Agradecimento da visita ao Blog

Caro Visitante
Muito obrigado por visitar e participar do meu Blog.
Atenciosamente
Navegador Brasileiro Walter

terça-feira, 3 de junho de 2008

XIX Salão Carioca de Humor

A festa da piada desenhada
A nova edição do Salão Carioca de Humor exibe 52 trabalhos premiados
Aquecimento global, violência e os políticos da vez inspiram os desenhistas participantes do XIX Salão Carioca de Humor. Com curadoria de Ricky Goodwin e Ana Pinta, além do júri presidido pelo cartunista Ique, foram escolhidos os 52 trabalhos que integrarão a mostra, dividida em cartuns, charges, caricaturas e quadrinhos. Apesar do nome, o concurso tem alcance nacional. Apenas um carioca, Daniel Lafayette, com a Coletânea de Tiras, aparece entre os três primeiros colocados nas quatro categorias.
Outros premiados são o cartum sem título do cearense Hemetério, que faz graça com uma mulher vestindo burca, a charge Maioridade Penal, do baiano Mineu, e as caricaturas Pedro Cardoso, do paulistano Baptistão, e Dilma PAC-Boop, criação de Osmani Simanca, cubano radicado em Salvador. Caracterizada por Simanca como a personagem dos desenhos animados Betty Boop, a ministra Dilma Rousseff é a grande vedete deste salão – foi alvo de doze obras. Seu chefe, o presidente Lula, "homenageado" diversas vezes em edições anteriores, não estrelou nenhuma das 270 peças inscritas. Outra celebridade política bastante caricaturada no passado, o ex-ditador cubano Fidel Castro aparece apenas em dois desenhos não premiados. Seu irmão e sucessor Raúl Castro, em compensação, foi irreverentemente retratado por oito artistas.
XIX Salão Carioca de Humor. Casa de Cultura Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, 2267-1647. Terça a domingo, 15h às 20h. Grátis. Até 31 de julho. A partir de terça (3).de junho 2008-06-03
Arte em dose dupla

Um dos ícones da Geração 80, Daniel Senise é dos poucos de sua época que mantêm presença no mundo das artes. Em fase de fértil produção, ele inaugura nesta semana duas individuais na cidade. No MAM, exibe a maior mostra de sua carreira no Brasil, Vai que Nós Levamos as Partes que Te Faltam, com 34 telas criadas desde a década de 1990. "Não é uma retrospectiva, mas um recorte do meu trabalho", diz. No acervo estão obras em técnica mista como Reino I (foto), que mescla colagem e pintura. A segunda exposição, na galeria Silvia Cintra, apresenta criações impregnadas de referências pessoais. São trabalhos como uma tela feita de colagens que retrata a sala de aula da extinta Escola Pernalonga, no Arpoador, onde Senise estudou, e fotografias do interior de seu ateliê, próximo à Lapa.
Daniel Senise. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, 2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos, vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 20 de julho. A partir de sexta (6). www.mamrio.com.br. Silvia Cintra Galeria de Arte. R$ 8 000,00 a R$ 45 000,00. Rua Teixeira de Melo, 53, loja D, Ipanema, 2521-0426. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 12h às 16h. Até 5 de julho. A partir de sábado (7), às 16h. www.silviacintra.com.br.

ESTRÉIAS
ADIR MARIA ANDRADE. Artista carioca formada na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Adir apresenta na individual Constructus doze trabalhos que lembram pinturas. Construídos sem pincel nem tela convencional, as obras têm como suporte peças de linho belga cru, claras e escuras, montadas sobre tiras de cedro maciço certificadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Através de justaposição, aglutinação e superposição de módulos de linho e madeira, surgem linhas, sombras e espaços ocupados ou vazios. Galeria de Arte Ibeu. Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 690, 2º andar, Copacabana, 3816-9473, Metrô Siqueira Campos. Segunda a sexta, 13h às 19h. Grátis. Até 4 de julho. A partir de quinta (5). www.ibeu.org.br.
IVENS MACHADO. Desenhista e escultor consagrado, o artista catarinense apresenta uma individual totalmente voltada para trabalhos de videoarte. Na mostra Encontro/Desencontro, com curadoria de Alberto Saraiva, serão exibidos três vídeos produzidos por Ivens em 1974 e restaurados nos Estados Unidos – Slavemaster/Slave, Versus e Dissolution –, além de videoinstalações inéditas em direção conjunta com Samir Abujamra. A que dá nome à exposição é dividida em atos. No vídeo Ordem Unida são projetados em uma tela em forma de "U" closes de 48 umbigos de pessoas que fazem movimentos simultaneamente. Perseguição, que será projetada no lado de fora da cabine do elevador, mostra quatro homens que correm atrás de uma mulher. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, 3131-3060, Metrô Largo do Machado. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Classificação etária: 18 anos. Até 3 de agosto. A partir de quarta (4).

EM CARTAZ
ALVARO SEIXAS. Primeira individual do jovem artista carioca, traz pinturas e fotografias. Em texto explicativo sobre a mostra, Marcus Lontra afirma que os trabalhos de Seixas dialogam com a tradição pictórica de movimentos artísticos distintos, como construtivismo, arte informal, expressionismo abstrato e pop art. Entre os destaques estão duas grandes pinturas da série Paisagens, com inspiração em elementos do design e da arquitetura, e as fotografias da série Coisas, em que formas ambíguas são representadas. R$ 800,00 a R$ 9 000,00. Amarelonegro Arte Contemporânea. Rua Visconde de Pirajá, 111, loja 6, Ipanema, 2247-3086. Segunda a sexta, 11h às 20h; sábado, 11h às 16h. Grátis. Até dia 14.
CARLOS VERGARA. Integrante do projeto Missões no Paço, com individuais de três artistas inspirados nas ruínas de São Miguel Arcanjo, no Rio Grande do Sul, a mostra de Vergara, que se espalha por quatro salas, destaca-se das demais e garante as quatro estrelas. Em Sagrado Coração, Missão de São Miguel, esse gaúcho de Santa Maria radicado no Rio apresenta dezessete imensas pinturas em monotipia sobre lona crua. Também chamam a atenção a parede com trinta lenços de bolso pintados com a mesma técnica e a curiosa série de dez fotografias que, trabalhadas por computador, oferecem efeitos óticos em 3D. Completam a mostra as quarenta fotografias em preto-e-branco do gaúcho Luiz Carlos Felizardo que compõem O Sonho e a Ruína – São Miguel das Missões e a instalação Reaparição, de João Eduardo Loureiro, com projeções de imagens da fachada da igreja encontradas no comércio e nos pontos turísticos da região. Paço Imperial, Praça Quinze, 48, Centro, 2533-4407. Terça a domingo, 12h às 18h. Grátis. Até 27 de julho.
CHICO ANYSIO. Humorista, compositor, dramaturgo, ator e radialista tarimbado, Chico Anysio também é um artista plástico bissexto com trinta anos dedicados ao pincel e ao cavalete. Na mostra Inspiração, ele exibe trinta óleos sobre tela produzidos entre 2002 e 2003, com paisagens do seu Ceará natal, Fernando de Noronha, Pernambuco e da região do Algarve, em Portugal, além de localidades fluminenses como Teresópolis, Niterói e Vale do Paraíba. Seu estilo é o fauvista, aquele que usa as cores fortes como recurso para aumentar a dramaticidade dos temas retratados. R$ 4 000,00 a R$ 12 000,00. TNT Escritório de Arte. Rua Olegário Maciel, 162, Barra, 2495-5756. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado 10h às 14h. Estac. Grátis. Até sábado (7).
EDUARDO BERLINER. Os onze trabalhos dessa individual do designer e artista plástico carioca agradaram e foram vendidos, mas permanecem em exposição. Com curadoria de Daniela Labra, são exibidas cinco obras em técnica mista de grandes formatos, construídos com recortes de papel encobertos por camadas de tinta, de lápis e outros retalhos de papel. Também há quatro pinturas em pequenos formatos e dois objetos que mesclam pintura, desenho e colagem. R$ 6.000,00 e R$ 18.000,00. Durex Arte Contemporânea. Praça Tiradentes, 85, sobrado, Centro, 2508-6098. Segunda a sexta, 12h às 18h; sábado, mediante agendamento. Grátis. Até dia 21. www.durexart.com.
GUGA FERRAZ. Na mostra A Cidade Repete o Homem, o artista exibe esculturas e instalações inéditas. Trata-se de uma novidade na carreira de Ferraz, mais conhecido por promover intervenções urbanas. São dele curiosos trabalhos como a obra Placa de Ônibus Incendiado e aqueles adesivos infiltrados em transportes coletivos (no mesmo modelo que costuma trazer procedimentos de segurança) com os dizeres "Em caso de assalto, não reaja.". A Gentil Carioca. Rua Gonçalves Lêdo, 17, sobrado, Centro, 2222-1651, Metrô Presidente Vargas. Terça a sexta, 12h às 19h; sábado, 12h às 17h. Até 21 de junho. www.agentilcarioca.com.br.
GUILHERME SECCHIN E CARLOS FRANÇA. Embora estejam expostos em uma loja de design onde a arte é parte da mercadoria, os trabalhos da mostra Árvore da Vida merecem ser vistos. São seis placas em médios formatos e 25 mandalas (objetos circulares) de diferentes tamanhos em madeira ou ferro. O mineiro Carlos França recolhe tábuas abandonadas nas matas de Itaipava, na região serrana, ou forros de teto em casas demolidas para construir os suportes quadrados ou circulares para as obras. Em suas criações, o capixaba Guilherme Secchin usa tinta acrílica e aplicações em metal que lembram trabalhos em marchetaria. R$ 1 200,00 a R$ 2.100,00. Way Design Contemporánea. Rua Ataulfo de Paiva, 270, lojas 106 e 107, subsolo (Rio Design Leblon), 2259-0357. Segunda a sábado, 10h às 22h; domingo e feriado, 15h às 21h. Grátis. Até domingo (8).
GILVAN NUNES. Individual constituída de uma imensa instalação chamada Favelão, com pinturas em acrílica sobre telas de diferentes dimensões que retratam helicópteros, armas de fogo, além de um monitor com tela de LCD em que são exibidas reportagens de TV sobre tiroteios e operações policiais no Vidigal. Fernando Cocchiarale e Marco Antonio Teobaldo assinam a curadoria do trabalho baseado nos vários conflitos entre os bandidos e a polícia testemunhados por Nunes da janela de seu antigo ateliê na Avenida Niemeyer. Espaço Furnas Cultural. Rua Real Grandeza, 219, Botafogo, 2528-3634. Terça a sexta, 14h às 18h. Sábado, domingo e feriado, 14h às 19h. Grátis. Até dia 27.
LINHA DO HORIZONTE. Essa coletiva com trabalhos de 25 artistas portugueses de diferentes gerações traça um panorama da produção lusitana nos últimos cinqüenta anos. As 63 pinturas, fotografias e instalações vieram de importantes instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, além de galerias e colecionadores particulares. Primeiro dos três núcleos da mostra, Aproximações reúne belas obras como o políptico em acrílica sobre madeira Paisagem (nº 4, nº 5, nº 6 e nº 9), de Albuquerque Mendes, e a têmpera sobre cartão Naniôra – Uma e Duas, de Mario Cesariny (1923-2006). No segundo setor, há impactantes telas de Álvaro Lapa e de Nikias Skapinakis. No núcleo Deterritorializações, destaque para as pinturas fotográficas de Cruz Felipe e Costa Pinheiro. Caixa Cultural (Galerias 2 e 3). Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, 2544- 7666, Metrô Carioca. Terça a domingo, 10h às 22h. Grátis. Até dia 15. www.caixacultural.com.br.
LUCIANO FIGUEIREDO. Dez trabalhos em técnica mista compõem a individual desse artista cearense de 60 anos e quatro décadas de carreira. Intitulada Terceto, a mostra é dividida em duas séries com obras de formatos variados construídas com três planos em acrílica sobre o papel francês Arches, bem rígido, além de seis camadas de papel e lona. As peças da série que dá nome à mostra seguem princípio parecido, mas têm dimensões menores e a acrílica é usada com técnica de aquarela, como se vê em Terceto Villa Costebelle # 0. R$ 6.000,00 a R$ 20.000,00. Lurixs Arte Contemporânea. Rua Paulo Barreto, 77, Botafogo, 2541-4935. Segunda a sexta, 14h às 19h. Sábado, mediante agendamento. Grátis. Até 12 de julho. www.lurixs.com.
MARCO VELOSO. Individual do artista carioca com quinze séries de desenhos abstratos a carvão sobre papel pertencentes à coleção de Gilberto Chateaubriand. Com curadoria de Reynaldo Roels Jr., esse acervo é apresentado em painéis que reúnem entre dezesseis e vinte trabalhos cada um. Merecem atenção os conjuntos Série # 1, no térreo do MAM, e, no segundo pavimento, Série # 4, com passe-partout preto e tons escuros, e Série # 90, com traços geométricos abstratos. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, 2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até dia 29. www.mamrio.com.br.
MARCOS CHAVES. Maior individual do artista carioca, a mostra É da Sua Natureza reúne cinqüenta trabalhos em três salões do Oi Futuro e nos arredores do centro cultural. Na saída da estação de metrô do Largo do Machado está Risos Contidos, instalação composta de um contêiner de onde saem sons de gargalhadas gravadas. Focada na interação das plantas e árvores com paredes, muros e calçamentos do espaço urbano, a exposição é sintetizada em um painel sem título com doze fotografias, todas com o Pão de Açúcar ao fundo, que mostram uma trepadeira entrelaçada a uma grade. Vale ressaltar o forte impacto visual das fotografias exibidas em um material sintético chamado metacrilato, com textura de vidro, que valoriza os detalhes dos belos registros das séries Álbum (como o da raiz do oiti que surge entre pedras portuguesas) e Os Nós, com retratos de cipós encontrados na Floresta da Tijuca. Completam o circuito as videoinstalações Talking Radio, Porrelise, Díptico e A Árvore que Caminha. Oi Futuro. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, 3131-3060, Metrô Largo do Machado. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até dia 29.
MARCOS DUPRAT. Leia em Veja Rio Recomenda. Centro Cultural Correios. Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, 2253-1580. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 23.
MULHERES REAIS – MODAS E MODOS NO RIO DE DOM JOÃO VI. Uma viagem pela indumentária feminina presente no Rio do começo do século XIX, a mostra exibe recriações de figurinos das mulheres da realeza, como dona Maria I, Carlota Joaquina e dona Leopoldina, que ajudaram a construir hábitos e costumes da sociedade carioca. Há também trajes de plebéias, como as mulheres de colonos com suas mantilhas, e das escravas africanas. Nesses, revela-se o estilo despojado e sensual da população no período joanino. O acervo conta com roupas e acessórios autênticos do Museu Nacional do Traje de Lisboa, do Museo del Traje de Madrid e do Wien Museum – Mode Depot de Viena, além de jóias de escravas do acervo do Museu Costa Pinto, de Salvador. Casa França-Brasil. Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, 2253-5366. Terça a domingo, 10h às 20h. Grátis. Até 6 de julho.
NELSON AUGUSTO. Discípulo de Aluísio Carvão, Frederico Morais e Lygia Pape nas décadas de 1960 e 1970, esse artista carioca comemora 42 anos de carreira com a mostra Pinturas e Pinturas. São doze trabalhos recentes em acrílica sobre tela e colagens com madeira e barbante. Merecem atenção especial as telas O Domingo Azul do Mar, Capela e o díptico Cello e Harpa, além de objetos de parede interessantes como Vogais e Hino Nacional da Paty do Alferes, construídos com madeira MDF com formado de caixas que acondicionam papéis pintados, lembrando livros. R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00. Galeria 90 Arte Contemporânea. Rua Marquês de São Vicente, 90, sala 101, Gávea, 2529-6588. Segunda a sexta, 14h às 19h; sábado, 12h às 17h. Grátis. Até dia 21.
NICOLAS-ANTOINE TAUNAY NO BRASIL: UMA LEITURA DOS TRÓPICOS. Mostra com 71 pinturas e desenhos de Taunay (1755-1830), cedidas por prestigiosos museus internacionais e brasileiros, como o Victoria & Albert Museum, de Londres, e o Museu Nacional, no Rio. Com curadoria da historiadora Lilia Moritz Schwarcz, o acervo foi distribuído em cinco setores. Um deles, chamado As Grandes Telas Napoleônicas, tem cinco óleos de grandes formatos pertencentes ao acervo do Musée National des Châteaux de Versailles et de Trianon, a exemplo de Entrada de Napoleão I em Munique, à Frente do Exército Francês, em 24 de Outubro de 1805. Na sala Retratos Íntimos figura uma interessante galeria com seis pinturas das filhas de dom João e Carlota Joaquina (Maria Teresa, Maria Isabel Francisca, Maria Francisca, Isabel Maria, Maria da Assunção e Ana de Jesus) que vieram do Palácio Nacional de Queluz, em Portugal. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, 2240-0068, Metrô Cinelândia. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 17h. R$ 5,00. Grátis aos domingos. Até 6 de julho.
NIPPON – 100 ANOS DE INTEGRAÇÃO BRASIL-JAPÃO. Cerca de 300 itens ocupam todos os espaços expositivos do CCBB nesta mostra com curadoria de Denise Mattar. Na rotunda do centro cultural dez pipas de diferentes formatos, entre elas uma em forma de centopéia, com 16 metros, ficam suspensas sobre o palco circular onde acontecem desfiles de modelos em quimonos, demonstrações de artes marciais e performances de pequenos robôs. No percurso da mostra encontram-se armaduras de samurais, objetos como leques e porcelanas inari e documentos, além de setenta gravuras japonesas do século XVIII. Também são exibidas obras de novíssimos artistas contemporâneos nipo-brasileiros, como Yutaka Toyota e Kimi Nii, e raridades da produção figurativa de nomes consagrados, a exemplo de Manabu Mabe e Tomie Ohtake. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, 3808-2020. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 13 de julho.
UM NOVO MUNDO, UM NOVO IMPÉRIO: A CORTE PORTUGUESA NO BRASIL. Grande mostra que celebra os 200 anos da chegada da família real com objetos, pinturas, gravuras e documentos, como a carta de elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves. Entre as pinturas, destacam-se Chegada de D. João VI a Salvador (1952), de Portinari, e Chegada da Família Real de Portugal (1999), óleo sobre tela que reconstitui a entrada da frota na Baía de Guanabara, criado pelo pintor da marinha inglesa Geoff Hunt a partir de informações do diário de bordo dos viajantes da época. Museu Histórico Nacional. Praça Marechal Âncora, s/n°, Centro, 2550-9220. Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado, domingo e feriado, 14h às 18h. R$ 6,00. Menores de 5 anos e maiores de 65 anos não pagam. Grátis aos domingos. Até domingo (8).
OSCAR NIEMEYER – PROJETOS RECENTES. O centenário arquiteto, ainda na ativa, apresenta trabalhos recém-elaborados, como seus desenhos de silhuetas femininas reproduzidos em formato de serigrafia. Também na mostra estão alguns dos seus novos projetos arquitetônicos, como a monumental Torre de TV Digital e a Praça do Povo, em Brasília, além do Centro Cultural de Valparaíso, no Chile, e outro complexo de cultura na cidade espanhola de Avilez. Galeria Anna Maria Niemeyer. Praça Santos Dumont, 140, loja A, Gávea, 2540-8155. Terça a sexta, 12h às 21h; sábado e domingo, 14h às 18h. Grátis. Até dia 30.
POÉTICA DA PERCEPÇÃO. Aberta para o público em geral, mas voltada especialmente para os portadores de deficiência, essa coletiva reúne 41 trabalhos de artistas de diferentes gerações criados para ser apreciados com os cinco sentidos: tato, audição, olfato, visão e paladar. O curador Paulo Herkenhoff selecionou obras da chamada arte inclusiva, criações de Hélio Oiticica, Lygia Clark, Barrão, Leda Catunda, Carlito Carvalhosa e Bené Fonteles, entre outros. Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, 2240-4944. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, 12h às 19h. R$ 5,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Estac. (R$ 3,00 por uma hora). Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 2,00. Grátis para amigos do MAM e crianças de até 12 anos. Aos domingos vigora o ingresso família: paga-se apenas R$ 5,00 por grupo. Até 13 de julho. www.mamrio.com.br.

FOTOGRAFIA
GUILHERME MARANHÃO. Dez imagens urbanas de ruas, calçadas, estações de metrô e escadas rolantes de shoppings são tratadas por computador e transformadas em composições geométricas na mostra Pluracidades, com resultado que lembra o efeito visual de um caleidoscópio. Vencedor do Prêmio Porto Seguro 2007, na categoria Pesquisas Contemporâneas, Maranhão inspirou-se no trabalho do professor americano Andrew Davidhazy, um pesquisador de fotografia que desenvolveu a técnica de desintegração das figuras captadas por suas lentes. Merecem destaque trabalhos como 001, a partir de uma plataforma de embarque de trem, 006 e 012, que retratam pessoas atravessando ruas. R$ 700,00 a R$ 2 500,00. Galeria do Ateliê da Imagem. Avenida Pasteur, 453, Urca, 2541-3314. Segunda a sexta, 10h às 21h30; sábado, 10h às 17h30. Grátis. Até dia 28. www.ateliedaimagem.com.br.
MIRIAN FICHTNER. Fotógrafa gaúcha, radicada no Rio há 22 anos, Mirian apresenta quarenta registros de rituais de candomblé e umbanda na mostra Cavalo de Santo. A artista partiu da constatação do IBGE, levantada no Censo 2000, de que o Rio Grande do Sul é o estado que, proporcionalmente, concentra o maior número de adeptos de religiões afro-brasileiras no país – e não a Bahia, como muitos podem imaginar. O trabalho mostra como o regionalismo influencia na prática dos cultos aos orixás, com o churrasco presente nas oferendas e as bombachas brancas usadas como o traje dos pais-de-santo dos pampas, no lugar das túnicas e abadás. Centro Cultural da Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, 3261-2550, Metrô Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 29.
O RIO DE JANEIRO DE AUGUSTO MALTA NO ACERVO DO INSTITUTO MOREIRA SALLES. Autor da mais importante documentação fotográfica existente sobre o Rio, feita nas três primeiras décadas do século XX, Augusto Malta (1864-1957) foi contratado pelo prefeito Pereira Passos em 1903. Nesta mostra estão presentes cinqüenta imagens e uma projeção multimídia com registros como os da construção da Avenida Central (atual Rio Branco), da Exposição Nacional de 1908, da Exposição do Centenário da Independência de 1922 e de festas populares, como o Carnaval. Instituto Moreira Salles. Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, 3284-7400. Terça a domingo, 13h às 20h. Estac. Grátis. Até dia 15. www.ims.com.br

Nenhum comentário: