Imprensa Nacional comemora 200 anos nesta terça-feira
12.05.2008,
A Imprensa Nacional completa 200 anos nesta terça-feira (13). Nesta segunda-feira (12), o diretor-geral da instituição, Fernando Tolentino de Souza Vieira, realizou a abertura oficial da semana comemorativa da data, que inclui a realização de palestras e o lançamento de livros sobre os 200 anos da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil e de uma edição fac-símile da primeira edição, de 1881, do romance "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis.
“A Imprensa Nacional tem uma importância, do ponto de vista do papel que ela cumpre hoje, porque é o órgão que oficializa os atos governamentais e, com isso, permite a transparência do governo e a construção da cidadania. Nenhum ato, seja do Poder Executivo, Legislativo ou Judiciário se torna oficial, se não for publicado no Diário Oficial. Por outro lado, tem uma importância histórica, porque ao surgir, há 200 anos, ela permitiu não só que se criasse, na prática, a indústria no Brasil, como permitiu também que quase 300 anos depois do México tivéssemos livros e jornais no Brasil”, disse Fernando Tolentino.
Após a cerimônia de abertura da semana comemorativa foi realizada a conferência “Imprensa Nacional: independência intelectual do Brasil”, ministrada pelo professor emérito da Universidade de Brasília e da Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha, Vamireh Chacon.
O professor Vamireh Chacon destacou durante a conferência o papel da imprensa no Brasil e suas dificuldades. Lembrou um pouco da história de Gutemberg – o pai da imprensa. “A criação do que hoje se denomina Imprensa Nacional se insere, no sentido que vem de Gutenberg, de libertação dos espíritos, liberação das mentalidades, ao contribuir, mais que qualquer outra ação, ao diálogo e até mesmo à polêmica de idéias e interesses, aspirações e projetos nacionais brasileiros, em crescente articulação com os de outros povos e nações”, disse o professor.
O editor Victor Alegria, da Thesaurus Editora, relançou o livro “Conde de Linhares”, publicado originalmente em 1908, pelo Conde de Funchal, e fez o pré-lançamento da primeira edição fac-simile de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis.
De acordo com Victor, “um País que não olha para sua história, mais cedo ou mais tarde está sujeito a grandes divisões”. Ele ressaltou que a comemoração dos 200 anos da Imprensa Nacional marca o nascimento da indústria gráfica brasileira.
A autora do livro "Carlota Joaquina - Cartas Inéditas", Francisca Azevedo, também esteve presente à abertura oficial e destacou a importância da criação da imprensa para o desenvolvimento da sociedade brasileira. “Uma das coisas mais importantes feitas por Dom João foi a criação da imprensa, porquê não só criousse o jornal a Gazeta do Rio de Janeiro, mas também a publicação de livros, inclusive muitos clássicos que vieram da Europa”, disse Francisca Azevedo.
As comemorações dos 200 anos da Imprensa Nacional vão desde o lançamento de livros e selo comemorativo dos Correios até conferências, inauguração de uma praça com o busto de Dom João VI, ato ecumênico, extração da Loteria Federal e sessões solenes da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e da Câmara Distrital do Distrito Federal.
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