo de Bombeiros. Para aumentar a proteção do público, foram colocados guarda-corpos nos camarotes.
O Zoológico Municipal, no Boqueirão, também passou por reformas que oferecem mais conforto aos visitantes. Foi construído um portal com guarita, equipado com quatro catracas de controle de entrada, que reduz os congestionamentos no portão do parque.
Dois novos conjuntos de sanitários públicos foram construídos, um próximo ao portal de entrada e outro ao lado da administração do parque. Os novos sanitários estão adaptados para o uso por portadores de deficiência física. As novas estruturas contam com banheiros especiais e rampa de acesso. Outra reivindicação dos visitantes, atendida pela Prefeitura, foi a instalação de um fraldário.
O prédio que abrigava o antigo centro de educação ambiental, ao lado da entrada principal do Zoológico, foi reformado e transformado em Centro de Apoio ao Visitante. No local, o público recebe dos agentes ambientais e funcionários orientações sobre os roteiros de visitação e assistirá a vídeos educacionais sobre a fauna.
SERVIÇO
Mais informações sobre os parques e bosques da cidade, localização e linhas de ônibus pelo telefone 156, que funciona 24 horas, ou pelo site da Prefeitura de Curitiba (www.curitiba.pr.gov.br). No site basta clicar em "secretarias e órgãos", depois em "meio ambiente" e então escolher "áreas verdes" e em seguida "parques e bosques" onde será possível escolher o parque da sua preferência.
Brasil - ALGUMA VEZ NA VIDA VOCÊ JÁ QUIS PEGAR UMA BORBOLETA?
Borboletário o que é isso?
Alguma vez na vida você já quis pegar uma borboleta? E ter uma em casa? Pois saiba que há quem crie cerca de 500 borboletas juntas, de 25 espécies diferentes, em um espaço são chamados borboletários, que, como o próprio nome indica, são apropriados para criar borboletas.
Mas criar esses bichinhos tão bonitos e coloridos é muito mais complicado do que se imagina. Segundo o diretor do jardim zoológico de belo horizonte – que possui um dos maiores borboletários abertos do País, Carlyle Coelho, é preciso muita dedicação e cuidados especiais para manter borboletas em cativeiros. Para que isso seja possível, explica ele, é necessário, além de local adequado, uma equipe de profissionais especializada que ajude na reprodução e na alimentação das borboletas.
- DIFERENÇA ENTRE "FOCO NO PROBLEMA" E "FOCO NA SOLUÇÃO" -
Quando a Nasa iniciou o lançamento de astronautas, descobriram que as canetas não funcionariam com gravidade zero.
Para resolver este enorme problema, contrataram a Andersen Consulting, hoje Accenture.
Empregaram uma década e 12 milhões de dólares.
Finalmente conseguiram desenvolver uma caneta que escreve com gravidade zero, de ponta cabeça, debaixo d'água, em praticamente qualquer superfície incluindo cristal e em variações de
temperatura desde abaixo de zero até mais de 300 graus Celsius.
Os russos usaram um lápis...
"A simplicidade é o último degrau da sabedoria."
(Kalil Gibran)
SALADA NO PÃO SÍRIO
Ingredientes - 4 xíc. (chá) de acelga cortada em tirinhas -2 xíc. (chá) de rabanete em rodelas bem finas -8 fatias finas de rosbife magro cozido - 16 col. (sopa) de queijo cottage -4 pães sírios cortados ao meio -4 col. (sopa) de gergelim torrado (para salpicar) Molho -2 col. (sopa) de salsa picada -3 col. (sopa) de azeite de oliva -2 col. (sobremesa) de vinagre balsâmico (ou limão) -sal a gosto Modo de fazer Misture a acelga e o rabanete e tempere com o molho. Molho: junte a salsa, o azeite, o vinagre e o sal. Como montar: em cada metade do pão, coloque 1 fatia de rosbife, 2 col.(sopa) de cottage e, por último, a acelga e o rabanete. Salpique com o gergelim. Rendimento: 4 porções Calorias: 204 cal cada uma Carboidrato: 21 g Proteína: 10 g Gordura: 9 g O que eles têm Acelga e queijo cottage: cálcio (bom para os ossos). Você pode trocar por Acelga: alface lisa Queijo cottage: ricota Rosbife: peito de peru
PASTA SALADA COM LEGUMES
Ingredientes -1 cenoura n 1 berinjela -2 abobrinhas italianas pequenas -1 cebola -sal a gosto -2 tomates (sem pele e sem sementes) cortados em cubos -1 prato de rúcula -500 g de penne cozido al dente Pesto de rúcula -2 dentes de alho -2 xíc. (chá) de folhas de rúcula -2 col. (sopa) de castanha-do-pará n sal a gosto -1/2 xíc. (chá) de azeite n 3 col. (sopa) de parmesão light ralado Modo de fazer Corte a cenoura, a berinjela, as abobrinhas no sentido longitudinal e a cebola em rodelas. Tempere com o sal e grelhe numa grelha ou frigideira antiaderente. Corte os legumes em cubinhos. Pesto de rúcula: no liquidificador, bata o alho, a rúcula, a castanha e o sal. Junte o azeite aos poucos e, depois, o queijo. Como montar: misture os legumes grelhados, o tomate e a rúcula ao penne. Acrescente o pesto de rúcula e envolva-o bem aos ingredientes. Rendimento: 4 porções Calorias: 337 cal cada uma Carboidrato: 18 g Proteína: 8 g Gordura: 26 g O que eles têm Rúcula: vitaminas A (boa para os olhos) e C, folato (importante para o sistema nervoso) e fibras. Castanha-do-pará: rica em cálcio e selênio. Você pode trocar por Cenoura: pimentão Berinjela: palmito Abobrinha: brócolis ou couve-flor Penne: fusilli Pesto de rúcula: pesto de manjericão Castanha-do-pará: amêndoa, noz ou pinoli
Sopa de abóbora
• 3 col. (sopa) de azeite
• 1 cebola pequena picada
• n 2 col. (chá) de gengibre ralado
• 1 filé (100 g) de frango
• 1 tomate sem pele cortado em cubos
• 300 g de abóbora sem casca e cortada em cubos
• 1 1/2 litro de água
• sal a gosto
• 1 xíc. (chá) de macarrão integral tipo conchinha
Em uma panela grande, aqueça o azeite e refogue a cebola. Junte o gengibre, o frango e o tomate e refogue por mais alguns minutos ou até o frango dourar. Coloque a abóbora e vá acrescentando a água aos poucos. Adicione o sal. Tampe a panela e deixe cozinhar até a abóbora amolecer. Retire do fogo, separe o frango e bata o caldo com a abóbora no liquidificador até ficar homogêneo. Coloque de volta na panela e misture o frango desfiado. Aqueça antes de servir e acrescente o macarrão cozido al dente.
Tempo de preparo: 1 hora
Rendimento: 4 porções
Calorias por porção: 150
Farofa nutritiva
Uma colherada desta farofinha enriquece qualquer uma das nossas opções de sopa com cálcio e ácidos graxos ômega 3 e 6, que têm propriedades antioxidantes. A receita rende bastante e, por isso, pode ser armazenada e usada aos pouquinhos
• 4 col. (sopa) de semente de linhaça
• 8 col. (sopa) de gergelim branco
• 3 col. (sopa) de gérmen de trigo cru
Coloque todos os ingredientes em uma frigideira antiaderente e leve ao fogo para tostar rapidamente. Mexa sem parar. Bata no liquidificador até virar uma farofinha. Espere esfriar totalmente e guarde num vidro bem fechado. Polvilhe na sopa.
Tempo de preparo: 15 minutos
Rendimento: 15 col. (sopa)
Molho de iogurte, linhaça, hortelã e mostarda
1 pote de iogurte natural desnatado
1 col. (sopa) de azeite
1/2 limão
2 col. (chá) mostarda
1 col. (sopa) de hortelã
1 col. (chá) de linhaça
Modo de preparo misture os ingredientes e sirva sobre a salada.
Rendimento: 8 pessoas
40 cal/porção
Creme de abóbora
• 1 col. (sopa) de margarina light
• 2 dentes de alho picados
• 1 col. (sopa) de cebola ralada
• 1 cubo de caldo de galinha
• 1 litro de água
• 3 col. (sopa) de arroz parborizado
• 700 g de abóbora sem casca e cortada em cubos
• 2 col. (sopa) de leite em pó desnatado
• 1 col. (sopa) de salsa picada
• rodelas de laranja (para decorar)
modo de fazer
Em uma panela, coloque a margarina e refogue o alho e a cebola por alguns minutos. Acrescente o caldo de galinha já dissolvido na metade da água. Deixe ferver e adicione o arroz. Após 5 minutos, junte a abóbora e cozinhe até que fique macia. Desligue o fogo. Espere esfriar um pouco e bata no liquidificador até formar uma mistura homogênea. Volte à panela, coloque o leite em pó dissolvido no restante da água. Mexa bem e leve novamente ao fogo baixo para apurar. Polvilhe a salsa na hora de servir e decore com a laranja.
Rendimento: 4 porções.
Calorias por porção: 164 (a tradicional tem 264).
Tempo de preparo: 30 minutos.
O que mudou: no lugar do leite em pó integral foi usado o desnatado e numa quantidade menor. A margarina normal foi substituída pela versão light e, assim como a medida do arroz, reduzida pela
metade. Com isso, foram economizadas nada menos que 100 calorias por porção
Capeletti de ricota in brodo
• 300 g de filé de frango
• 1 cenoura grande sem casca
• 1 cebola inteira sem casca
• 1 batata média sem casca
• 1 dente de alho
• 1 maço de salsa
• 1 talo de salsão
• 2 litros de água
• sal a gosto
• 300 g de capeletti de ricota cozido al dente
modo de fazer
Em uma panela grande, coloque todos os ingredientes (exceto o capeletti). Leve ao fogo baixo e deixe cozinhar por cerca de 1h30 ou até engrossar o caldo. Retire o frango e reserve. Bata o caldo no liquidificador. Desfie o frango e acrescente ao brodo e, em seguida, junte o capeletti. Sirva em seguida.
Rendimento: 4 porções.
Calorias por porção: 246 (a tradicional tem 386).
Tempo de preparo: 2 horas.
O que mudou: não foram usados óleo, margarina e o osso do frango para fazer o caldo. Essas modificações foram suficientes para enxugar 140 calorias por porção.
Creme de Ervilha
• 1 cubo de caldo de carne
• 1 litro de água
• 300 g de ervilha seca
• 1 cebola ralada
• 1 col. (sopa) de margarina light
• sal a gosto
modo de fazer
Em uma panela de pressão, coloque o caldo de carne já dissolvido na água e a ervilha. Deixe cozinhar por 15 minutos. Bata no liquidificador e reserve. Numa outra panela, refogue a cebola na margarina e junte a ervilha batida e deixe no fogo baixo até engrossar. Se necessário, ajuste o sal. Se ficar muito grossa, acrescente um pouco mais de água e deixe ferver.
Rendimento: 4 porções.
Calorias por porção: 290 (a tradicional tem 600).
Tempo de preparo: 30 minutos.
O que mudou: a quantidade de ervilha foi reduzida e a margarina comum trocada pela versão light. Também foram retirados o bacon e o queijo parmesão, reduzindo 310 calorias – mais da metade do valor da receita original.
Sopa de milho de verde
3 copos (600 ml) de água• 2 xíc. (chá) de milho verde• 2 folhas de louro• 1/2 cebola cortada em cubinhos• 1 dente de alho picado• Noz-moscada ralada e salsa picada a gostoEm uma panela, coloque o milho, o louro, a cebola e o alho. Leve ao fogo e deixe ferver por 20 minutos. Reserve alguns grãos de milho e retire o louro. Bata o caldo no liquidificador, tempere com a noz-moscada e a salsa e ferva por mais 5 minutos. Acrescente o grão de milho reservado.
Sopa de folhas verdes
• 2 col. (sopa) de cebola picada• 1 alho picado • 4 copos (800 ml) de água • Sal, noz-moscada ralada, orégano, páprica a gosto• 5 folhas de escarola rasgadas• 3 folhas de couve-manteiga rasgadas• 2 folhas de acelga rasgadasEm uma panela antiaderente, refogue a cebola e o alho com um pouquinho de água (não use óleo). Acrescente o restante da água e os temperos e deixe ferver por 5 minutos. Junte a escarola, a couve e a acelga. Cozinhe por mais 3 minutos. *Você pode variar a combinação das folhas: 5 folhas de escarola, 3 de couve e 2 de repolho; ou 3 folhas de acelga, 3 de repolho e 3 de couve.
Sopa de grão-de-bico
• 4 copos (800 ml) de água• 2 xíc. (chá) de grão-de-bico• 1/2 cebola picada• 1 dente de alho picado• Sal a salda picada a gosto Deixe o grão-de-bico de molho na água no dia anterior. Em uma panela, coloque a água, o grão-de-bico, a cebola e o alho. Ferva por 20 minutos. Bata no liquidificador, tempere com o sal e a salsa. Leve ao fogo por mais5 minutos.
Berinjela no pappilote
Berinjela no pappilote
Ingredientes2 berinjelas pequenas com a casca cortadas em cubos / 2 abobrinhas italianas com a casca cortados em cubos / 4 tomates sem pele e sem semente cortados em cubos / 4 col. (sobremesa) de azeite virgem / 1 col. (sopa) de castanha-do-pará picada / 1 pitada de alecrim desidratado / 100 g de queijo meia cura ralado / 4 pedaços (30 x 30 cm) de papel-alumínio
Modo de fazerDistribua os ingredientes nos pedaços de alumínio. Feche os papillotes, coloque-os numa assadeira e leve ao forno médio por cerca de 25 minutos.Rendimento: 4 porções / Calorias por porção: 228
berinjela no pappilote
Ingredientes2 berinjelas pequenas com a casca cortadas em cubos / 2 abobrinhas italianas com a casca cortados em cubos / 4 tomates sem pele e sem semente cortados em cubos / 4 col. (sobremesa) de azeite virgem / 1 col. (sopa) de castanha-do-pará picada / 1 pitada de alecrim desidratado / 100 g de queijo meia cura ralado / 4 pedaços (30 x 30 cm) de papel-alumínio
Modo de fazerDistribua os ingredientes nos pedaços de alumínio. Feche os papillotes, coloque-os numa assadeira e leve ao forno médio por cerca de 25 minutos.Rendimento: 4 porções / Calorias por porção: 228
Yakissoba em minutos
ingredientes
• 1 pacote de macarrão tipo lámen (400 g)
• 3 col. (sopa) de óleo vegetal
• 1 dente de alho picado
• 150 g de filé mignon ou peito de frango em tirinhas n 6 folhas grandes de repolho branco em tirinhas
• 1 xíc. (chá) de minicenouras n 1/2 xíc. (chá) de cebola picada • 3 xíc. (chá) de floretes de brócolis-japonês n 1 talo de salsão picado n 1 pé de cebolinha picado n 1 col. (sopa) de molho shoyu n Sal a gosto
faça assim
Cozinhe o macarrão por 3 minutos, escorra e reserve. Em uma frigideira, aqueça 2 col. de óleo, coloque o alho e refogue a carne por 2 minutos. Junte os legumes, mexendo e regando com o shoyu. Deixe refogar e reserve num prato à parte. Na mesma frigideira, adicione o restante do óleo e refogue o macarrão por 1 minuto, mexendo bem. Acrescente os legumes e tempere com o sal. Coloque em uma travessa e polvilhe a cebolinha.
Rendimento: 6 porções
Calorias por porção: 334
repolho tem fibraAlém de ser rico em fibras, o repolho contém uma turma de antioxidantes (vitamina C, potássio, betacaroteno e folato) que inibe o aparecimento de tumores e protege as células contra o envelhecimento. Também diminui o risco de câncer de mama. Ponha no seu cardápio: 1 xíc. de chá (48 cal) diariamente ou alterne com a mesma quantidade de brócolis
aipo, Totalmente da pazTambém conhecido como salsão, tem uma boa dose de potássio, importante para a contração muscular. Diurético e digestivo, é ideal para acompanhar carnes, pois neutraliza as nitrosaminas, compostos cancerígenos presentes no tostadinho do churrasco.
Ponha no seu cardápio: 1 talo (7 cal), cinco vezes por semana
o admirável brócolisÉ um dos campeões em bioflavonóides e outros antioxidantes que previnem tumores e envelhecimento precoce. Também atenua o metabolismo do hormônio estrogênio, protegendo contra o câncer de mama.
Ponha no seu cardápio: 1 xíc. de chá (43 cal), diariamente
sopa de aveia
• 1/2 cebola picada • 1 cenoura em cubinhos • 1 col. (sopa) de azeite de oliva • 1/2 litro de água mineral • 5 col. (sopa) de aveia em flocos • sal a gosto • salsinha picada (para polvilhar) modo de fazer Refogue a cebola e a cenoura no azeite de oliva. Acrescente a água, deixe ferver e misture a aveia. Espere engrossar e tempere com o sal. Desligue o fogo e sirva polvilhado com a salsinha. Rendimento: 2 porções Calorias por porção: 217
Musse de goiaba e iogurte light -
ingredientes
• 6 goiabas vermelhas
• 1 xíc. (chá) de água
• 1/2 xic. (chá) de açúcar (ou adoçante)
• 2 xíc. (chá) de iogurte natural desnatado
• 1 col. (sopa) de raspas de limão
modo de fazer
Cozinhe a polpa das goiabas na água até levantar fervura e passe a mistura numa peneira. Bata o caldo no liquidificador com o resto da fruta, o açúcar, o iogurte e as raspas de limão. Distribua em taças e leve à geladeira por uma ou duas horas antes de servir.
Rendimento: 8 porções.
Calorias: 97 calorias cada uma.
Sopa de beterraba
• 2 beterrabas com casca e lavadas
• 1/2 cebola em rodelas
• 1 alho picado
• 4 copos (800 ml) de água
• Sal, mostrada em pó, alecrim seco e salsa a gosto
Cozinhe a beterraba com a cebola, o alho e a água na panela de pressão
por 20 minutos. Bata no liquidificador e tempere com o sal, a mostrada,
o alecrim e a salsa. Ferva por mais 5 minutos.
Sopa de grão-de-bico
• 4 copos (800 ml) de água• 2 xíc. (chá) de grão-de-bico• 1/2 cebola picada• 1 dente de alho picado• Sal a salda picada a gosto Deixe o grão-de-bico de molho na água no dia anterior. Em uma panela, coloque a água, o grão-de-bico, a cebola e o alho. Ferva por 20 minutos. Bata no liquidificador, tempere com o sal e a salsa. Leve ao fogo por mais5 minutos.
Receita de Patê berinjela no pappilote
Ingredientes2 berinjelas pequenas com a casca cortadas em cubos / 2 abobrinhas italianas com a casca cortados em cubos / 4 tomates sem pele e sem semente cortados em cubos / 4 col. (sobremesa) de azeite virgem / 1 col. (sopa) de castanha-do-pará picada / 1 pitada de alecrim desidratado / 100 g de queijo meia cura ralado / 4 pedaços (30 x 30 cm) de papel-alumínio
Modo de fazerDistribua os ingredientes nos pedaços de alumínio. Feche os papillotes, coloque-os numa assadeira e leve ao forno médio por cerca de 25 minutos.Rendimento: 4 porções / Calorias por porção: 228
Receita Salada legumes com shiitake
Ingredientes1 abobrinha italiana com casca / 1 fatia de abóbora japonesa com casca / 1 cenoura sem casca / 1/2 talo de alho-poró em rodelas finas / 5 shiitakes médios / salsa picada e sal a gosto / 1 col. (sobremesa) de azeite
Modo de fazerLave e rale os legumes no ralo grosso. Limpe os shiitakes, retire o talo e corte-os em tiras. Em uma panela, refoque o alho-poró com o azeite e, em seguida, acrescente os legumes. Deixe no fogo baixo por 5 minutos. Acrescente o sal e a salsa.Rendimento: 2 porções / Calorias por porção: 175
Refeição Quiche Lorraine
massa • 1 1/2 xíc. (chá) de arroz integral cozido• 2 col. (sopa) de parmesão ralado• 1 ovo
recheio • 1 cebola média cortada em fatias finas• 1 col. (sopa) de xerez seco (opcional)• 1 1/4 de xíc. (chá) de mussarela light ralada• 1 col. (sopa) de farinha de trigo integral• 1 pitada de noz-moscada moída• 5 fatias de peito de peru light defumado cortadas em pedaços pequenos• 4 claras e 2 gemas• 1 xíc. (chá) de creme de leite light• 1/2 xíc. (chá) de leite desnatado• 2 col. (sopa) de parmesão ralado• manteiga light para untar• tomate-cereja para decorar
modo de fazer Misture o arroz, o parmesão e o ovo em uma tigela média. Unte uma fôrma de aro removível (22 cm de diâmetro) com a manteiga e forre o fundo e a lateral com a massa, pressionando-a bem com a ponta dos dedos. Reserve. Para o recheio, refogue a cebola em uma frigideira antiaderente até ficar macia e transparente. Se necessário, acrescente um pouco de água para não queimar. Junte o xerez e reserve. Numa tigela, misture a mussarela, a farinha e a noz-moscada. Adicione o peito de peru, as claras e as gemas, o creme de leite, o leite e a cebola refogada. Espalhe o recheio sobre a massa e polvilhe com o parmesão. Asse a quiche em forno preaquecido a 180ºC por cerca de 45 minutos ou até dourar. Deixe esfriar por 15 minutos e decore com o tomate.Tempo de preparo: 1 horaRendimento: 6 porçõesCalorias por porção: 202
Truque No lugar de farinha de trigo branca (ou refinada), a massa desta quiche lorraine foi feita com um mix de farinha de trigo e arroz integrais. As fibras presentes nessa dupla são as responsáveis pela redução do índice glicêmico da receita tradicional. O uso de queijo e creme de leite com redução de gordura ajudou a diminuir o valor calórico.
Expoente da escultura concreta Mineiro, Amílcar Augusto Pereira de Castro (1920-2002)
Valéria Peixoto de Alencar
Mineiro, Amílcar Augusto Pereira de Castro (1920-2002) foi gravador, desenhista, diagramador e professor. Mas foi graças à escultura concreta que fez seu nome. Em Belo Horizonte estudou na Faculdade de Direito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), de 1941 a 1945, porém não exerceu a profissão por muito tempo. A partir de 1944, freqüentou curso livre de desenho e pintura com Guignard, na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, e estudou escultura figurativa com Franz Weissmann. Em 1952, mudou-se para o Rio de Janeiro e trabalhou como diagramador em diversos jornais e revistas. Influenciado pelo artista Max Bill, realizou suas primeiras esculturas concretas, expostas na 2ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1953. Participou de exposições do grupo concretista, no Rio de Janeiro e em São Paulo, em 1956, e assinou o "Manifesto Neoconcreto" em 1959.No ano seguinte, participou em Zurique (Suíça) da Mostra Internacional de Arte Concreta, organizada por Max Bill. Foi para os Estados Unidos em 1968 com uma bolsa de estudo da Guggenheim Memorial Foundation e com o prêmio de viagem ao exterior obtido na edição de 1967 do Salão Nacional de Arte Moderna. De volta ao Brasil, em 1971, fixou residência em Belo Horizonte. Tornou-se professor de composição e escultura da Escola Guignard, onde trabalhou até 1977. Deu aula na Faculdade de Belas Artes da UFMG, entre as décadas de 1970 e 1980. Em 1990, aposentou-se da docência e passou a dedicar-se exclusivamente à atividade artística.Esse tipo de escultura mais conhecida de Amílcar de Castro traz uma nova idéia de dinâmica espacial. Os ritmos dados pelos cortes e dobras das placas de aço, pela diferença de planos e pela tensão da superfície, imprimem à obra grande vitalidade e dinamismo, que parecem detidos dentro de si mesmos, nos convidando para a intimidade do trabalho.Há diversas obras públicas do artista, em jardins e praças, feitas com a intenção de que a ação do tempo seja vista constantemente no espaço da obra. Como definia ele mesmo, "escultura é a descoberta da forma do silêncio, onde a luz guarda a sombra e comove".
Valéria Peixoto de Alencar* é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp.
Kuito – Angola - Província tem apenas um Monumento Histórico reconhecido
Província tem apenas um Monumento Histórico reconhecido
Kuito – Angola 20/04 - O edifício dos correios e telégrafos, erguido em 1936 na vila de Kamacupa (ex-General Machado), é o único Monumento Histórico reconhecido até ao momento pelo Ministério da Cultura na província do Bié, dos 250 existentes na região. Segundo o responsável da Cultura no Bié, António dos Santos Buta, a proposta para o seu reconhecimento pelo Ministério da Cultura aconteceu em 1994, depois das autoridades locais terem feito chegar ao Instituto Nacional do Património Cultural a documentação necessária.Antiguidade, interesse histórico, a não alteração da configuração arquitectónica, entre outros itens, constituíram os requisitos para que o mesmo merecesse a classificação que lhe foi atribuída, acrescentando que até a presente data os demais, cujas propostas já foram encaminhadas aos órgãos centrais, aguardam por uma resposta.Fez saber ainda que os 250 Monumentos e Sítios todos controlados a nível província, clamam por uma intervenção urgente para a recuperação das suas estruturas, destes, segundo a fonte, 14 estão na classe de Monumentos Históricos, 83 civis, cinco militares, 35 religiosos e igual número funerários.António Buta refere ainda que a instituição controla também 135 Sítios, nomeadamente 44 Sítios Históricos, 49 naturais e ambientais, sete arquitectónicos, bem como 35 funerários ao nível da região que, por sinal, também carecem de reabilitação, devido acção destruidora do conflito armado.Sem revelar o número dos monumentos reabilitados e por reabilitar, o responsável frisou que o Governo local continua a envidar esforços para a melhoria da qualidade dos serviços, na preservação dos mesmos, sobretudo, numa primeira fase, aqueles afectos as Igrejas, sem entretanto, segundo ainda ele, retirar a estética arquitectónica do passado. A falta de meios de transporte e material de apoio, tais como máquinas fotográficas, computadores e outros, impossibilitam o desempenho positivo para o enriquecimento da história arquitectónica desta parcela do país.Solicita de quem de direito, autoridades religiosas e tradicionais e população no sentido de preservar estes locais, por forma a servir também as gerações vindouras.Lamentou ainda a fraca importância e falta de conhecimento dos valores culturais ligados aos Monumentos e Sítios por parte das comunidades, razão pela qual muitos também, além da acção da guerra, foram degradados pela acção humana, através da retirada de tijolos e cobertura.Esta postura (destruição e falta de conhecimento), de acordo António Buta, da pesquisa feita pela instituição tem influenciando na desvalorização dos hábitos e costumes da região.Com vista a minimizar a situação, disse a fonte, o sector da Cultura na província realiza campanhas de sensibilização sobre a valorização, através de palestras nas escolas e outras instituições públicas.A instituição conta com o apoio das Direcções das Obras Públicas e Habitação, do Ambiente e Urbanismo e Administrações Municipais e Comunais na conservação dos Monumentos e Sítios nesta região. Apelou a sociedade biena no sentido de colaborarem com as estruturas governamentais nas tarefas na conservação e divulgação dos Monumentos e Sítios existentes na província, por forma a oferecer maior dignidade a cultura local.
Angola - Responsável exorta munícipe a conservar Patrimônio Cultural
Luanda, 19/04 - O presidente da Liga de Defesa do Património Cultural, Francisco Cabila, defendeu hoje, sábado, em Luanda, a participação activa de todos os cidadãos para a defesa, preservação, valorização e divulgação do Património Histórico Cultural. O responsável fez estas declarações durante uma palestra subordinada ao tema" Importância do Património Cultural para a Juventude" dirigida a militantes do MPLA e demais formações politicas localizadas no município do Cazenga. De acordo com a fonte, não cabe somente ao Governo desenvolver acções viradas às questões que dizem respeito à preservação do Património Cultural, mas ser, sim, uma tarefa de todos. Para ele, o Estado tem a obrigação de estabelecer regras que possam ajudar e orientar os cidadãos a proteger os bens culturais do país, tanto sob sua responsabilidade como dos privados. Disse ainda que a aprovação do diploma, que regula a preservação dos Monumentos e Sítios, vem acabar com o vazio que se fazia sentir no domínio do Património Cultural e permite ao Estado accionar os mecanismos legais para protegê-los. A palestra enquadrou-se nas festividades do 14 de Abril, Dia da Juventude Angolana e ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, comemorado sexta-feira, dia 18. A Liga de Defesa do Património Cultural é uma organização não governamental de carácter sociocultural, fundada a 25 de Maio de 2000, em Luanda, cujos objectivos principais são o de contribuir para o reconhecimento, protecção, valorização e divulgação do Património Histórico, Cultural e Natural do país e do resto do mundo.
Um encontro especial - 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil
Um encontro especial - 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil
Antigos integrantes da comunidade japonesa se reúnem todos os domingos há pelo menos quatro décadas
Os "Tesouros do Sol", como a comunidade japonesa chama seus mais antigos integrantes, fazem questão de se reunir todos os domingos. O local escolhido é um espaço com mirante, na frente do primeiro cartão-postal que viram ao chegar a Manaus de navio, há pelo menos quatro décadas: o encontro das águas do barrento Solimões com o Rio Negro.
"Não esperávamos um rio com água tão escura formando o Amazonas", conta Minoru Saito, de 80 anos, nascido na fria Okaido, no norte do Japão. Como ele, outros imigrantes guardam na memória histórias de uma cidade bem diferente, tomada pela densa mata e repleta de desafios. Basta encontrá-los no mirante para ouvir as revelações sobre aquele tempo.
Saito desembarcou em Manaus há 40 anos, depois de uma breve temporada em Campinas, no Interior Paulista. Trabalhou na agricultura assim que chegou, mas logo mudou de área. "Fiquei mais tempo na Moto Honda, cuidando do restaurante japonês." Mesmo aposentado, ele segue à frente do estabelecimento, com os filhos.
A ex-agricultora Some Kakimoto, de 72 anos, lembra de outro aspecto que causou estranhamento. "Ficamos assustados com a selva. Era preciso desmatar tudo com facões", diz.
Fuiko Ikuno, de 83, conta que cortou muito as mãos desmatando o terreno para plantar. "Tudo valeu a pena, não viemos para cá com medo de trabalho." Apesar do otimismo, a história de Fuiko é marcada por uma grande tristeza.
Dois dos seus seis filhos - justamente os que nasceram no Amazonas - morreram ainda crianças. Foi uma morte tão trágica quanto típica, infelizmente, naquela região: a canoa virou. "Eles só tinham 2 e 4 anos e não sabiam nadar." Os demais filhos constituíram família e, hoje, Fuiko se orgulha dos mais de 20 netos.
Shigueno Kawashima, de 80, veio de Nagasaki, uma terra mais quente. "Nunca estranhei o calor, só a selva." Sem intimidade com a agricultura, já que trabalhava em minas de carvão, ela sofreu para se acostumar com os mosquitos, conhecidos na região como carapanãs. "Era duro, mas ninguém veio obrigado", afirma. "Tomamos amor por esta terra tão fértil."
A mais velha integrante do grupo Tesouros do Sol, Setsuko Otsuka, de 86, é a que menos fala o português. "Me comunico com sorrisos e gestos." Setsuko também passou por momentos difíceis em Manaus, onde chegou em 1959, com o marido e quatro filhos pequenos. Três anos depois de se instalar, ela ficou viúva. "Mas a comunidade daqui é muito unida", conta. "Todos me ajudaram.
Foi esse sentimento de colônia, segundo ela, que fez todos sobreviverem e se sentirem tão em casa a ponto de dizer que não trocariam a selva por lugar nenhum no mundo.
Comunidade tem 6 mil pessoas
Maioria dos imigrantes japoneses no Amazonas está concentrada entre Manaus e a cidade-ilha de Parintins
A comunidade nipônica no Amazonas tem hoje cerca de 6 mil pessoas, a maioria concentrada entre Manaus e a cidade-ilha de Parintins, a 325 quilômetros da capital. Mas foi outra cidade, Maués, a receber a primeira leva de imigrantes japoneses, que chegaram ao Brasil para se dedicar ao cultivo do guaraná. Isso no distante ano de 1928. Nessa localidade a 267 quilômetros de Manaus, o número de descendentes ainda é expressivo - Maués está em terceiro lugar na lista das cidades amazonenses com mais nikkeis. Poderia ter ainda mais, se na década de 1940 uma epidemia de malária não tivesse dizimado várias famílias e forçado outras a se mudar para a colônia de Parintins.
"No início, a agricultura era a principal atividade da comunidade", explica a vice-cônsul do Japão em Manaus, Reiko Nakamura. "Mas, hoje, eles se dividem entre trabalhadores do distrito industrial e do comércio."
A capital do Estado e o município vizinho de Iranduba (a 35 km de lá) reúnem as maiores colônias voltadas para a agricultura e a avicultura. Manaus, inclusive, tem uma escola exclusiva para a comunidade, onde japoneses e descendentes aprendem o idioma oriental e também português.
Nos momentos de lazer, o beisebol, um dos esportes mais praticados no Japão, está entre os preferidos da juventude.
Os Irmãos Villas Boas por Darcy Ribeiro
Darcy Ribeiro
Orlando, Cláudio e Leonardo compuseram as vidas mais extraordinárias e belas de que tenho notícia. Pequenos-burgueses paulistas, condenados a vidinhas burocráticas medíocres, saltaram delas para aventuras tão ousadas e generosas que seriam impensáveis, se eles não as tivessesm vivido. Só se compara à de Rondon a façanha desses três irmãos que se meteram Brasil adentro por matas e campos indevassados ao encontro de índios intocados pela civilização.Usando do subterfúgio de se fazerem passar por caboclos goianos, conseguiram incorporar-se a uma expedição oficial de penetração no centro do Brasil. Tomaram conta da expedição, transcederam dela e viveram mais de trinta anos nas matas que que vão do Xingu ao Tapajós, convivendo com povos indígenas que eles souberam amar e respeitar.Entre seus feitos assinala-se a coragem com que, arriscando suas vidas, atraíram diversos povos indígenas à civilização. Triste coisa para estes povos. Menos má, porém, porque sua pacificação foi conduzida pelos Villas Bôas, que souberam defendê-los, garantindo-lhes uma sobrevivência melhor do que a dos povos chamados ao nosso convívio.Sua façanha mais extraordinária, a meu ver, foi a criação, ou recriação, de todo um povo - os Yawalapitis, que só existiam dispersos nas várias aldeias xinguanas, até que os Villas Bôas os juntassem novamente, para retomarem seu destino de uma das caras do fenômeno humano.
* Darcy Ribeiro (1913-1997) foi educador, escritor, senador da República e membro da Academia Brasileira de Letras.
Os Irmãos Villas Boas - Apresentação por Cristina Müller
Cristina Müller
Quem melhor que Orlando Villas Bôas, último sobrevivente dos quatro famosos irmãos indigenistas, para contar a história da ocupação territorial do País e o contato com sua população aborígene. Líder de fato da Expedição Roncador-Xingu, lançada por Getúlio Vargas no final da Segunda Guerra para desbravar o Centro Oeste, percorridos mais de 3 mil quilômetros pelo sertão, até o norte do Mato Grosso e sul do Pará, a convivência com mais de 13 grupos nativos levou Orlando, acompanhado de seus irmãos Cláudio, Leonardo e Álvaro, a relançar a base humanista da política indigenista brasileira.De sua casa no Alto da Lapa, em São Paulo, Orlando Villas Bôas vem acompanhando as discussões em torno da ocupação da Amazônia, vis á vis a pecuária extensiva, a biotecnologia, indústria da madeira e o comércio de drogas. Preocupado com o futuro do parque do Xingu e das inúmeras tribos que permanecem isoladas, ou semi-isoladas, da sociedade ocidental, ao procurar a melhor maneira de chamar a atenção ao assunto, Orlando deparou-se com a nova fronteira da tecnologia on-line."Nem imagino o que significa isso", comentou durante uma visita à redação da Agência Estado, quando soube que teríamos milhões de page-views por mês. "Mas quanto mais gente vir isso melhor," completou com seu habitual bom humor.Para nós na Agência Estado, voar com os Villas Bôas à década de 40 e ao início da Expedição Roncador-Xingu tem sido repleto de boas surpresas. Descobrimos em nossos arquivos o acompanhamento da expedição pelos jornais da casa O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde: matérias e artigos que acompanhavam o seu dia a dia, desde a sua idealização.A medida em que vasculhamos arquivos de fotos e textos, conversando com veteranos e amigos da causa indígena, embarcamos no universo mágico do Parque Indígena do Xingu, com seus cerca de quatro mil habitantes divididos entre 13 nações assentadas em 2.800.704,3343 hectares - mais ou menos o tamanho da França e Inglaterra juntas.Aos poucos, mesmo dada a surpreendente ausência de estudos detalhados sobre as comunidades que vivem no parque, com a ajuda de Orlando e Marina Villas Bôas, constatamos extraordinárias diferenças no acervo cultural vivo que é o Xingu. Alguns dos nossos índios, por exemplo, amam a guerra. Os Kayapós vivem da tensão provocada pelo conflito, traduzem ser humano em intrigas. Outros não. Para o povo Waurá, por exemplo, vizinhos de reserva, nos faz gente a capacidade de refletir e respeitar o espaço dos outros animais. Tradicionalmente, os waurás comem pouca carne, deixando o consumo de proteína animal para as crianças e mulheres grávidas.Mas enquanto conversamos, expande a fronteira agrícola amazônica, aproximando o Brasil urbano desses grupos de gente, que há muito conhecem - e procuram rejeitar - seu modo de vida. Entretanto, mesmo renegando a civilização do branco, os indígenas permanecem fascinados pelas facilidades da tecnologia: anzóis, panelas fáceis de carregar e inquebráveis, entre tantos outros. Cresce a dificuldade de preservar os hábitos ancestrais.Para tanto, e principalmente para que possa fabricar sua própria identidade, é urgente que o nativo do Brasil adote atividades econômicas de valor agregado. Melhor para ele, áreas até pouco tempo inexploradas ou inacessíveis como a biotecnologia, indústria eletrônica, e mesmo a pecuária de larga escala, incluem necessariamente a exploração do vasto território indígena e de seu conhecimento milenar dos elementos da floresta.Guiados pela voz de Orlando, convido o internauta a mergulhar conosco no coração do Brasil. Voltando ao passado, refazemos a Expedição Roncador-Xingu, que pode ser acompanhada através de artigos e matérias publicadas no jornal O Estado de S. Paulo desde seu lançamento. Uma galeria de fotos e e-books demonstram o espanto de fotógrafos, artistas, antropólogos e jornalistas diante do espetáculo da vida na selva. Partimos então para o mosaico do Parque Indígena do Xingu, descrevendo seus povos, suas guerras e um universo de assuntos de interesse geral pertinentes às nações xinguanas e seus brasileiros.
PARTE 1e 2 -- R e f l e x ã o OS JURUNA NO ALTO - XINGU
PARTE 1 -- R e f l e x ã oOS JURUNA NO ALTO - XINGU
Por Orlando Villas Bôas e Cláudio Villas Bôas
Texto apresentado em 1970 ao Instituto de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal de Goiás Goiânia - Goiás
INTRODUÇÃO
O presente trabalho, intitulado OS JURUNA NO ALTO-XINGU, compreende duas partes. Na primeira, que é a mais extensa, transcrevemos o relato que os índios nos fizeram sôbre os principais acontecimentos que tiveram lugar em sua vida, durante um período de cinquenta ou sessenta anos, isto é, do fim do século passado até a época em que estabelecemos com êles o nosso primeiro contato (1949) - Por se tratar de uma narrativa que de há muitos anos vimos ouvindo e registrando através de espontâneas comunicações feitas por vários índios, de diferentes tribos, os quais, na maioria das vêzes se exprimiam na sua própria língua, tivemos a preocupação de submetê-la a uma cuidadosa revisão. Ao fim do exame, verificando que havíamos obtido uma história homogênea e isenta de contradições, decidimos publicá-la na certeza de que representa um documento válido sôbre a movimentação dos Juruna no decorrer do período acima referido.
Na segunda parte, elaborada de forma sintética, procuramos fornecer dados relativos a certos aspectos da vida dêsses índios, incluindo, no final, uma relação de têrmos de parentesco, seguida de um pequeno vocabulário.
No conjunto, o que tivemos em mira, como preocupação primordial, foi revelar fatos e eventos reais, susceptíveis de ocorrer num processo de acomodação inter-tribal.
No presente caso, embora não se tenha dado uma acomodação no verdadeiro sentido da palavra, entre os Juruna, invasores, e área cultural do alto-Xingu, não deixou esta última de assimilar traços e recursos trazidos pelos primeiros. Não pretendendo explicar, sob todos os aspectos, a natureza e os resultados das mútuas influências havidas, desejamos, pelo menos, frisar que se deve aos Juruna a introdução na área alto-xinguana da Importante cultura da banana, batata-doce, cana, abóbora, melancia, mamão e ainda a transmissão do arco quadrangular e da canoa de madeira, juntamente com as respectivas técnicas de fabricação.
Finalmente, queremos lembrar que ao compor êste trabalho de caráter prévio, destinado às pessoas informadas sôbre o alto-Xingu como área indígena, sentimo-nos desobrigados de acrescentar-lhe notas explicativas relacionadas com a localização atual e passada das tribos, a situação geográfica dos rios, bem como outros esclarecimentos que seriam indispensáveis ao leitor comum.
Há cem anos, aproximadamente, constituíam ainda os índios Juruna uma poderosa "nação" que dominava o baixo curso do rio Xingu, embora já houvessem, nessa altura, sofrido a ação desajustadora das expedições coloniais que, no século XVIII, visavam a exploração e a ocupação do vale amazônico.
Desalojados das suas antigas moradas, localizadas na foz do rio, onde eram numerosos, tiveram os Juruna, deslocando-se para o Sul, de entrar em frequentes e devastadoras lutas com outros índios, igualmente fortes, que passaram a ser seus vizinhos.
Mas foi só depois da ocupação do baixio e médio Xingu pelos exploradores da indústria extrativa (seringueiros e castanheiros),que a depopulação em que entraram, com aquêles primeiros reveses, veio a se agravar e a acelerar-se, ameaçando-os sériamente de extinção, o que não se deu, graças, únicamente, às soluções heróicas que um verdadeiro instinto de sobrevivência lhes apontou.
É oportuno lembrar que, nas regiões distantes, o contato desordenado com as populações do nosso interior, constitui ameaça mais séria à sobrevivência dos índios do que o seu ísolamento, apesar de tôdas as vicissitudes que possam atingí-los nesse estado.
Hoje, não passam os Juruna de algumas dezenas de indivíduos. São poucos, mas se sobressaem muito pelas qualidades pessoais que possuem. A honestidade, a dignidade e, acima de tudo, a coragem, são traços marcantes do seu caráter.
Até há bem pouco tempo eram considerados índios Tupi, isto é, filiados à grande família linguística dêsse nome. Atualmente, embora continuem não devidamente estudados, a tendência é considerá-los isolados linguísticamente, admitindo-se, entretanto, por ser evidente, a influência e a intrusão de elementos tupi no contexto geral da sua cultura.
No fim do século passado, viviam os Juruna, segundo afirmam, cêrca de quinhentos quilômetros ao norte das suas atuais aldeias, na altura de um grande pedral do rio, denominado "Pedra Sêca". Aí vieram ter fugindo ao contato com seringueiros e castanheiros e, simultâneamente, procurando se distanciar cada vez mais das agressivas hordas Caiapó que, na ocasião, afluíam e dominavam o médio curso do Xingu.
Logo ao se instalarem em "Pedra Sêca", começaram os Juruna, nas caçadas e pescarias que realizavam a montante de suas aldeias, a encontrar vestígios de outros índios que procediam do sul.
Duma feita, as "batidas" encontradas eram tão frescas que resolveram conhecer os seus autores.
Formaram para isso um grupo de seis homens e em canoas subiram o rio pela primeira vez. Como bons remadores, não tiveram dificuldade em vencer a correnteza e os encaichoeirados para atingir, depois de um tempo relativamente curto, o salto de Von Martius, extenso e belo pedral que se encontra a 8 graus de latitude sul, descoberto e batizado por Karl von den Steinen em 1884, por ocasião da sua descida do Xingu.
Era tal a quantidade de vestígios encontrados que os índios Juruna, em número reduzido como estavam, não se atreveram a prosseguir, pois tudo indicava ser aquêle lugar frequentado por tribo numerosa. Diante disso, apressaram-se em regressar à "Pedra Sêca" com a intenção de fazer nova subida com mais gente.
E como planejaram, assim fizeram. No ano seguinte, empreenderam novamente a subida do rio. Até mulheres e crianças tomaram parte nessa segunda expedição, chefiada pelo cacique Tchupimitá. Dessa vez, a subida do rio foi mais lenta do que a anterior. Quase um mês gastaram para alcançar as corredeiras de von Martius, onde fizeram uma parada de vários dias para explorar as imediações. Pesando que já estavam próximos da aldeia que buscavam, resolveram os Juruna, como medida de segurança, que sómente os homens continuariam a viagem. Escolheram então uma ilha situada bem no meio do rio e nela deixaram acampadas, em companhia de alguns homens mais idosos, as mulheres e as crianças que participavam da expedição. E para ganhar tempo, dessa altura em diante, passaram a viajar também à noite. Cinco dias acima do acampamento da ilha, atingiram a foz do rio Maritsauá Missú de onde avistaram, na direção sul, uma coluna de fumaça que brotava da margem direita do rio. Daí em diante, por precaução, passaram a navegar colados à margem oposta ao fogo. Finalmente, quando o defrontaram, viram duas canoas que desciam a correnteza, desaparecendo logo depois numa baía próximas. Ansiosos por conhecer os índios que há tempos procuravam, os Juruna embicaram suas canoas para a entrada da baía, ocultando-se numa pequena ilha, onde ficaram à espera dos acontecimentos. Pouco depois, surge outra canoa, tripulada por dois índios que faziam o mesmo caminho dos anteriormente avistados. ao passar entre a ilha e a margem do rio, os Juruna, já embarcados e ocultos na ramagem, saem para o largo e se aproximam da canoa. Adiantando-se aos outros Tchupimitá, o cacique Juruna, chega a pequena distância dos índios surpreendidos e apressa-se em mostrar-lhes os facões que trazia, ao mesmo tempo em que, por meio de gestos, procura revelar a sua intenção pacífica. Os dois índios, assustados, tentam ainda afastar-se, mas são impedidos por Tchupimitá que lhes segura enérgicamente a canoa, enquanto estende um facão ao que estava mais próximo. O brinde é aceito e uma "conversação", baseada exclusivamente na mímica, logo se estabelece. Os Juruna, pela primeira vez, ouvem o nome Suiá. Assim se chamavam os índios com os quais entravam em contato. Um dos tripulantes da canoa, Matsindú, era o cacique dos Suiá. Compreendendo que os Juruna desejavam conhecer e presentear mais gente, envereda ligeiro baía a dentro e logo depois reaparece comboiando três canoas lotadas de homens. Os Juruna, como ainda ignoravam a verdadeira disposição dos Suiá, aguardavam-nos na pequena ilha, uma centena de braças distante da margem. Não haviam ainda distribuído os poucos facões trazidos para êsse fim, quando avistam, surgindo da baía, várias canoas tão apinhadas de homens, quanto as três primeiras. Como eram poucos e nada mais tinham para oferecer, embarcam em suas canoas e se afastam para o largo. Depois de flutuar um pouco para responder aos gritos e acenos dos suiá, descem o rio a todo o remo. Dez dias mais tarde, estavam de volta à "Pedra Sêca".
A aventura deve ter impressionado favorávelmente aos Juruna, pois, naquele mesmo ano, resolveram deslocar sua aldeia para um ponto situado bem acima, a fim de se colocarem mais perto dos Suiá. Permaneceram na "Pedra Sêca" apenas o tempo necessário á fabricação de canoas em número suficiente para o deslocamento de todo o grupo, de uma só vez. A nova aldeia levantada numa ilha, pouco abaixo da foz do rio da Liberdade, deram o nome de Cuarraludjádjáca´, que significa "Pedra Rachada". Seu primeiro trabalho no lugar foi a desmatação para o plantio de roças, o que fizeram numa das margens do rio. Na ilha levantaram apenas as casas, costume antigo dos Juruna que assim procediam para se porem à salvo dos Caiapó, seus velhos inimigos.
No ano seguinte ao dêsse deslocamento, os Juruna empreenderam nova subida do rio com o intuito de melhor conhecer os Suiá. Do ponto em que estavam aldeados, não gastaram mais que cinco dias para alcançar a cachoeira de Von Martius. Um dia de viagem acima dela, surpreenderam um grupo de índios suiá,. mas não conseguiram estabelecer contato. Os seus acenos e chamados não foram correspondidos. Os suiá, assustados com a aparição brusca dos Juruna, viraram suas canoas rio acima e afastaram-se rápidamente. Os Juruna continuaram subindo e vendo, de quando em quando, nos estirões maiores, as canos cada vez se distanciando mais. Dias depois, ao atingirem a baía do primeiro encontro enveredaram por ela, julgando ser ali a aldeia dos suiá. Nada encontrando além de roças velhas, prosseguiram rio acima, beirando sempre a margem esquerda. Afinal, ao cabo de muitas horas de navegação, avistaram as moradas Suiá na margem oposta. Como o sol já estivesse prestes a se esconder, deixaram o contato para o dia seguinte. Ocultos sob as ramagens da beira do rio, esperaram a noite, e então, vagarosamente, encostaram suas canoas numa ilha - hoje desaparecida - que havia defronte da aldeia.
Mal o sol despontou, foram pressentidos. A aldeia tôda se agitou nos primeiros instantes, com gritos e correrias de um lado para outro. Passado o primeiro susto, alguns dos mais decididos entre os Suiá embarcaram em suas canoas e se dirigiram lenta mas decididamente para a ilha, onde os Juruna davam com os braços, convidando-os a encostar. Aos Juruna, armados de rifles ""44" e estratégicamente colocados, não custava manter a calma frente às canoas que se aproximavam.
As canoas Suiá encostam na ilha e, depois de um agitado falatório, inicia-se um comércio de trocas - penachos, arcos e flechas do lado suiá; facas e facões do lado Juruna. E os suiá passam a se revezar na ilha. Saía um grupo, aportava outro. Por vários dias os Juruna permaneceram ali, estreitando cada vez mais as suas relações com os suiá.; Nenhum incidente ou mal entendido quebrou, por um instante que fôsse, a disposição amistosa que reinou durante todo o tempo da visita. Tornaram-se amigos.
Visando, com certeza, consolidar a amizade firmada, os Juruna ao regressar deixam com os suiá um dos seus, um jovem chamado Enoacá. Com êles, Juruna, descem dois homens maritsauá que viviam com os suiá, e três mulheres: -Cainriri, Soaqui e Caimbã, sendo que esta última já casada com Xibutê,filho do cacique Tchupimitá.
De regresso à aldeia, resolveram os Juruna visitar um seringal que havia abaixo da Pedra Sêca. desceram quase todos, inclusive os dois maritsauá trazidos de cima. Chegando ao seringal, foram acometidos de forte gripe que lá grassava na ocasião. Os Juruna resistiram à moléstia, mas os dois acompanhantes maritsauá sucumbiram a ela. Não tinham, naturalmente, nenhuma defesa orgânica contra o mal.
Algum tempo depois dessa ocorrência, os Juruna realizaram uma nova visita aos Suiá. Notando que êstes ficaram muito contrariados com a morte dos maritsauá, trataram de regressar o quanto antes à sua aldeia, levando consigo Enoacá, o jovem que havia ficado com os suiá na viagem anterior. Enoacá que se tornara amigo dos Suiá, relutou em voltar aos seus.
PARTE 2 -- R e f l e x ã oOS JURUNA NO ALTO - XINGU
Por Orlando Villas Bôas e Cláudio Villas Bôas
Texto apresentado em 1970 ao Instituto de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal de Goiás Goiânia - Goiás
No ano seguinte, os Juruna fizeram outra visita aos Suiá e, como das vêzes anteriores, foram bem recebidos. Encontraram os Suiá nessa ocasião muito preocupados com a presença entre êles de um índio Kamaiurá, há pouco chegado de cima. dizendo tratar-se de um feiticeiro dêles conhecido, pediram aos visitantes que o eliminassem com suas armas de fogo, no que foram prontamente atendidos. Empolgados com a eficiência dos rifles "44", passaram a insistir com os Juruna para que os acompanhassem num ataque aos índios Kamaiurá, localizados ao sul, à margem esquerda do rio Kuluêne. Depois de muito rogados, concordaram os Juruna e, em companhia dos Suiá, subiram o rio para atacar os Kamaiurá. Eram êles, Juruna, chefiados por Aumãma.
Os Suiá conheciam bem o caminho. Não encontraram, portanto, dificuldade alguma em localizar a aldeia Kamaiurá, a qual foi cercada à noite. Depois de uma longa espreita, ao clarear do dia, os Juruna, contrariando o desejo dos Suiá, fizeram alguns disparos sôbre a aldeia, sem alvejar pessoas. Os Kamaiurá, como era natural, entraram em pânico. Aos gritos e desorientados, correram em tôdas as direções. No meio da confusão estabelecida, os atacantes fizeram prisioneiros: quatro mulheres que, na aflição da fuga, tomaram a sua direção.
Dando por terminado o ataque, com o abandono da aldeia, pela totalidade da população, Juruna e Suiá tomam a trilha de volta, arrastando as mulheres que se debatiam desesperadamente. Em meio do caminho que ia ter às canoas, foram os raptores alcançados por um robusto jovem que, embora só e completamente desarmado, exige a devolução das mulheres, entre as quais estava sua espôsa. Impressionados com a ousadia e a coragem do rapaz, estavam os Juruna dispostos a atender-lhe a justa exigência, o que não fizeram por oposição dos suiá.; Não querendo contrariar seus amigos, os Juruna cederam, acabando por abater o corajoso índio com dois certeiros tiros de rifle. O jovem, ou por não conhecer arma de fogo, ou mesmo por destemor, não procurou esquivar-se ao ver a carabina apontada na sua direção. Chamava-se turucaré êsse moço e era, na ocasião, chefe dos Kamaiurá.
Quatro dias depois, Suiá e Juruna estavam de volta à aldeia dos primeiros. Era intenção dos Juruna levar as mulheres raptadas para a Pedra Sêca, porém os Suiá não concordaram com isso, tendo quase havido luta entre êles, o que não aconteceu em virtude da intervenção apaziguadora de Aumãma, cabeça do grupo Juruna.
Finalmente, os Suiá consentiram na descida de uma das quatro prisioneiras. Contrariados, os Juruna regressaram à sua aldeia e, lá chegando, planejaram nova subida do rio, dessa vez com o propósito de atacar os Suiá, não o fazendo diante da oposição do cacique Tchupimitá.
Dois ou três anos mais tarde, os Juruna sobem novamente o rio e como pretendiam atacar os Suiá, a aproximação foi feita de maneira diferente. Não navegavam a descoberto, não acendiam fogo que pudesse ser visto de longe.
O aldeamento Suiá, localizado pouco abaixo da foz do rio Paranajuva (Suiá-Missú), foi cercado à noite. No momento em que os Juruna tomavam posição ao redor das casas, o índio Enoacá - o mesmo que havia morado com os suiá - pisa num cadáver. Impressionado com a ocorrência, resolve voltar para as canoas e de lá, com tiros, alertar os suiá da aproximação dos Juruna. Ao ouvirem os estampidos os índios abandonaram rápidamente a aldeia sob a fuzilaria dos Juruna entocaiados. Uma única mulher, tomada por homem, foi atingida pelos disparos. Mal clareou o dia, os Suiá, refeitos do susto, saem para o limpo e lançam suas flechas contra os atacantes que já invadiam a aldeia. Contam que o ímpeto dos Suiá foi tão grande, nessa reação, que os Juruna, embora armados de rifles, tiveram que recuar, recebendo um dêles uma flecha no peito. Mas como o arco se quebrou ao ser retesado, a flecha partiu com pouca fôrça, não penetrando seu alvo. Os Juruna voltam ao ataque e conseguem aprisionar as três mulheres Kamaiurá que êles e os suiá haviam raptado anteriormente. Em seguida, alcançam suas canoas aportadas pouco abaixo da aldeia e descem o rio.
Na altura das corredeiras de von Martius, fazem uma longa parada e, executando um plano já assentado, derrubam mata para a plantação de roças. Era intenção dêles, Juruna, mudar sua aldeia para aquêle ponto do Xingu.
Chegando à "Pedra Sêca" para onde retornaram por não terem gostado de Cuarraludjádjáca - encontram vários barracões de seringueiros erguidos nas proximidades da aldeia. Constantino, proprietário do seringal, consegue através de promessas e presentes, fazer com que desistissem da mudança planejada e ficassem a seu serviço.
Decorrido algum tempo, outro seringal foi aberto pouco abaixo do barracão de Constantino. O dono do nôvo serviço já tivera contacto com os Juruna quando êstes moravam abaixo da "Pedra Sêca". E como em certa ocasião havia ajudado os índios a se livrarem da ameaça de outros moradores civilizados, consegue atraí-los para as proximidades do seu seringal. Contudo, a permanência dos Juruna nesse lugar foi curta, de alguns meses apenas. De acôrdo com o plano que tinham, abandonam em massa a zona dos seringais e vão se instalar cêrca de trinta quilômetros a montante das corredeiras de Von Martius.
Transcorrido um ano, surge na aldeia recém-instalada um casal de seringueiros. Vinha em nome de Constantino para presentear e convencer os índios da vantagem de se mudarem para a "Pedra Sêca". De início, os Juruna não concordam, mas, depois de muita insistência, um dos chefes do grupo, Nhariacú, resolve acompanhar o mensageiro de Constantino. Entretanto, o grosso da tribo permaneceu na aldeia, situada no local que denominaram Porori (Terra, Vermelha, na língua Juruna).
A ausência de Nhariacu não se prolongou por muito tempo. tendo perdido a mulher e dois companheiros numa luta com civilizados, retornou com sua gente ao Pororí. Após a volta de Nhariaçú, os Juruna todos se deslocam rio abaixo e vão aldear numa ilha ao pé da Cachoeira, a fim de se livrarem das nuvens de pernilongos que infestavam o Pororí.
No ano seguinte, Nhariacú e mais algumas famílias voltaram ao Pororí, mas como nessa altura os Suiá começaram a saquear suas roças, decidiram retornar à Cachoeira.De volta à Cachoeira, Nhariacú organiza um grupo e sobe o rio para atacar os suiá. Êstes haviam abandonado o velho aldeamento do Diauarum (Onça Preta), situado pouco abaixo da embocadura do Suiá-Missú. Estavam, na ocasião, localizados na extremidade de uma baía longa e sinuosa que defrontava a bôca do suiá-Missú ou Paranajuva. Verificando, porém que o Diauarum era visitado quase todos os dias pelos Suiá que vinham à procura de piqui, esconderam-se na mata e ficaram esperando a chegada de um grupo numeroso que compensasse o ataque. Isto logo aconteceu. Os suiá apareceram em duas canoas apinhadas: - cinco homens, dez mulheres e um menino. Nhariacú sai do esconderijo com sua gente e abate os cinco homens; depois, aprisiona as mulheres e o menino. em seguida, regressa à sua aldeia, distante cêrca de duzentos quilômetros rio abaixo.
Mais ou menos nessa ocasião, os Juruna resolveram estabelecer relações amistosas com os Kamaiurá e outros grupos dos formadores do Xingu. Inicialmente, seguiram poucas pessoas e entre elas duas das mulheres Kamaiurá que haviam sido raptadas. Chamavam-se, Iamacú e Tanarê. O grupo compunha-se de menos de dez: - Enoacá e sua espôsa Iamacu (Kamaiurá, como vimos); Manamaná e sua mulher Tanarêm, também kamaiurá; os filhos dêsses dois casais e dois homens solteiros.
Na confluência dos rios Kuluêne o Ronuro, não muito longe da aldeia, encontram alguns Kamaiurá. Iamacú e Tanarê entabulam conversação com seus parentes, dizendo que era propósito dos visitantes conhecer os Kamaiurá e dêles ficaram amigos. Depois de uma troca de presentes e de outras manifestações de amizade de parte a parte, os Juruna retornam à sua aldeia e comunicam a todos a boa receptividade que tiveram. Diante disso, Aumãma resolveu subir com todos os Juruna para visitar os novos amigos. Sómente uma pequena parte da tribo não quis acompanhar Aumãma, permanecendo na aldeia.
O numeroso grupo Juruna foi muito bem recebido e presenteado pelos Kmaiurá.
De regresso, Aumãma encontra os Juruna na ilha do Pororí. Soube que haviam abandonado a Cachoeira por causa da ronda constante dos Caiapó e que êsse fato vinha dificultando aos Juruna recolher o produto das suas roças, plantadas na margem esquerda do rio. Apenas Xibui????? sua família continuavam na Cachoeira, para onde se deslocaram mais tarde Maricauá e seus parentes. Mas Nhariacú e o resto dos Juruna permaneceram no Pororí. Alegava êste chefe que os Caiapó (Txucarramãe, como os chamava) por serem muitos, acabariam destruindo a todos êles, Juruna.
De fato, pouco tempo depois dêstes movimentos, os Txucarramãe assaltaram os Juruna, causando-lhes três mortes. Com isto, os Juruna que se encontravam na Cachoeira reuniram-se aos do Pororí. Passados alguns dias, vão todos juntos à ?Cachoeira e verificam que os Txucarramãe estavam presentes e se serviam de suas roças. De volta à aldeia, os Juruna iniciam os preparativos para atacar os Txucarramãe. Munidos de arcos, flechas e das carabinas "44" que possuíam, descem até a Cachoeira e enveredam mata à dentro à procura do inimigo. Após dois dias de caminhada por uma trilha aberta pelos Txucarramãe, alcançam êsses índios. O grupo Juruna, chefiado por Maricauá, aproxima-se cuidadosamente do lugar em que os Txucarramãe estavam acampados. então, apoiando sua arma no ombro de um companheiro, Maricauá derruba um dêles. Verificando, porém, que estavam em grande número, os Juruna regressam rápidamente para a margem do rio levando a cabeça do morto.
Tendo a situação se acalmado depois dêsse ataque - com o não reaparecimento dos Txucarramãe nas imediações da Cachoeira - os Juruna partem para uma nova viagem rio acima em visita aos Kamaiurá. Desta vez, era Nhariacú quem chefiava o grupo. Como já havia acontecido na viagem anterior, foram bem acolhidos e hospedados. vários dias estiveram na aldeia Kamaiurá, estreitando cada vez mais os laços da amizade recentemente começada entre as duas tribos. Os Kamaiurá, dando prova de confiança, consentiram na descida de um dos seus em companhia dos visitantes. Chamava-se Tepará, êsse índio.
Na ausência de Nhariacú, Aumãma, seu irmão Maricauá e outros, seguiram para o seringal da "Pedra Sêca", onde permaneceram vários meses, voltando de lá com presentes e um convite de Constantino no sentido de que descessem todos para os eu barraco. Informado do convite ao regressar à aldeia, Nhariacú ruma para o seringal com todo o seu grupo, levando inclusive, algumas das mulheres roubadas dos Suiá.
Chegando à "Pedra Sêca", os Juruna são convidados para descer o Xingu e conhecer Altamira. Aceitam e vão quase todos. No seringal, ficam apenas Nhariacú, sua família, e mais alguns.
Em Altamira, os Juruna foram acometidos de sarampo, morrendo todos, com a exceção de um menino kamaiurá que êles criavam. Com a volta dessa criança e dos homens de Constantino, o sarampo irrompeu também nos barracões da "Pedra Sêca", vitimando a maior parte dos que haviam permanecido nesse lugar. Depois disso, Nhariacú e família (que embora atacados pelo sarampo, escaparam à morte), retorna à aldeia que continuava instalada no Pororí. Quase ao mesmo tempo, Aumãma regressava de outra visita aos Kamaiurá, trazendo nessa viagem uma mulher Kalapálo, chamada Caissucá.
Por essa época, uma expedição de três civilizados, guiada por índios Bacairí, chegou á aldeia Juruna. Julgamos tratar-se da Expedição Fontoura que, como se sabe, desceu o Xingu em 1913. No primeiro momento, os Juruna quiseram matar êsses exploradores, mas, aconselhados por um de seus chefes que dizia tratar-se de gente boa, abandonaram a idéia. A expedição, depois de alguns dias de descanso na aldeia, reiniciou a descida do rio com a ajuda dos Juruna, pelos quais foi acompanhada até um local situado abaixo das corredeiras de von Martius. Contam os índios que, nessa altura, o chefe da Expedição (Fontoura, com certeza), manifestou o desejo de regressar, mas, informado por êles, Juruna, de que os civilizados não estavam muito longe daquele ponto , resolveu prosseguir viagem rio abaixo.
Alguns meses depois da passagem da expedição, os Juruna subiram para visitar os Kamaiurá. Com exceção de Maricauá que tendo encontrado os Uaurá na confluência Kuluêne-Ronuro decidiu seguir com êles para conhecer sua aldeia, todos os outros, inclusive Aumãma, permaneceram longo tempo entre os Kamaiurá.; Quando, finalmente, Maricauá chegou de volta ao Pororí, o resto dos Juruna já havia regressado àquela aldeia. Os presentes recebidos dos Uaurá - enfeites, arcos, flechas, novelos de algodão e outras coisas, produziram boa impressão nos Juruna. Mas o que lhes causou maior satisfação foram as grandes e vistosas panelas de barro que sómente os Uaurá sabiam fazer.
Quatro índios de cima acompanharam os Juruna no seu regresso ao Pororí: - Aparrurú, homem kamaiaurá; Tuví e Kaialacú, mulheres dessa mesma tribo e, finalmente, Kataucá, índio Trumái. Êste último, reunira-se aos Juruna quando êstes passaram por sua aldeia, no Anariá.
No ano seguinte, os Juruna empreenderam outra viagem rio acima, dessa vez com o objetivo de estreitar suas relações com os Uaurá, de onde, algum tempo antes, Maricauá voltara muito satisfeito. Todos os Juruna participaram dessa viagem, menos Tchjupimitá que permaneceu na aldeia com sua família. Na aldeia Uaurá, que alcançaram depois de uma jornada ininterrupta de quinze dias, tudo correu da melhor maneira possível, num ambiente de franca camaradagem. No regresso, dois índios Uaurá, chamados Akoeté e Ianumacacumá, acompanharam os Juruna com o consentimento de Upatacú, chefe da tribo.
Depois dessa visita que significou um definitivo estreitamento de relações entre os dois grupos, os Juruna, com a intenção de ficarem mais perto das aldeias amigas localizadas ao sul, isto é, nos formadores do Xingu, decidiram transferir sua aldeia do Pororís para a foz do Maritsauá-Missú.
Nessa altura, Maricauá e alguns acompanhantes realizaram uma visita aos Trumái, presenteando-os, na ocasião, com facões, colares e duas armas de fogo, o que muito agradou aos Trumái. Ao regressar dessa visita, Maricauá foi expontâneamente acompanhado por cinco mulheres e um homem. As mulheres chamavam-se Parrái, Caiulú, Iacaiquirú, Maiquí e Atauacá; Tavaracú era o nome do homem.
Enquanto providenciavam a instalação da nova aldeia construindo casas e derrubando matas para a plantação de roças, os Juruna, nos intervalos dêsses serviços, fizeram mais duas visitas ao Kamaiurá e Trumái. No regresso de uma das viagens, levaram para sua aldeia um jovem kamaiurá, chamado Maricá. Êsse moço, depois de alguns anos retornou ao seu grupo de origem, e vive até hoje.
Pouco mais tarde, quando já se encontravam de mudança para a foz do Maritsauá-Missú, foram procurados por outro mensageiro de Constantino que os convidava para voltar à "Pedra Sêca". Dessa vez, porém, deixando de atender ao chamado do seringalista, mudaram-se para a bôca do Maritsauá-Missú, ponto situado mais de cem quilômetros a montante do lugar em que estavam.
Após êsse deslocamento, Oxí, o Kamaiurá Aparruru e Cavurimã, filho do chefe Nhariacú, subiram para os Trumái em visita. Os Trumái, nessa ocasião, residiam no lugar denominado Anariá, braço morto ou baía da margem direita do Kuluêne, pouco acima da confluência dêsse rio com o Ronuro. Seis ou sete dias depois da partida, os Juruna estavam entre os Trumái, no Anariá.
Terminada a visita, durante a qual houve troca de presentes e outras manifestações de amizade, estendem a viagem até os Kamaiurá, onde permanecem por alguns dias. No regresso, pernoitam na aldeia Trumái sem que qualquer ocorrência ou incidente tenha se registrado. Mas, de volta à aldeia Juruna, Aparrurú diz a Nhariacú que os Trumái tiveram a intenção de matar seu filho Cavurimã, quando pernoitaram no Anariá.
Enquanto providenciavam a instalação da nova aldeia construindo casas e derrubando matas para a plantação de roças, os Juruna, nos intervalos dêsses serviços, fizeram mais duas visitas ao Kamaiurá e Trumái. No regresso de uma das viagens, levaram para sua aldeia um jovem kamaiurá, chamado Maricá. Esse môço, depois de alguns anos retornou ao seu grupo de origem, e vive até hoje.
Pouco mais tarde, quando já se encontravam de mudança para a foz do Maritsauá-Missú, foram procurados por outro mensageiro de Constantino que os convidava para voltar à "Pedra Sêca". Dessa vez, porém, deixando de atender ao chamado do seringalista, mudaram-se para a bôca do Maritsauá-Missú, ponto situado mais de cem quilômetros a montante do lugar em que estavam.
Após êsse deslocamento, Oxí, o Kamaiurá Aparruru e Cavurimã, filho do chefe Nhariacú, subiram para os Trumái em visita. Os Trumái, nessa ocasião, residiam no lugar denominado Anariá, braço morto ou baía da margem direita do Kuluêne, pouco acima da confluência dêsse rio com o Ronuro. Seis ou sete dias depois da partida, os Juruna estavam entre os Trumái, no Anariá.
Terminada a visita, durante a qual houve troca de presentes e outras manifestações de amizade, estendem a viagem até os Kamaiurá, onde permanecem por alguns dias. No regresso, pernoitam na aldeia Trumái sem que qualquer ocorrência ou incidente tenha se registrado. Mas, de volta à aldeia Juruna, Aparrurú diz a Nhariacú que os Trumái tiveram a intenção de matar seu filho Cavurimã, quando pernoitaram no Anariá.
Nhariacú, dando crédito, às afirmações de Aparurú, sobe com vários companheiros para atacar os Trumái. Perto da aldeia, os Juruna se escondem e aguardam a noite. Pouco antes do amanhecer, escuro ainda, desfecham o ataque alvejando e matando os dois primeiros homens que abandonaram as casas. Outros dois que se aproximaram atraídos pelos estampidos, tiveram a mesma sorte dos primeiros. Foram as únicas vítimas de morte. Os demais conseguiram escapar, embrenhando-se nas matas e cerrados próximos. Na confusão, quatro índios foram agarrados pelos assaltantes: - Aloarí, de aproximadamente quinze anos; Macaiuá, menino de doze; cucuarí, de quatro ou cinco; Amaiquí, mulher jovem e um homem velho que foi morto por Enoacá durante a retirada.
Quando o dia clareou de todo, verificaram os Juruna que os dois primeiros homens que haviam sido mortos eram Kamaiurá que se encontrava em visita aos Trumái. Ficaram, por isso, muito consternados, principalmente pelo fato de um dês ser filho de Tacumã, chefe dos Kamaiurá.
De regresso, acampam no Morená - Confluência dos rios Kuluêne e ronuro - de onde Nhariacú acompanhado de mais alguns se dirige para a aldeia Kamaiurá, a fim de explicar o incidente ocorrido no Anariá. Chegando à aldeia, depois de dizer à Tacumã que o desastre fôra resultado de um engano, presenteou-o como reparação pela morte do filho. Entretanto, notaram os Juruna que, apesar das explicações os Kamaiurá ficaram muito contrariados com o acontecido. Diante disso, desceram o rio sem a intenção de retornar.
Mas não resistiram por muito tempo ao desejo de restabelecer as antigas relações com as aldeias de cima, bem como à idéia de conhecer os Bacairí, aldeados no alto rio Kurizêvo.
Assim foi que Aumãma, o chefe geral dos Juruna, sobe o rio com o plano de visitar os Bacairí e de reatar relações com os Kamaiurá. O grupo Juruna compunha-se de doze homens. Na altura do ribeirão Tuatuarí, afluente da margem esquerda do Kuluêne, Aumãma e sua gente encontraram os Kamaiurá que, no momento, realizavam uma das suas grandes pescarias. Os Juruna foram bem recebidos. Mas, em verdade, ressentidos ainda com o desastre do anariá e, além disso, ambicionando as armas que os viajantes conduziam, os Kamaiurá resolveram matá-los, o que levaram a efeito depois de várias e astuciosas manobras. Nenhum Juruna sobreviveu.
O grupo todo de aumãma foi massacrado.
Meses após essa ocorrência, os juruna Xibutêm, Manamaná, Maricauá e aparrurú chegam à aldeia Kamaiurá à procura dos seus parentes. Disseram-lhes os kamaiurá que aumãma havia subido o rio Kurizêvo para visitar os Bacairí e que deveria demorar ainda um pouco na viagem, visto ser muito longe a aldeia daqueles índios.
Levando um convite no sentido de que todos subissem para aguardar no Ipavú (aldeia kamaiurá), o regresso de Aumãma, os visitantes retornam ao Maritsauá, tendo seguido com êles uma jovem kiamaiurá chamada Canhanacú, a qual, pouco antes, havia se separado do marido.
Quando os Juruna já se preparavam para subir, atendendo ao convite dos Kamaiurá, Aparrurú (índio kamaiurá que vivia entre êles), embriagado pelo cachirí, desaconselha a viagem dizendo que os Kamaiurá estavam mentindo e que já haviam morto aumãma e todos os outros.
Nhariacú, o outro chefe Juruna, não acredita na informação de aparrurú, alegando que a morte dos Kamaiurá no anariá já havia sido reparada e que, por isso, coisa alguma poderia ter acontecido a Aumãma.
Assim pensando, Nhariacú sobe o rio com oito companheiros para aguardar o retôrno dos parentes na aldeia Kamaiurá. Lá chegando, tiveram boa acolhida. entretanto, depois de alguns dias de espera, os Juruna começam a revelar impaciência, criando com isso, certo mal estar na aldeia.