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terça-feira, 20 de maio de 2008

Sonora Brasil investiga história do violão – Em Cuiabá - Mato Grosso

Sonora Brasil investiga história do violão – Em Cuiabá - Mato Grosso

Mostra de instrumentos musicais, palestra com luthier, apresentações musicais e até oficina com Turíbio dos Santos é o que vem por aí.

Constituída como um desdobramento qualificado do Projeto Sonora Brasil, a Mostra de Instrumentos Musicais é parte integrante do processo de trabalho em formação de ouvintes musicais desenvolvido pelo SESC e objetiva,entre outros, ampliar o raio de ação da iniciativa Institucional, potencializando resultados.

A Mostra de Instrumentos Musicais, inédita no Brasil, irá enfocar “A História do Violão”, dos primórdios até os dias atuais, tendo como metodologia uma exposição itinerante de 26 instrumentos históricos, réplicas idênticas de originais pertencentes a museus e coleções particulares da Espanha, Áustria, Alemanha, Inglaterra, Itália, França, Estados Unidos e Brasil, da Idade Média ao Séc. XIX. A mostra, em Cuiabá, acontece na Casa do Artesão com sua abertura em 20 de maio, permanecendo até 9 de junho de 2008.

A iniciativa irá contar com palestra o luthier responsável pela confecção dos instrumentos e especialista do assunto e apresentação de Abel Santos no dia 20/05; palestra “Uma Melodia História”; com Abel Santos e apresentação do Grupo Vocal Feminino Boca de Matilde no dia 21/05, concerto Dueto com Claudinho e Pescuma no dia 23/05 e oficina de violão com Turíbio Santos no dia 24/05.

As palestras acontecerão no SESC Casa do Artesão a partir das 19h, o concerto, Dueto acontecerá no Teatro do SESC Arsenal às 21h30min e a oficina de violão acontecerá no SESC Arsenal, no espaço CDM, das 14h às 20h.

Uma breve história do violão

O Violão tal qual o conhecemos hoje, é o resultado da evolução histórica de uma diversidade de instrumentos musicais de cordas desde o século XVI, marcando uma trajetória que se estende até finais do século XIX. Conhecido geralmente com o nome de guitarra, o termo violão surge no final do séc XIX em Portugal, em alusão a um dos mais representativos instrumentos regionais da época, a viola, designando um instrumento assemelhado a esta, mas de maiores proporções; uma viola grande, ou seja, um violão. Ocorre em Portugal, a partir de meados do século XVI, um instrumento com característica forma de oito, de caixa alta, boca redonda, braço de médio tamanho, com dez cordas agrupadas em cinco ordens duplas, presas em um cavalete colado sobre um tampo. Designado correntemente de viola, sua utilização generaliza-se em contextos mais populares, em festas rurais e de rua, “ao serviço de amores, devaneios, diversões, diversões e folias”. No entanto, o fabrico de violas em Portugal, sobretudo em Lisboa, remete a tempos mais antigos, já no século XV, onde se tem noticia de uma diversidade de profissionais artesãos, incluindo fabricantes de cordas, de tripa e de chapa de arame. Na região norte do país, esses instrumentos eram fabricados por uma indústria localizada na então Vila Guimarães, composta de várias oficinas especializadas na construção de instrumentos de cordas, em atividade desde o século XVII.

A viola, então, tinha um papel destacado no panorama musical do país, até mesmo num contexto mais urbano, onde, em Lisboa, era o principal instrumento acompanhante com que se cantavam as modinhas, e mesmo o fado, então em seus primórdios. Em Portugal a utilização do termo “Violão”, como substituto de guitarra, se deveu, em parte, à já existência naquele país de um instrumento denominado guitarra portuguesa, muito utilizada, por exemplo, no fado, sendo esta um remanescente da cítola medieval, instrumento mais antigo, contando com 12 cordas metálicas agrupadas em seis ordens duplas.

Diferentemente do que se costuma afirmar, sabe-se hoje que o violão não descende da família do alaúde, sendo o alaúde um instrumento que se caracteriza por seu formato de meia-pêra e fundo convexo. Diz-se, hoje, que o violão se situa como intermediário entre a cítara e o violino, sendo o primeiro de origem romena, levada à Espanha por volta do ano 400 d.C. Esta teoria, então se opõe àquela mais conhecida, relacionando o alaúde ao violão, levado pelos mouros à Espanha depois de sua invasão no séc VIII.

Atribui-se a este termo, comum a todo o romançário, um sentido onomatopéico, procedente do occitano (língua falada ao sul da França) antigo viula,derivado viular, ou seja, tocar um instrumento de sopro, aludindo ao ato do cantar melódico. Igualmente registra o dialeto catalão a palavra fiular, significando piar, assim como, no latim vulgar do séc XI, o termo vidula. Diz-se então que o termo viula, tanto quanto suas variantes, adaptou-se facilmente nas línguas modernas, como no francês, violle, no inglês,viol, no castelhano vihuela e, em nossa forma conhecida, no português, viola, dando aos cordofones a mesma dimensão.

Entre o fim do XVIII e o inicio do XIX, com o surgimento da guitarra de seis cordas na Europa, então chamada violão; em Portugal, a viola vai aos poucos sendo substituída em todo o país, dando lugar ao novo instrumento, de mais amplos recursos técnicos, difundido em todo continente como instrumento moderno, de feição mais citadina.

Ainda assim, os portugueses levaram-na a todas as regiões coloniais, incorporando-a nas culturas locais, entre outras, da ilhas da madeira, Cabo Verde e Açores. Herdada de Portugal, a viola se fez presente também no Brasil, inclusive sob diversas formas originais, constituindo, hoje, parte fundamental de nosso instrumento popular. (com assessoria)

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