Agradecimento da visita ao Blog

Caro Visitante
Muito obrigado por visitar e participar do meu Blog.
Atenciosamente
Navegador Brasileiro Walter

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Católicos contam histórias de santos juninos nos festejos de Campina Grande – Estado da Paraíba.

Os estados do Norte e Nordeste do Brasil atualmente que se comemoram as festa juninos com muita animação. Aqui em São Paulo o movimento religioso desta época se restringe mais nas igrejas. Quando bem jovem lembro-me bem que nós fazíamos fogueira na rua na porta de casa e ornamentada com bandeirinhas coladas em fio de barbante que ia de um lado a outro da rua e lâmpadas pequenas de várias cores, soltávamos fogos de artifício com encenação muito colorida quando explodia. A festa sempre começava ao cair da noite. Brincávamos de pular a fogueira eu adorava, soltar balões que nossos pais faziam um mais bonito que outro. Minha mãe preparava os doces da época que são uma delícia, e a vizinhança toda participava. Os adultos tomavam quentão (bebida feita com aguardente e gengibre, servida bem quente, devido às noites frias e nós as crianças groselha. São bons tempos de nossa juventude que vos narro com prazer e saudosismo.

Walter

Católicos contam histórias de santos juninos nos festejos de Campina Grande – Estado da Paraíba.

Campina Grande (PB) - Mil dos 42 mil metros quadrados do Parque do Povo, local que concentra as atrações da festa junina de Campina Grande (PB), são dedicados exclusivamente a Santo Antônio, São João e São Pedro.

É que em junho eles são lembrados pelos católicos e esse é o principal argumento para os festejos tradicionais. Na Casa de São João, os religiosos contam essa história aos visitantes.

“Temos que voltar às origens. Se voltarmos às origens, a festa é uma celebração católica e dialoga com o povo nordestino porque coincide com a época da colheita do milho. Mas hoje a festa ficou totalmente secularizada [sem significado religioso], que a menção ao santo é dada apenas como título da festa. Então nosso objetivo é fazer o resgate religioso, não de resgate à cultura”, conta Gustavo Lucena, coordenador do espaço.

Entretanto, para fazer chegar sua mensagem aos visitantes, os católicos se apropriaram de elementos da cultura nordestina. No pequeno palco de apresentações musicais, os hinos de louvor são cantados no ritmo do forró. Em vez de panfletos, são entregues cordéis para falar sobre os símbolos juninos, a história dos santos e os horários de missas. Na lanchonete do espaço, comidas típicas.

“Alguns elementos [cultura e religião] são coincidentes, cultura e religião, porque somos de uma religião que ultrapassa milênios. Qualquer sociólogo pode explicar isso muito melhor do que eu, que chega um momento em que você não separa os dois. Então os elementos dessa casa querem isso, expressar a religiosidade de um povo”, argumenta Lucena.

Na Casa de São João, além do palco e da lanchonete, há uma livraria, uma espécie de capela com as imagens dos três santos juninos e um espaço de exposição com rádio e móveis antigos, reproduzindo a tradição de rezar em família, escutando a missa, do início do século passado. O mais curioso é que, por meio desse trabalho, é possível descobrir a origem de algumas tradições juninas.

A distribuição dos chamados pães de Santo Antônio é uma delas. Conta um panfleto entregue pelos católicos que a tradição teve início quando o santo doou todos os pães do convento aos pobres. Quando um frade padeiro foi preparar a refeição e não os encontrou, teria ficado em apuros e contado a Antônio. Este, por sua vez, teria dito para o religioso olhar direito e, ao fazê-lo, o frade teve a surpresa de encontrar todos os cestos cheios.

“A festa se secularizou tanto que você encontra yakisoba [prato chinês] no Parque do Povo. Para nós, isso é uma distorção. Você come pizza dentro do parque do povo... Então trabalhamos com esse resgate também, colocando cocada, pamonha, canjica à disposição do público”, diz Lucena.

Embora o espaço faça esse resgate, os católicos evitam polêmica com os pontos conflitantes entre doutrina e cultura popular. No cordel sobre os símbolos juninos, eles contam que as simpatias e crendices características dessa época “não têm apoio na doutrina católica”, mas que são realidades da cultura popular “que devem ser respeitadas por todos”.

Nenhum comentário: