1530: Confissão de Augsburg
O reformador Martinho Lutero
Em 25 de junho de 1530, os príncipes que haviam aderido à Reforma foram convidados a explicar-se no Parlamento alemão. Na ocasião, Philipp Melanchton, amigo de Lutero, apresentou a proclamação da fé luterana.
Para melhor compreender a importância da Confissão de Augsburg, é necessário apresentar a situação histórica no contexto da Reforma da Igreja, impulsionada pelo estudioso Martinho Lutero, da Ordem dos Monges Agostinianos. Ele se aprofundou na teoria da religião a partir de 1510, quando retornou de uma viagem a Roma, decepcionado com a corrupção que constatara no alto clero.
Aprofundando seus estudos, concluiu que o homem só se pode salvar pela fé incondicional em Deus, não pelas obras praticadas ou pela indulgência comprada. A fim de arrecadar fundos para financiar a reconstrução da Basílica de São Pedro, o papa Leão 10 havia permitido o perdão dos pecados a todos que contribuíssem financeiramente com a Igreja.
Escandalizado com essa salvação comprada a dinheiro, Lutero afixou na porta da igreja de Wittenberg, no leste da Alemanha, um manifesto público (as 95 teses), em que protestou contra a atitude do papa e expôs os elementos de sua doutrina. Iniciava-se, desta maneira, uma longa discussão entre Lutero e as autoridades eclesiásticas, culminando com sua excomunhão pelo papa, em 1520.
Meio religioso para fim militar
No dia 21 de janeiro de 1530, o imperador Carlos 5º convocara uma Dieta imperial a reunir-se em abril seguinte, em Augsburg, no sul da Alemanha. Para dispor de uma frente unida contra os turcos nas suas operações militares, ele exigiu o fim do conflito entre protestantes e católicos.
Os príncipes e representantes das cidades livres do Império foram convidados a discutir as diferenças religiosas na futura Dieta, na esperança de superá-las e restaurar a unidade. Atendendo ao convite, o príncipe eleitor da Saxônia pediu aos seus teólogos em Wittenberg que preparassem um relato sobre as crenças e práticas nas igrejas da sua terra, que seria apresentado ao imperador.
Sob a coordenação de Philipp Melachton, foram reunidas as doutrinas compiladas nos documentos conhecidos como Artigos de Schwabach, de 1529, e Artigos de Torgau, de março de 1530.
Lutero, que não estava presente em Augsburg, foi consultado por correspondência, mas as emendas e revisões continuaram sendo feitas até a véspera da apresentação formal ao imperador, em 25 de junho de 1530. Assinada por sete príncipes e pelos representantes de duas cidades livres, a Confissão imediatamente foi reconhecida como uma declaração pública de fé.
De acordo com as instruções do imperador, os textos das confissões foram apresentados em alemão e latim. Diante da Dieta foi lido o texto alemão, que é, por isso, tido como mais oficial.
A Confissão representava um esforço para manter a Igreja unida e continha as principais teses da doutrina de Lutero, entre as quais as que dizem respeito à doutrina da justificação, ou da salvação. Mesmo que a Confissão tivesse sido redigida em estilo conciliador, evitando ataques e reivindicações, não foi aceita pela Igreja Católica e sua divulgação ficou proibida.
A rejeição da Confissão de Augsburg deu força à separação entre luteranos e católicos. Passaram-se quatro séculos de condenações recíprocas e guerras religiosas. O diálogo, suspenso em 1530, só recomeçou em 1967, após o Concílio Ecumênico Vaticano 2º.
Melanchton, o autor intelectual
Philipp Schwarzerd foi o compilador, não somente da Confissão, como também de outro documento muito importante, conhecido como Apologia da Confissão de Augsburg. Philipp nasceu em Bretten, Baden, em 1497. Seu tio-avô, o famoso humanista Reuchlin, exerceu grande influência sobre ele.
Devido à admiração pelo idioma grego, "helenizou" o sobrenome, adotando o nome de Melanchthon, conforme a tradução de "terra negra" para o grego. Foi grande amigo de Lutero e o seu mais fiel aliado na causa da Reforma. Se, de um lado, Lutero era profundo conhecedor da Palavra de Deus, Melanchthon foi um dos maiores conhecedores das línguas originais nas quais a Palavra de Deus havia sido escrita.
sábado, 28 de junho de 2008
Pesquisa estuda religiosidade maranhense
Pesquisa estuda religiosidade maranhense
SÃO LUÍS - No início do século XX, 98% da população brasileira era católica. Hoje, o número caiu para 70%, com o crescimento do protestantismo. As religiões afros mantiveram-se sem grandes alterações. Estas são algumas das constatações feitas pelo pesquisador e diretor do Centro de Ciências Sociais (CCH) da UFMA, Lyndon de Araújo. Ele estuda as interfaces históricas da religiosidade maranhense nos séculos XIX e XX. Segundo o professor, o trabalho tem como objetivo aprofundar as apreciações e abordagens sobre religiosidade no Maranhão. "São privilegiadas as principais expressões religiosas como o catolicismo, protestantismo, cultos afros, kardecismo e as hegemônicas no campo religioso maranhense", ressalta.
Para o professor, a religião é uma visão de mundo, discurso e conjunto de valores. "A Sociologia e a Antropologia nos apresentam ferramentas analíticas. São utilizadas no trabalho fontes escritas, documentais, iconográficas e fontes da memória", explica.
O tema geral da pesquisa tem três eixos: as relações de dominação, o poder institucional e a influência dentro dos espaços religiosos; os saberes, no sentido em que as religiosidades constroem percepções do mundo; e as instituições que trabalham a linha do ensino religioso com as escolas.
Lyndon se baseou na linha de pensamento de Pierre Bourdieu, sociólogo francês que acredita que as religiões constituem-se em um espaço de poder e concorrem entre si com seus valores e doutrinas. "Interessa ao historiador interpretar e compreender essas relações de conflito, relações de proximidades, distanciamento, concorrência e negação entre as principais religiões. Nós partimos do pressuposto de que não há verdade religiosa. Predomina a análise sem diagnóstico para a produção ter credibilidade acadêmica e científica", conclui.
As análises são continuidade e aprofundamento das questões estudadas há vinte anos por Lyndon de Araújo. Desde 2005, ele coordena o grupo que vai finalizar a pesquisa em novembro de 2009. A equipe conta com 20 participantes entre mestrandos e graduandos dos cursos de História, Ciências Sociais, Educação Artística, Direito e Geografia.
As informações são da Universidade Federal do Maranhão
SÃO LUÍS - No início do século XX, 98% da população brasileira era católica. Hoje, o número caiu para 70%, com o crescimento do protestantismo. As religiões afros mantiveram-se sem grandes alterações. Estas são algumas das constatações feitas pelo pesquisador e diretor do Centro de Ciências Sociais (CCH) da UFMA, Lyndon de Araújo. Ele estuda as interfaces históricas da religiosidade maranhense nos séculos XIX e XX. Segundo o professor, o trabalho tem como objetivo aprofundar as apreciações e abordagens sobre religiosidade no Maranhão. "São privilegiadas as principais expressões religiosas como o catolicismo, protestantismo, cultos afros, kardecismo e as hegemônicas no campo religioso maranhense", ressalta.
Para o professor, a religião é uma visão de mundo, discurso e conjunto de valores. "A Sociologia e a Antropologia nos apresentam ferramentas analíticas. São utilizadas no trabalho fontes escritas, documentais, iconográficas e fontes da memória", explica.
O tema geral da pesquisa tem três eixos: as relações de dominação, o poder institucional e a influência dentro dos espaços religiosos; os saberes, no sentido em que as religiosidades constroem percepções do mundo; e as instituições que trabalham a linha do ensino religioso com as escolas.
Lyndon se baseou na linha de pensamento de Pierre Bourdieu, sociólogo francês que acredita que as religiões constituem-se em um espaço de poder e concorrem entre si com seus valores e doutrinas. "Interessa ao historiador interpretar e compreender essas relações de conflito, relações de proximidades, distanciamento, concorrência e negação entre as principais religiões. Nós partimos do pressuposto de que não há verdade religiosa. Predomina a análise sem diagnóstico para a produção ter credibilidade acadêmica e científica", conclui.
As análises são continuidade e aprofundamento das questões estudadas há vinte anos por Lyndon de Araújo. Desde 2005, ele coordena o grupo que vai finalizar a pesquisa em novembro de 2009. A equipe conta com 20 participantes entre mestrandos e graduandos dos cursos de História, Ciências Sociais, Educação Artística, Direito e Geografia.
As informações são da Universidade Federal do Maranhão
CONVERSAS NOTURNAS EM JERUSALÉM
CONVERSAS NOTURNAS EM JERUSALÉM
Anselmo Borges
padre e professor de Filosofia
Acaba de aparecer, com o título Jerusalemer Nachtgespräche ("Conversas Nocturnas em Jerusalém"), uma série de diálogos entre dois jesuítas, em Jerusalém, noite dentro: o padre G. Sporschill, austríaco, e o cardeal Carlo Martini, antigo arcebispo de Milão e um dos nomes mais famosos da Igreja, durante anos considerado papabilis (possível Papa), que aos 75 anos se retirou para Jerusalém: "Jerusalém é a minha pátria. Antes da pátria eterna."
"Houve um tempo em que sonhava com uma Igreja que segue o seu caminho na pobreza e na humildade, uma Igreja que não depende dos poderes deste mundo. Sonhei com o extermínio da desconfiança. Com um Igreja que dá espaço às pessoas que pensam mais longe. Com uma Igreja que anima sobretudo aqueles que se sentem pequenos e pecadores. Sonhei com uma Igreja jovem. Hoje já não tenho esses sonhos. Aos 75 anos, decidi-me por rezar pela Igreja. Olho para o futuro. Quando o Reino de Deus chegar, como será? Como será, depois da minha morte, o meu encontro com Cristo, o Ressuscitado?"
Significa esta confissão desânimo? De modo nenhum. É certo que o que lhe causa preocupação é "a falta de coragem". Aliás, a palavra "Mut" (coragem, ânimo) e, consequentemente, "animar", "ter coragem" são expressões constantes e recorrentes. "A Igreja deve ter a coragem de se reformar." "A Igreja precisa permanentemente de reformas." "Porque eu próprio sou tímido, digo a mim mesmo na dúvida: coragem!"
A situação da Igreja, sobretudo na Europa, "exige hoje decisões". E lá vem a questão da sexualidade e da comunhão dos divorciados recasados e da ordenação das mulheres e da lei do celibato. Questão essencial são os jovens, apresentando-se, neste domínio, um novo princípio pastoral: "Deixar-se ensinar pela juventude."
Critica a encíclica Humanae Vitae, de 1968, com a proibição da chamada "pílula contraceptiva". "O mais triste é que a encíclica é co-responsável pelo facto de muitos já não tomarem a sério a Igreja como parceira de diálogo e mestra." Confessa que a encíclica Humanae Vitae foi negativa. "Muitos afastaram-se da Igreja e a Igreja afastou-se de muitos. Foi um grande estrago." Mas, após quarenta anos, "poderíamos ter uma nova perspectiva". "Estou perfeitamente convicto de que a direcção da Igreja pode mostrar um caminho melhor do que o da encíclica." Procuramos "um novo caminho" para falar sobre a sexualidade, o casamento, a regulação da natalidade, a procriação medicamente assistida.
Quanto ao preservativo e atendendo à sida, ele próprio diz que acabou por tornar-se o "cardeal da camisinha", como lhe confessou a sorrir um padre do Brasil.
Sobre a juventude e a sexualidade, vai avisando: "Nestas questões profundamente humanas, não se trata de receitas, mas de caminhos." A direcção da Igreja fará melhor ouvir e "familiarizar-se com o diálogo".
Quanto à homossexualidade: "No meu círculo de conhecidos há casais homossexuais, pessoas muito respeitadas e sociais. Nunca ninguém me fez perguntas e também nunca me teria ocorrido condená-las."
É verdade que não poucas mulheres criticam justamente a Igreja porque se sentem discriminadas. Martini reconhece que "a nossa Igreja é um pouco tímida" e que o Novo Testamento trata melhor as mulheres do que a Igreja. A direcção de comunidades por mulheres é bíblica e não pode excluir-se o debate sobre a sua ordenação.
O celibato exige uma verdadeira vocação. Ora, "talvez nem todos os que são chamados ao sacerdócio tenham este carisma." Depois, hoje, com a falta de padres, são confiadas cada vez mais paróquias a um sacerdote ou então dioceses importam padres do exterior. Mas isto, a longo prazo, não é solução. De qualquer modo, é preciso "debater a possibilidade" de ordenar homens casados, de fé reconhecida e provados no trato com os outros.
A Igreja de Cristo é a favor do Homem, da justiça e do Deus vivo. Mas não tem o monopólio de Deus. "Não podes tornar Deus católico." Por isso, a Igreja dialoga com os crentes das outras religiões e igualmente com os não crentes, também para conhecer as suas razões.|
Anselmo Borges
padre e professor de Filosofia
Acaba de aparecer, com o título Jerusalemer Nachtgespräche ("Conversas Nocturnas em Jerusalém"), uma série de diálogos entre dois jesuítas, em Jerusalém, noite dentro: o padre G. Sporschill, austríaco, e o cardeal Carlo Martini, antigo arcebispo de Milão e um dos nomes mais famosos da Igreja, durante anos considerado papabilis (possível Papa), que aos 75 anos se retirou para Jerusalém: "Jerusalém é a minha pátria. Antes da pátria eterna."
"Houve um tempo em que sonhava com uma Igreja que segue o seu caminho na pobreza e na humildade, uma Igreja que não depende dos poderes deste mundo. Sonhei com o extermínio da desconfiança. Com um Igreja que dá espaço às pessoas que pensam mais longe. Com uma Igreja que anima sobretudo aqueles que se sentem pequenos e pecadores. Sonhei com uma Igreja jovem. Hoje já não tenho esses sonhos. Aos 75 anos, decidi-me por rezar pela Igreja. Olho para o futuro. Quando o Reino de Deus chegar, como será? Como será, depois da minha morte, o meu encontro com Cristo, o Ressuscitado?"
Significa esta confissão desânimo? De modo nenhum. É certo que o que lhe causa preocupação é "a falta de coragem". Aliás, a palavra "Mut" (coragem, ânimo) e, consequentemente, "animar", "ter coragem" são expressões constantes e recorrentes. "A Igreja deve ter a coragem de se reformar." "A Igreja precisa permanentemente de reformas." "Porque eu próprio sou tímido, digo a mim mesmo na dúvida: coragem!"
A situação da Igreja, sobretudo na Europa, "exige hoje decisões". E lá vem a questão da sexualidade e da comunhão dos divorciados recasados e da ordenação das mulheres e da lei do celibato. Questão essencial são os jovens, apresentando-se, neste domínio, um novo princípio pastoral: "Deixar-se ensinar pela juventude."
Critica a encíclica Humanae Vitae, de 1968, com a proibição da chamada "pílula contraceptiva". "O mais triste é que a encíclica é co-responsável pelo facto de muitos já não tomarem a sério a Igreja como parceira de diálogo e mestra." Confessa que a encíclica Humanae Vitae foi negativa. "Muitos afastaram-se da Igreja e a Igreja afastou-se de muitos. Foi um grande estrago." Mas, após quarenta anos, "poderíamos ter uma nova perspectiva". "Estou perfeitamente convicto de que a direcção da Igreja pode mostrar um caminho melhor do que o da encíclica." Procuramos "um novo caminho" para falar sobre a sexualidade, o casamento, a regulação da natalidade, a procriação medicamente assistida.
Quanto ao preservativo e atendendo à sida, ele próprio diz que acabou por tornar-se o "cardeal da camisinha", como lhe confessou a sorrir um padre do Brasil.
Sobre a juventude e a sexualidade, vai avisando: "Nestas questões profundamente humanas, não se trata de receitas, mas de caminhos." A direcção da Igreja fará melhor ouvir e "familiarizar-se com o diálogo".
Quanto à homossexualidade: "No meu círculo de conhecidos há casais homossexuais, pessoas muito respeitadas e sociais. Nunca ninguém me fez perguntas e também nunca me teria ocorrido condená-las."
É verdade que não poucas mulheres criticam justamente a Igreja porque se sentem discriminadas. Martini reconhece que "a nossa Igreja é um pouco tímida" e que o Novo Testamento trata melhor as mulheres do que a Igreja. A direcção de comunidades por mulheres é bíblica e não pode excluir-se o debate sobre a sua ordenação.
O celibato exige uma verdadeira vocação. Ora, "talvez nem todos os que são chamados ao sacerdócio tenham este carisma." Depois, hoje, com a falta de padres, são confiadas cada vez mais paróquias a um sacerdote ou então dioceses importam padres do exterior. Mas isto, a longo prazo, não é solução. De qualquer modo, é preciso "debater a possibilidade" de ordenar homens casados, de fé reconhecida e provados no trato com os outros.
A Igreja de Cristo é a favor do Homem, da justiça e do Deus vivo. Mas não tem o monopólio de Deus. "Não podes tornar Deus católico." Por isso, a Igreja dialoga com os crentes das outras religiões e igualmente com os não crentes, também para conhecer as suas razões.|
Entenda o lugar de Guimarães Rosa na literatura nacional
Entenda o lugar de Guimarães Rosa na literatura nacional
Em meados do século 19, um número considerável de brasileiros adotou sobrenomes indígenas como forma de reforçar a identidade nacional e marcar diferença em relação aos europeus. Nesse cenário, explica Walnice Nogueira Galvão, professora livre-docente de literatura na USP, surgiu o movimento literário do regionalismo.
Pelo menos duas gerações de escritores brasileiros se dedicaram a fazer "o mapeamento da paisagem e das condições sociais do sertão" e "o inventário dos tipos humanos que se espalhavam pela desconhecida vastidão do país", afirma a professora.
Quase que simultaneamente, surgiu no país uma outra linha literária, que nada tinha de documental nem de engajamento, na qual os escritores, "cada um à sua maneira", diz Walnice Galvão, "voltam as costas ao social e à militância, para embrenhar-se nas entranhas da subjetividade".
A professora da USP explica que "é nesse panorama literário, basicamente bipartido, que Guimarães Rosa vai fazer sua aparição, operando como que uma síntese das características definidoras de ambas as vertentes: algo assim como um regionalismo com introspecção, um espiritualismo em roupagens sertanejas".
1. O LUGAR DE GUIMARÃES ROSA NA LITERATURA BRASILEIRA
REGIONALISMO, REGIONALISMOS
O regionalismo2 foi uma manifestação literária que em parte se opunha ao que ocorria nas matrizes européias, por isso reivindicando a representação da realidade local, e em parte as prolongava, ao aceitar normas que de lá emanavam. Passou por várias metamorfoses, como se verá a seguir.
No início, ao aparecer como nativismo, finca raízes na descrição da especificidade da nova terra, dando ênfase àquilo que lhe é característico, para efeito de propaganda, como o fizeram os cronistas coloniais. Daí uma predominância do pitoresco, que se revela nas enumerações de animais e frutas estranhos, com nomes também estranhos.
O advento do romantismo, coincidindo com a independência política, só viria a acentuar tais traços. Se essa escola redescobre o folclore, pesquisando os contos e cantos do povo na Europa, vinha a calhar para os escritores nacionais a valorização da cultura popular no país. Sua principal personagem seria o índio, escolhido como emblema da nacionalidade para marcar a diferença com relação ao colonizador português. Número considerável de patriotas, nesses meados do século 19, trocou seus patronímicos castiços por nomes indígenas, numa verdadeira moda. Repetindo o movimento habitual, o índio das Américas adquiriu estatura de protagonista antes na França, com Chateaubriand, para só depois se tornar nosso primeiro herói literário, assinalando a modalidade nativa de romantismo, ou seja, o indianismo de José de Alencar e Gonçalves Dias.
O desenvolvimento das letras tendo por foco a Corte, posição que o Rio de Janeiro ocupou como capital do país durante dois séculos, até a transferência para Brasília em 1960, suscitaria reações localistas, tanto no sul quanto no norte do país. Tais reações acusam a literatura da Corte daquilo que hoje chamaríamos etnocentrismo, opinando que o Brasil autêntico fica no interior e não no litoral deslumbrado pela Europa, a quem macaqueia. E reivindicam uma expressão tanto própria quanto autônoma de sua peculiaridade.
Assim nasceu aquilo que se conhece como o primeiro regionalismo, subproduto do romantismo. Foi também chamado de sertanismo, porque trouxe o sertão para dentro da ficção, onde teria longa vida. Manifestando-se entretanto com contornos pouco precisos, pode-se dizer que sua vigência recobre bem meio século, pelo menos desde quando já ia avançado o romantismo, passando pelo naturalismo até atingir o limiar do modernismo.
Nesse amplo guarda-chuva cabem pioneiros como Bernardo Guimarães, Taunay e Franklin Távora. O próprio Alencar, de importância seminal em nossas letras, entre as muitas obras que escreveu procurando realizar sua ambição de cobrir o país no tempo e no espaço, é autor de vários livros regionalistas. Para todos, o interesse central estava no pitoresco, na cor local, nos tipos humanos das diferentes regiões e províncias.
Anos depois surgiria um segundo regionalismo, sob o influxo do naturalismo, em reação ao romantismo, rejeitando vários de seus achados e propondo outras sondagens. Destacam-se Inglês de Sousa, Oliveira Paiva, Rodolfo Teófilo, Afonso Arinos, Domingos Olímpio. A reação contra o romantismo precedente implicou em busca de descrição desapaixonada dos fatos, preocupação com os determinismos e com a ciência, frio diagnóstico, pessimismo e fatalismo. Generalização entretanto injusta para com alguns livros que, ao alcançar um nível mais alto de elaboração literária, escapam parcialmente ao bitolamento naturalista, como Dona Guidinha do Poço, de Oliveira Paiva, e Pelo Sertão, de Afonso Arinos.
Pode-se ainda afiliar a esse segundo regionalismo de recorte naturalista alguns tardios, já pré-modernistas, sobretudo paulistas, focalizando a cultura caipira, como Monteiro Lobato e Valdomiro Silveira. Contemporâneo deles é um gaúcho dedicado às histórias e às figuras de seus pagos, Simões Lopes Neto. A relevância de sua reduzida obra, embora com resultado diverso, é algo que partilha com Valdomiro Silveira, e reside prioritariamente na criação de uma "fala" própria em primeira pessoa e em sua atenção à mimese da oralidade.
A essa altura, entre a primeira e a segunda leva regionalista, já estavam completados, e foi tarefa levada a cabo com empenho e escrúpulo por pelo menos duas gerações de escritores, tanto o mapeamento da paisagem e das condições sociais, quanto o inventário dos tipos humanos que se espalhavam pela desconhecida vastidão do país: o caipira, o bandido, o jagunço, o caboclo, o cangaceiro, o vaqueiro, o beato, o tropeiro, o capanga, o garimpeiro, o retirante.
Não se pode minimizar na seqüência dos regionalismos o impacto da publicação de Os Sertões, de Euclides da Cunha, em 1902. Certamente filiado aos padrões estéticos do naturalismo, embora matizado de parnasianismo e até de romantismo, sua sombra pairou sobre a literatura brasileira com uma intensidade que excedeu de muito a seu tempo.
No entanto, o filão regionalista mostrava-se tão rico que ainda não se esgotara e voltaria com forças renovadas após o modernismo dos anos 20. Este, no seu afã de desprovincianizar-se e alçar-se ao patamar das vanguardas européias, apesar de todo o seu nacionalismo torcera o nariz para o regionalismo e o decretara de má qualidade estética, bem como inteiramente equivocado quanto aos propósitos de dar a conhecer o Brasil. O melhor exemplo é Macunaíma (1928), de Mário de Andrade, teórico e principal artista da escola, que esboça o panorama do Brasil em sua totalidade mas deliberadamente confunde as diferentes regiões e aquilo que as caracteriza, praticando o que chamava de "desgeograficação".
O REGIONALISMO DE 30 E O ROMANCE SOCIAL NORTE-AMERICANO
Se para o primeiro regionalismo a inspiração tinha provindo do romantismo e para o segundo do naturalismo, o terceiro, que se tornaria conhecido como "regionalismo de 30", 3 beberia em outras fontes.
No período entre as duas guerras mundiais, de 1918 a 1939, viveu-se intensa polarização política. Solicitados por crises sociais sem precedentes, ainda em pleno rescaldo daquela que foi a primeira guerra total, envolvendo o planeta por inteiro numa globalização armada até então inédita - e às voltas com uma escalada de conflitos que prenunciava a próxima guerra, mais cruel ainda -, intelectuais e artistas no mundo todo, bem como no Brasil, se arregimentavam à direita ou à esquerda. De preferência, à esquerda. Um período que assistiu à ascensão dos totalitarismos por toda parte - fascismo na Itália, Espanha e Portugal, nazismo na Alemanha, peronismo na Argentina, ditadura e Estado Novo de Getúlio Vargas no Brasil, para não falar no integralismo de Plínio Salgado - só podia mesmo convocar os intelectuais a uma maior participação na luta contra os regimes de exceção.
Como não podia deixar de ser, essa arregimentação deixou marcas nas artes e na literatura um pouco por toda parte. Uma das realizações mais interessantes dela, à esquerda, foi o romance social norte-americano.
Nas décadas de 20 e 30, exatamente nesse período entre guerras que estamos recortando, surge com pujança uma novidade literária, constituindo uma espécie de neonaturalismo em seu empenho de denúncia da injustiça, da iniqüidade, do preconceito sob todas as suas formas - de classe, de raça etc. Em sua preocupação social, seu mestre é o francês Émile Zola (1840-1902), principal ficcionista do naturalismo, com vasta obra que traça o painel dos males da sociedade francesa da belle époque. Com berço nos Estados Unidos, teve como pano de fundo a Grande Depressão, cujo pináculo foi o craque da Bolsa de Valores de Nova York em 1929. A crise só viria a ser estancada pela prosperidade trazida pelos investimentos industriais em armamentos e outros equipamentos bélicos, já preparando a Segunda Guerra Mundial. Os principais nomes da nova tendência são Theodore Dreiser, Upton Sinclair, Sherwood Anderson, Michael Gold, Erskine Caldwell, John Steinbeck, Sinclair Lewis, John dos Passos. E ela acabará atingindo pelo menos os inícios do jovem Hemingway, também ele jornalista, também de esquerda, também crítico da sociedade americana. Embora seja injusto deixar de lado o maior deles, William Faulkner, com o qual acontece o que sempre acontece com os muito grandes: não cabe muito bem nessa nem em qualquer classificação.
Os três primeiros surgiram ainda antes do período acima definido. Destacam-se como pioneiros, todos eles socialistas e acusadores impiedosos da sociedade norte-americana, principalmente pelo culto ao dinheiro acima de tudo, com seu poder de corrupção e degradação moral. Aliás, um bom número desses escritores neonaturalistas era jornalista de profissão e socialista por convicção. Como se pode verificar no que escreveram, a busca de uma prosa desataviada, bem próxima da escrita para periódico, caracteriza a todos eles - novamente, exceto Faulkner.
Hoje em dia não dá para imaginar a influência que exerceram, entre nós, em toda a América Latina e na Europa. E, principalmente, a escala em que eram lidos, pois se tornaram best-sellers em seu próprio país e pelo mundo afora. No Brasil foram muito divulgados por várias editoras, destacando-se entre elas a Globo, de Porto Alegre, que os publicou a todos.
Como vimos, os autores do romance social norte-americano são de esquerda e, se não revolucionários, ao menos reformistas. Praticando uma literatura empenhada, tiveram enorme divulgação e repercussão em seu tempo, em seu próprio país e além fronteiras, inclusive na exigente Europa. Faziam uma literatura mais fácil de ler do que aquela das vanguardas (por exemplo, James Joyce), nisso já pressagiando a indústria cultural. Esta optaria sempre em favor do mais fácil, do simplificado, relegando a alta literatura - aquela cuja forma é esteticamente informativa - a um pequeno círculo de leitores sofisticados, cada vez mais exíguos. Sintonizavam com pelo menos parte do público à época, na tomada de consciência quanto à miséria. Reivindicavam reformas que minorassem os sofrimentos dos pobres e oprimidos. Acusavam os ricos e poderosos das condições iníquas da sociedade. Mostravam-se mais despreocupados com a forma e mais preocupados com os conteúdos.
O impacto que causaram pode ser medido pelo número de prêmios Nobel que conquistaram. Sinclair Lewis (1930) foi o primeiro norte-americano a ser agraciado com esse galardão, que depois coube a Faulkner (1949), Hemingway (1954), Steinbeck (1962). Com os quais, se juntarmos em registro parcialmente diferente e para cima o notável dramaturgo Eugene O'Neill (1936) e em plano inteiramente diferente e para baixo a romancista popular Pearl S. Buck (1938), teremos uma boa avaliação do peso das letras dessa nacionalidade no período. Depois dessa constelação, a premiação americana minguará outra vez.
Foi a primeira vez que a cultura norte-americana suplantou a européia em nosso país. E nunca mais a Europa retomaria sua ascendência perdida.
Quanto aos nossos autores, hoje é quase dispensável apresentá-los, tal a hegemonia exercida durante longo tempo pelo regionalismo de 30, desde que se tornou a vertente dominante na prosa brasileira. O afã ao mesmo tempo cosmopolita e nacionalista do modernismo, que afinal se encenara todo no eixo São Paulo - Rio, somado a sua altíssima qualidade estética, fora incapaz de impedir um novo surto regionalista. Ao contrário do modernismo, que privilegiava a poesia, a voga em ascensão investe tudo no romance, gênero certamente mais popular, mais impermeável a vanguardismos e menos requintado. Com instrumentos mais aguçados que os regionalismos anteriores, tinha todo o ar, devido a sua simultaneidade, impressionante volume e ineditismo, de ser propriamente uma escola, e vinda dos estados do Nordeste. 4
Historiadores e críticos são concordes em considerar como marco inaugural A Bagaceira (1928), de José Américo de Almeida, da Paraíba. Ali já se notam certas coordenadas que se farão recorrentes, desde o entrecho que expõe um drama humano local, até a presença de coronéis, de retirantes, da seca, da paisagem característica e das relações sociais. Em rápida seqüência, estrearão e dominará com seus romances a cena literária por vários decênios, com apogeu nos anos 30 e 40, Rachel de Queiroz, do Ceará, José Lins do Rego, da Paraíba, Graciliano Ramos, de Alagoas, e Jorge Amado, da Bahia, afora uma verdadeira plêiade de autores menores.
Seria injusto, por não ser nordestino e pouco ter de rural, ao contrário erigindo romance após romance um painel da pequena burguesia urbana gaúcha, bem como uma saga da colonização do extremo sul arrancando do campo, deixar de citar Érico Veríssimo.
O fato é que essa safra de ficção ao rés-do-chão, aspirando ao documentário, constituiu um cânone ainda vigente em nossos dias, impondo a norma à literatura brasileira, impedindo por longos períodos que houvesse percepção estética de autores que não atuassem dentro de seus ditames.
E, porque coincidiu com a formação de um mercado editorial e de um público leitor, também explica em parte a persistência das ramificações do naturalismo como principal programa estético-literário entre nós.
A OUTRA FACE DA MOEDA: A "REAÇÃO ESPIRITUALISTA" 5
Entretanto, nem tudo era regionalismo no panorama literário brasileiro. Uma outra linha, certamente recessiva e abafada pelo estrondoso sucesso, inclusive de vendas, dos regionalistas, tenazmente produzia, mesmo que com menos estardalhaço. E viria, há seu tempo, a gestar pelo menos um escritor extraordinário na pessoa de Clarice Lispector, embora essa gestação implicasse num salto qualitativo e numa espécie de superação tanto da negligência com o burilamento formal quanto da fragilidade de estruturação.
Nessa outra face da moeda, o documento a que aspirava ao romance regionalista passa longe. Nada de documental nem de engajamento, tampouco. Esses escritores, cada um à sua maneira, voltam às costas ao social e à militância, para embrenhar-se nas entranhas da subjetividade.
Muito interessante é que suas afinidades eletivas provenham de outras paragens que não aquelas para as quais se voltava o romance regionalista: da França, sobretudo. A grande sombra fecundante que paira sobre a ficção introspectiva é o romance católico francês de entre guerras, prolongando-se pelos anos 40 e 50. Lidas, relidas, assimiladas e depuradas são as obras de romancistas como Georges Bernanos, François Mauriac, Julien Green, e a doutrinação de Jacques Maritain. Esse romance quase nunca é rural nem propriamente urbano, porém de matéria provinciana ou interiorana, de pequenas cidades; ou, mesmo quando rural, a discussão se entabula no plano dos problemas urbanos.
Compraz-se na decadência e na degradação moral de fim de raça. Comparecem incestos, aleijões psíquicos resultantes de endogamia e consangüinidade, patriarcalismo incontrastado com opressão de filhos e mulheres, estados mórbidos, crimes, taras e perversões, mostrando-se afim ao naturalismo.
Os romances dos discípulos desses autores, além de reivindicarem com ênfase uma espiritualidade que supunham perdida ou pelo menos extraviada no panorama artístico nacional, apregoavam o Mistério, assim com letra maiúscula. Suspensos entre o pecado e a graça, escrevendo à borda do inefável, sustentando que os problemas materiais - miséria, injustiça, opressão - nada significam quando comparados à salvação ou perdição da alma, esses escritores e seus escritos operam por dentro de uma introspecção levada ao limite.
Tudo se passa como se quisessem perquirir uma imensa problemática espiritual, encenando-se no íntimo de cada um, enquanto recuperavam a dimensão da subjetividade - mas uma subjetividade bem singular, vivendo o drama católico.
Em suas obras vamos nos deparar com os embates entre o Bem e o Mal, a escuridão da alma, a obsessão com a transcendência, o senso do enigma latente na existência, a onipresença do pecado em meio à demanda desesperada da perfeição, confrontada com a abolição dos limites. De um lado, o confinamento na problemática cristã resulta no ensimesmamento trazido por uma busca incansável do sobrenatural.
De outro, desemboca na angústia da cisão entre o apelo místico e o aprisionamento na vileza da carne. Tudo isso num clima de pesadelo, facultando os vários rótulos atribuídos a essa linha literária, como os de romance de atmosfera, ou intimista, ou introspectivo, ou de sondagem interior.
Seja como for, certamente encarna com vigor uma reação contra a particularização do regionalismo: esse romance é universalizante. Por isso, seus autores manifestam horror à cor local, ao pitoresco, à exuberância dos trópicos, ao típico, à imanência de um mundo sem Deus. Nisso, dessolidarizam-se dos regionalistas de 30 no que estes têm de ateus ou agnósticos, abstendo-se de tocar em assunto religioso, a não ser para zombar abertamente do caráter interesseiro do clero e da beatice dos fiéis, denunciando a cumplicidade da hierarquia da Igreja com os opressores.
É de se notar que, enquanto o modernismo se dá como um fenômeno primordialmente paulista, passando-se em São Paulo entre escritores paulistas, e o regionalismo de 30 é coisa de nordestinos, como vimos, já essa outra face da moeda do romance de entre guerras tem seu chão no Rio de Janeiro, seja entre os nascidos ali mesmo, como Octavio de Faria, ou perto, como Cornélio Pena em Petrópolis, migrados de Minas, como Lúcio Cardoso, ou da Bahia, como Adonias Filho.
Na capital do país, aproximam-se todos do grupo católico liderado por Tristão de Athayde, pseudônimo do influente crítico e teórico Alceu Amoroso Lima, que organizou o ideário e escreveu sobre o romance espiritualista, e pelo pensador católico Jackson de Figueiredo, criador, em 1922 - anos da Semana de Arte Moderna e da fundação do Partido Comunista -, do Centro Dom Vital, no Rio, de reavivamento católico.
Quando Jackson de Figueiredo morre em 1928, Tristão de Athayde coincidentemente se converte e assume a direção daquele Centro. Todos gravitavam na órbita da revista católica A Ordem. Esse caldo de cultura, muito influente à época, também produziu, além dos romancistas, importante poesia e ensaio. Os citados são apenas os autores de maior renome, havendo um número respeitável de escritores à época que se pautavam pelo mesmo ideário.
Em doses diversas, e variando conforme a personalidade artística de cada um percebe-se, todavia elementos comuns na obra de todos eles. Uma certa vivência exasperada da derrocada, meditação torturante da subjetividade, preocupação com a fatalidade, religiosidade assumida ou negada que eclode em obsessão com o pecado, uma busca da transcendência e até do sobrenatural na ficção.
A reação espiritualista no romance, a exemplo do regionalismo, tampouco se desprende de todo do naturalismo, no fatalismo com que abre espaço às forças atávicas e hereditárias, aos instintos, à irracionalidade. Contribuem para esse efeito à escavação introspectiva e o aprofundamento de certas técnicas literárias típicas do século 20, como o monólogo interior, o fluxo da consciência, e tudo o que desagregasse o discurso, que assim pretendia ser fiel e colado ao que se postulava como o verdadeiro funcionamento da psique.
Nem sempre é fácil distinguir com clareza uma e outra face da moeda, havendo de permeio um território de transição que muitos autores perlongaram, e em que alguns perderam o rumo. E, se Lúcio Cardoso começou pelo regionalismo, com Maleita, também Caetés e ainda mais Angústia, de Graciliano Ramos, assim como parte da obra de José Lins do Rego, por exemplo, têm um inegável ar de parentesco com esse romance de atmosfera e de indagação interior. E bem mais se pensarmos na busca de uma transcendência sem Deus.
É nesse panorama literário, basicamente bipartido, que Guimarães Rosa vai fazer sua aparição, operando como que uma síntese das características definidoras de ambas as vertentes: algo assim como um regionalismo com introspecção, um espiritualismo em roupagens sertanejas.
2 Antonio Candido, Formação da Literatura Brasileira. São Paulo: Martins, 1959. José
Aderaldo Castello, A Literatura Brasileira. São Paulo: Edusp, 1999. Lígia Chiappini
Moraes Leite, "Velha Praga? Regionalismo Literário Brasileiro". Em: Ana Pizarro
(org.), América Latina - Palavra, Literatura, Cultura. Campinas: Unicamp, 1994, v. II.
3 Antonio Candido, "A Revolução de 1930 e a Cultura". Em: A Educação Pela Noite
e Outros Ensaios. São Paulo: Ática, 1987.
4 Sérgio Miceli, Intelectuais e Classe Dirigente no Brasil (1920-1945). São Paulo: Difel,
1979.
5 Alceu Amoroso Lima, "A Reação Espiritualista". Em: Afrânio Coutinho (org.),
Literatura no Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986, v. IV, 3. ed., revista e
atualizada.
*
"Guimarães Rosa"
Autor: Walnice Nogueira Galvão
Editora: Publifolha
Páginas: 80
Quanto: R$ 17,90
Em meados do século 19, um número considerável de brasileiros adotou sobrenomes indígenas como forma de reforçar a identidade nacional e marcar diferença em relação aos europeus. Nesse cenário, explica Walnice Nogueira Galvão, professora livre-docente de literatura na USP, surgiu o movimento literário do regionalismo.
Pelo menos duas gerações de escritores brasileiros se dedicaram a fazer "o mapeamento da paisagem e das condições sociais do sertão" e "o inventário dos tipos humanos que se espalhavam pela desconhecida vastidão do país", afirma a professora.
Quase que simultaneamente, surgiu no país uma outra linha literária, que nada tinha de documental nem de engajamento, na qual os escritores, "cada um à sua maneira", diz Walnice Galvão, "voltam as costas ao social e à militância, para embrenhar-se nas entranhas da subjetividade".
A professora da USP explica que "é nesse panorama literário, basicamente bipartido, que Guimarães Rosa vai fazer sua aparição, operando como que uma síntese das características definidoras de ambas as vertentes: algo assim como um regionalismo com introspecção, um espiritualismo em roupagens sertanejas".
1. O LUGAR DE GUIMARÃES ROSA NA LITERATURA BRASILEIRA
REGIONALISMO, REGIONALISMOS
O regionalismo2 foi uma manifestação literária que em parte se opunha ao que ocorria nas matrizes européias, por isso reivindicando a representação da realidade local, e em parte as prolongava, ao aceitar normas que de lá emanavam. Passou por várias metamorfoses, como se verá a seguir.
No início, ao aparecer como nativismo, finca raízes na descrição da especificidade da nova terra, dando ênfase àquilo que lhe é característico, para efeito de propaganda, como o fizeram os cronistas coloniais. Daí uma predominância do pitoresco, que se revela nas enumerações de animais e frutas estranhos, com nomes também estranhos.
O advento do romantismo, coincidindo com a independência política, só viria a acentuar tais traços. Se essa escola redescobre o folclore, pesquisando os contos e cantos do povo na Europa, vinha a calhar para os escritores nacionais a valorização da cultura popular no país. Sua principal personagem seria o índio, escolhido como emblema da nacionalidade para marcar a diferença com relação ao colonizador português. Número considerável de patriotas, nesses meados do século 19, trocou seus patronímicos castiços por nomes indígenas, numa verdadeira moda. Repetindo o movimento habitual, o índio das Américas adquiriu estatura de protagonista antes na França, com Chateaubriand, para só depois se tornar nosso primeiro herói literário, assinalando a modalidade nativa de romantismo, ou seja, o indianismo de José de Alencar e Gonçalves Dias.
O desenvolvimento das letras tendo por foco a Corte, posição que o Rio de Janeiro ocupou como capital do país durante dois séculos, até a transferência para Brasília em 1960, suscitaria reações localistas, tanto no sul quanto no norte do país. Tais reações acusam a literatura da Corte daquilo que hoje chamaríamos etnocentrismo, opinando que o Brasil autêntico fica no interior e não no litoral deslumbrado pela Europa, a quem macaqueia. E reivindicam uma expressão tanto própria quanto autônoma de sua peculiaridade.
Assim nasceu aquilo que se conhece como o primeiro regionalismo, subproduto do romantismo. Foi também chamado de sertanismo, porque trouxe o sertão para dentro da ficção, onde teria longa vida. Manifestando-se entretanto com contornos pouco precisos, pode-se dizer que sua vigência recobre bem meio século, pelo menos desde quando já ia avançado o romantismo, passando pelo naturalismo até atingir o limiar do modernismo.
Nesse amplo guarda-chuva cabem pioneiros como Bernardo Guimarães, Taunay e Franklin Távora. O próprio Alencar, de importância seminal em nossas letras, entre as muitas obras que escreveu procurando realizar sua ambição de cobrir o país no tempo e no espaço, é autor de vários livros regionalistas. Para todos, o interesse central estava no pitoresco, na cor local, nos tipos humanos das diferentes regiões e províncias.
Anos depois surgiria um segundo regionalismo, sob o influxo do naturalismo, em reação ao romantismo, rejeitando vários de seus achados e propondo outras sondagens. Destacam-se Inglês de Sousa, Oliveira Paiva, Rodolfo Teófilo, Afonso Arinos, Domingos Olímpio. A reação contra o romantismo precedente implicou em busca de descrição desapaixonada dos fatos, preocupação com os determinismos e com a ciência, frio diagnóstico, pessimismo e fatalismo. Generalização entretanto injusta para com alguns livros que, ao alcançar um nível mais alto de elaboração literária, escapam parcialmente ao bitolamento naturalista, como Dona Guidinha do Poço, de Oliveira Paiva, e Pelo Sertão, de Afonso Arinos.
Pode-se ainda afiliar a esse segundo regionalismo de recorte naturalista alguns tardios, já pré-modernistas, sobretudo paulistas, focalizando a cultura caipira, como Monteiro Lobato e Valdomiro Silveira. Contemporâneo deles é um gaúcho dedicado às histórias e às figuras de seus pagos, Simões Lopes Neto. A relevância de sua reduzida obra, embora com resultado diverso, é algo que partilha com Valdomiro Silveira, e reside prioritariamente na criação de uma "fala" própria em primeira pessoa e em sua atenção à mimese da oralidade.
A essa altura, entre a primeira e a segunda leva regionalista, já estavam completados, e foi tarefa levada a cabo com empenho e escrúpulo por pelo menos duas gerações de escritores, tanto o mapeamento da paisagem e das condições sociais, quanto o inventário dos tipos humanos que se espalhavam pela desconhecida vastidão do país: o caipira, o bandido, o jagunço, o caboclo, o cangaceiro, o vaqueiro, o beato, o tropeiro, o capanga, o garimpeiro, o retirante.
Não se pode minimizar na seqüência dos regionalismos o impacto da publicação de Os Sertões, de Euclides da Cunha, em 1902. Certamente filiado aos padrões estéticos do naturalismo, embora matizado de parnasianismo e até de romantismo, sua sombra pairou sobre a literatura brasileira com uma intensidade que excedeu de muito a seu tempo.
No entanto, o filão regionalista mostrava-se tão rico que ainda não se esgotara e voltaria com forças renovadas após o modernismo dos anos 20. Este, no seu afã de desprovincianizar-se e alçar-se ao patamar das vanguardas européias, apesar de todo o seu nacionalismo torcera o nariz para o regionalismo e o decretara de má qualidade estética, bem como inteiramente equivocado quanto aos propósitos de dar a conhecer o Brasil. O melhor exemplo é Macunaíma (1928), de Mário de Andrade, teórico e principal artista da escola, que esboça o panorama do Brasil em sua totalidade mas deliberadamente confunde as diferentes regiões e aquilo que as caracteriza, praticando o que chamava de "desgeograficação".
O REGIONALISMO DE 30 E O ROMANCE SOCIAL NORTE-AMERICANO
Se para o primeiro regionalismo a inspiração tinha provindo do romantismo e para o segundo do naturalismo, o terceiro, que se tornaria conhecido como "regionalismo de 30", 3 beberia em outras fontes.
No período entre as duas guerras mundiais, de 1918 a 1939, viveu-se intensa polarização política. Solicitados por crises sociais sem precedentes, ainda em pleno rescaldo daquela que foi a primeira guerra total, envolvendo o planeta por inteiro numa globalização armada até então inédita - e às voltas com uma escalada de conflitos que prenunciava a próxima guerra, mais cruel ainda -, intelectuais e artistas no mundo todo, bem como no Brasil, se arregimentavam à direita ou à esquerda. De preferência, à esquerda. Um período que assistiu à ascensão dos totalitarismos por toda parte - fascismo na Itália, Espanha e Portugal, nazismo na Alemanha, peronismo na Argentina, ditadura e Estado Novo de Getúlio Vargas no Brasil, para não falar no integralismo de Plínio Salgado - só podia mesmo convocar os intelectuais a uma maior participação na luta contra os regimes de exceção.
Como não podia deixar de ser, essa arregimentação deixou marcas nas artes e na literatura um pouco por toda parte. Uma das realizações mais interessantes dela, à esquerda, foi o romance social norte-americano.
Nas décadas de 20 e 30, exatamente nesse período entre guerras que estamos recortando, surge com pujança uma novidade literária, constituindo uma espécie de neonaturalismo em seu empenho de denúncia da injustiça, da iniqüidade, do preconceito sob todas as suas formas - de classe, de raça etc. Em sua preocupação social, seu mestre é o francês Émile Zola (1840-1902), principal ficcionista do naturalismo, com vasta obra que traça o painel dos males da sociedade francesa da belle époque. Com berço nos Estados Unidos, teve como pano de fundo a Grande Depressão, cujo pináculo foi o craque da Bolsa de Valores de Nova York em 1929. A crise só viria a ser estancada pela prosperidade trazida pelos investimentos industriais em armamentos e outros equipamentos bélicos, já preparando a Segunda Guerra Mundial. Os principais nomes da nova tendência são Theodore Dreiser, Upton Sinclair, Sherwood Anderson, Michael Gold, Erskine Caldwell, John Steinbeck, Sinclair Lewis, John dos Passos. E ela acabará atingindo pelo menos os inícios do jovem Hemingway, também ele jornalista, também de esquerda, também crítico da sociedade americana. Embora seja injusto deixar de lado o maior deles, William Faulkner, com o qual acontece o que sempre acontece com os muito grandes: não cabe muito bem nessa nem em qualquer classificação.
Os três primeiros surgiram ainda antes do período acima definido. Destacam-se como pioneiros, todos eles socialistas e acusadores impiedosos da sociedade norte-americana, principalmente pelo culto ao dinheiro acima de tudo, com seu poder de corrupção e degradação moral. Aliás, um bom número desses escritores neonaturalistas era jornalista de profissão e socialista por convicção. Como se pode verificar no que escreveram, a busca de uma prosa desataviada, bem próxima da escrita para periódico, caracteriza a todos eles - novamente, exceto Faulkner.
Hoje em dia não dá para imaginar a influência que exerceram, entre nós, em toda a América Latina e na Europa. E, principalmente, a escala em que eram lidos, pois se tornaram best-sellers em seu próprio país e pelo mundo afora. No Brasil foram muito divulgados por várias editoras, destacando-se entre elas a Globo, de Porto Alegre, que os publicou a todos.
Como vimos, os autores do romance social norte-americano são de esquerda e, se não revolucionários, ao menos reformistas. Praticando uma literatura empenhada, tiveram enorme divulgação e repercussão em seu tempo, em seu próprio país e além fronteiras, inclusive na exigente Europa. Faziam uma literatura mais fácil de ler do que aquela das vanguardas (por exemplo, James Joyce), nisso já pressagiando a indústria cultural. Esta optaria sempre em favor do mais fácil, do simplificado, relegando a alta literatura - aquela cuja forma é esteticamente informativa - a um pequeno círculo de leitores sofisticados, cada vez mais exíguos. Sintonizavam com pelo menos parte do público à época, na tomada de consciência quanto à miséria. Reivindicavam reformas que minorassem os sofrimentos dos pobres e oprimidos. Acusavam os ricos e poderosos das condições iníquas da sociedade. Mostravam-se mais despreocupados com a forma e mais preocupados com os conteúdos.
O impacto que causaram pode ser medido pelo número de prêmios Nobel que conquistaram. Sinclair Lewis (1930) foi o primeiro norte-americano a ser agraciado com esse galardão, que depois coube a Faulkner (1949), Hemingway (1954), Steinbeck (1962). Com os quais, se juntarmos em registro parcialmente diferente e para cima o notável dramaturgo Eugene O'Neill (1936) e em plano inteiramente diferente e para baixo a romancista popular Pearl S. Buck (1938), teremos uma boa avaliação do peso das letras dessa nacionalidade no período. Depois dessa constelação, a premiação americana minguará outra vez.
Foi a primeira vez que a cultura norte-americana suplantou a européia em nosso país. E nunca mais a Europa retomaria sua ascendência perdida.
Quanto aos nossos autores, hoje é quase dispensável apresentá-los, tal a hegemonia exercida durante longo tempo pelo regionalismo de 30, desde que se tornou a vertente dominante na prosa brasileira. O afã ao mesmo tempo cosmopolita e nacionalista do modernismo, que afinal se encenara todo no eixo São Paulo - Rio, somado a sua altíssima qualidade estética, fora incapaz de impedir um novo surto regionalista. Ao contrário do modernismo, que privilegiava a poesia, a voga em ascensão investe tudo no romance, gênero certamente mais popular, mais impermeável a vanguardismos e menos requintado. Com instrumentos mais aguçados que os regionalismos anteriores, tinha todo o ar, devido a sua simultaneidade, impressionante volume e ineditismo, de ser propriamente uma escola, e vinda dos estados do Nordeste. 4
Historiadores e críticos são concordes em considerar como marco inaugural A Bagaceira (1928), de José Américo de Almeida, da Paraíba. Ali já se notam certas coordenadas que se farão recorrentes, desde o entrecho que expõe um drama humano local, até a presença de coronéis, de retirantes, da seca, da paisagem característica e das relações sociais. Em rápida seqüência, estrearão e dominará com seus romances a cena literária por vários decênios, com apogeu nos anos 30 e 40, Rachel de Queiroz, do Ceará, José Lins do Rego, da Paraíba, Graciliano Ramos, de Alagoas, e Jorge Amado, da Bahia, afora uma verdadeira plêiade de autores menores.
Seria injusto, por não ser nordestino e pouco ter de rural, ao contrário erigindo romance após romance um painel da pequena burguesia urbana gaúcha, bem como uma saga da colonização do extremo sul arrancando do campo, deixar de citar Érico Veríssimo.
O fato é que essa safra de ficção ao rés-do-chão, aspirando ao documentário, constituiu um cânone ainda vigente em nossos dias, impondo a norma à literatura brasileira, impedindo por longos períodos que houvesse percepção estética de autores que não atuassem dentro de seus ditames.
E, porque coincidiu com a formação de um mercado editorial e de um público leitor, também explica em parte a persistência das ramificações do naturalismo como principal programa estético-literário entre nós.
A OUTRA FACE DA MOEDA: A "REAÇÃO ESPIRITUALISTA" 5
Entretanto, nem tudo era regionalismo no panorama literário brasileiro. Uma outra linha, certamente recessiva e abafada pelo estrondoso sucesso, inclusive de vendas, dos regionalistas, tenazmente produzia, mesmo que com menos estardalhaço. E viria, há seu tempo, a gestar pelo menos um escritor extraordinário na pessoa de Clarice Lispector, embora essa gestação implicasse num salto qualitativo e numa espécie de superação tanto da negligência com o burilamento formal quanto da fragilidade de estruturação.
Nessa outra face da moeda, o documento a que aspirava ao romance regionalista passa longe. Nada de documental nem de engajamento, tampouco. Esses escritores, cada um à sua maneira, voltam às costas ao social e à militância, para embrenhar-se nas entranhas da subjetividade.
Muito interessante é que suas afinidades eletivas provenham de outras paragens que não aquelas para as quais se voltava o romance regionalista: da França, sobretudo. A grande sombra fecundante que paira sobre a ficção introspectiva é o romance católico francês de entre guerras, prolongando-se pelos anos 40 e 50. Lidas, relidas, assimiladas e depuradas são as obras de romancistas como Georges Bernanos, François Mauriac, Julien Green, e a doutrinação de Jacques Maritain. Esse romance quase nunca é rural nem propriamente urbano, porém de matéria provinciana ou interiorana, de pequenas cidades; ou, mesmo quando rural, a discussão se entabula no plano dos problemas urbanos.
Compraz-se na decadência e na degradação moral de fim de raça. Comparecem incestos, aleijões psíquicos resultantes de endogamia e consangüinidade, patriarcalismo incontrastado com opressão de filhos e mulheres, estados mórbidos, crimes, taras e perversões, mostrando-se afim ao naturalismo.
Os romances dos discípulos desses autores, além de reivindicarem com ênfase uma espiritualidade que supunham perdida ou pelo menos extraviada no panorama artístico nacional, apregoavam o Mistério, assim com letra maiúscula. Suspensos entre o pecado e a graça, escrevendo à borda do inefável, sustentando que os problemas materiais - miséria, injustiça, opressão - nada significam quando comparados à salvação ou perdição da alma, esses escritores e seus escritos operam por dentro de uma introspecção levada ao limite.
Tudo se passa como se quisessem perquirir uma imensa problemática espiritual, encenando-se no íntimo de cada um, enquanto recuperavam a dimensão da subjetividade - mas uma subjetividade bem singular, vivendo o drama católico.
Em suas obras vamos nos deparar com os embates entre o Bem e o Mal, a escuridão da alma, a obsessão com a transcendência, o senso do enigma latente na existência, a onipresença do pecado em meio à demanda desesperada da perfeição, confrontada com a abolição dos limites. De um lado, o confinamento na problemática cristã resulta no ensimesmamento trazido por uma busca incansável do sobrenatural.
De outro, desemboca na angústia da cisão entre o apelo místico e o aprisionamento na vileza da carne. Tudo isso num clima de pesadelo, facultando os vários rótulos atribuídos a essa linha literária, como os de romance de atmosfera, ou intimista, ou introspectivo, ou de sondagem interior.
Seja como for, certamente encarna com vigor uma reação contra a particularização do regionalismo: esse romance é universalizante. Por isso, seus autores manifestam horror à cor local, ao pitoresco, à exuberância dos trópicos, ao típico, à imanência de um mundo sem Deus. Nisso, dessolidarizam-se dos regionalistas de 30 no que estes têm de ateus ou agnósticos, abstendo-se de tocar em assunto religioso, a não ser para zombar abertamente do caráter interesseiro do clero e da beatice dos fiéis, denunciando a cumplicidade da hierarquia da Igreja com os opressores.
É de se notar que, enquanto o modernismo se dá como um fenômeno primordialmente paulista, passando-se em São Paulo entre escritores paulistas, e o regionalismo de 30 é coisa de nordestinos, como vimos, já essa outra face da moeda do romance de entre guerras tem seu chão no Rio de Janeiro, seja entre os nascidos ali mesmo, como Octavio de Faria, ou perto, como Cornélio Pena em Petrópolis, migrados de Minas, como Lúcio Cardoso, ou da Bahia, como Adonias Filho.
Na capital do país, aproximam-se todos do grupo católico liderado por Tristão de Athayde, pseudônimo do influente crítico e teórico Alceu Amoroso Lima, que organizou o ideário e escreveu sobre o romance espiritualista, e pelo pensador católico Jackson de Figueiredo, criador, em 1922 - anos da Semana de Arte Moderna e da fundação do Partido Comunista -, do Centro Dom Vital, no Rio, de reavivamento católico.
Quando Jackson de Figueiredo morre em 1928, Tristão de Athayde coincidentemente se converte e assume a direção daquele Centro. Todos gravitavam na órbita da revista católica A Ordem. Esse caldo de cultura, muito influente à época, também produziu, além dos romancistas, importante poesia e ensaio. Os citados são apenas os autores de maior renome, havendo um número respeitável de escritores à época que se pautavam pelo mesmo ideário.
Em doses diversas, e variando conforme a personalidade artística de cada um percebe-se, todavia elementos comuns na obra de todos eles. Uma certa vivência exasperada da derrocada, meditação torturante da subjetividade, preocupação com a fatalidade, religiosidade assumida ou negada que eclode em obsessão com o pecado, uma busca da transcendência e até do sobrenatural na ficção.
A reação espiritualista no romance, a exemplo do regionalismo, tampouco se desprende de todo do naturalismo, no fatalismo com que abre espaço às forças atávicas e hereditárias, aos instintos, à irracionalidade. Contribuem para esse efeito à escavação introspectiva e o aprofundamento de certas técnicas literárias típicas do século 20, como o monólogo interior, o fluxo da consciência, e tudo o que desagregasse o discurso, que assim pretendia ser fiel e colado ao que se postulava como o verdadeiro funcionamento da psique.
Nem sempre é fácil distinguir com clareza uma e outra face da moeda, havendo de permeio um território de transição que muitos autores perlongaram, e em que alguns perderam o rumo. E, se Lúcio Cardoso começou pelo regionalismo, com Maleita, também Caetés e ainda mais Angústia, de Graciliano Ramos, assim como parte da obra de José Lins do Rego, por exemplo, têm um inegável ar de parentesco com esse romance de atmosfera e de indagação interior. E bem mais se pensarmos na busca de uma transcendência sem Deus.
É nesse panorama literário, basicamente bipartido, que Guimarães Rosa vai fazer sua aparição, operando como que uma síntese das características definidoras de ambas as vertentes: algo assim como um regionalismo com introspecção, um espiritualismo em roupagens sertanejas.
2 Antonio Candido, Formação da Literatura Brasileira. São Paulo: Martins, 1959. José
Aderaldo Castello, A Literatura Brasileira. São Paulo: Edusp, 1999. Lígia Chiappini
Moraes Leite, "Velha Praga? Regionalismo Literário Brasileiro". Em: Ana Pizarro
(org.), América Latina - Palavra, Literatura, Cultura. Campinas: Unicamp, 1994, v. II.
3 Antonio Candido, "A Revolução de 1930 e a Cultura". Em: A Educação Pela Noite
e Outros Ensaios. São Paulo: Ática, 1987.
4 Sérgio Miceli, Intelectuais e Classe Dirigente no Brasil (1920-1945). São Paulo: Difel,
1979.
5 Alceu Amoroso Lima, "A Reação Espiritualista". Em: Afrânio Coutinho (org.),
Literatura no Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1986, v. IV, 3. ed., revista e
atualizada.
*
"Guimarães Rosa"
Autor: Walnice Nogueira Galvão
Editora: Publifolha
Páginas: 80
Quanto: R$ 17,90
sexta-feira, 27 de junho de 2008
50 anos da conquista da primeira Copa do Mundo pelo Brasil
Como sabes todo bom brasileiro tem um pouco de técnico de futebol, é paixão nacional. Não importa o que temos de importante vamos para frente da TV assistir a seleção canarinho brilhar em campos europeus ou asiáticos. Mulheres que pouco entende dão seus palpites de jogadas equivocadas de qualquer dos lados. Crianças largam os brinquedos e de pedir coisas para a mãe sabendo que não serão atendidos neste momento tão solene e respeito pelos nossos compatriotas longe de casa disputando a Copa do Mundo. Cada jogador empresta sua chuteira em suas jogadas fenomenais para cada um de nós simples torcedor que vestimos a camisa canarinho sinalizando que estamos ao seu lado disputando cada centímetro do campo e jogada para não sofremos contra ataques fulminantes em velocidade determinada em direção a nossa meta.
A festa já esta rolando. Os homens já providenciaram o churrasco e cervejas e a famosa batida de vários sabores, como limão, maracujá, côco, e outros sabores. A participação é total em nossa casa com os amigos. A emoção é muito forte de acordo com as jogadas chegando arrancar lagrimas de nós simples mortais de carne e osso. Os que lá estão são os deuses e venerado por toda nossa população. É o Brasil em dia de festa.
Por falar em festa estamos comemorando 50 anos da primeira conquista da Copa do Mundo de 1958.
Veja o editorial de hoje abaixo.
Abraços do amigo emocionado em falar desta terra maravilhosa. Deste lado do Atlântico Sul.
Walter.
De vira-latas a heróis em seis inesquecíveis partidas de futebol
Na semana em que se comemoram os 50 anos da conquista da primeira Copa do Mundo pelo Brasil, não poderia haver programa mais apropriado do que assistir ao documentário do jornalista e (agora) cineasta José Carlos Asbeg. Mesmo não sendo um fã ardoroso do esporte, fiz questão de marcar presença (numa sessão com pouco público, diga-se de passagem): eu não seria louco de perder um filme que tem no elenco artistas como Garrincha, Didi, Pelé e Vavá (só para citar alguns) e que celebra o nascimento do futebol-arte, filho daquela que é considerada, quase unanimemente, a melhor seleção brasileira de todos os tempos.
"1958..." mostra como foi desatado o nó-na-garganta dos torcedores e jogadores daquela época. Depois de estar presente nas duas finais mundiais anteriores e sair como vice, o Brasil partia para a Suécia desacreditado, desconfiado, temeroso. Era o complexo de vira-latas, definido por Nelson Rodrigues como o sentimento de inferioridade que tomava conta do brasileiro quando entrava em contato com a força e a cultura dos países desenvolvidos. A expectativa era de que, mais uma vez, a seleção fosse amarelar na hora de decidir. O que se viu, no entanto, foi um time valente e criativo, com uma vontade ferrenha de trazer para casa o título inédito de melhor do mundo.
E aquele ano mostrava-se bem significativo: Juscelino Kubitschek era o presidente do crescimento e do progresso; a Brasília de Niemeyer e Lúcio Costa estava em construção; a música brasileira transformava-se com a cadência suave da Bossa Nova; e as bases do Cinema Novo - que ganharia o mundo em pouco tempo - já agitavam as idéias dos nossos cineastas. Tudo apontava para a verdadeira descoberta do Brasil. Mas seriam os pés dos brasileiros - com sua magia ao tocar uma bola - os primeiros a revelar aos quatro cantos a existência de uma grande nação verde-amarela ao sul do Equador.
Para falar do que significou erguer a Taça Jules Rimet em 29 de junho de 1958, o filme começa com as imagens da conquista (atenção para a abertura, com a câmera passeando por um painel cheio de autógrafos e recortes de jornais, que exaltam o baile que os jogadores-artistas deram nos seus adversários). Depois, recua no tempo, voltando a 1950, quando o Uruguai derrotou a seleção brasileira em pleno Maracanã, libertando o fantasma que assustaria o Brasil pelos próximos oito anos. Narrando toda a história, do descrédito ao triunfo, estão os protagonistas do espetáculo (claro!). São os depoimentos de Nilton Santos, Dino Sani, Mazzola, Zagallo, Zito, Moacir e Djalma Santos, entre outros, que conduzem o filme de Asbeg, ao som de uma trilha eclética que mistura valsa de Strauss com marchinha brasileira e pontua os muitos sentimentos provocados pelas lembranças emocionantes que vão surgindo ao longo dos seus 90 minutos de duração. E por falar em emoção, a cena em slow motion da caminhada do 'príncipe' Didi, do fundo de rede até o centro do gramado, com a bola debaixo do braço, após a Suécia ter inaugurado o marcador em Estocolmo, é espetacular: sua atitude serena consegue traduzir perfeitamente o peso da responsabilidade e a busca do equilíbrio que faria o time virar o placar.
Não bastassem todos os detalhes descritos por quem participou ativamente do enredo daquele mundial, o diretor (como bom jornalista) quis ouvir a versão dos derrotados e viajou para o exterior a fim de entrevistar jogadores de todos os times que o Brasil enfrentara: Áustria, Inglaterra, União Soviética, País de Gales, França e Suécia. E se você pensa que os depoimentos foram só ovação, está enganado. Há a queixa de um francês sobre o lance que tirou o zagueiro Robert Jonquet do jogo pela semifinal e deixou a França com um jogador a menos, uma vez que a substituição não era permitida. Outro bom momento - e, dessa vez, engraçado - é quando um jogador soviético conta sua reação após a derrota por 2x0: arremessou a chuteira contra o armário do vestuário, dizendo "Não jogo mais. O que jogamos não é futebol. Futebol é o que eles jogam". Isso tudo por causa dos dribles desconcertantes do genial Mané Garrincha, que ignorou a marcação dos russos e executou jogadas brilhantes que entraram para os anais do futebol e não saem da memória de quem as viu (ou está vendo agora).
Revezando imagens das partidas e dos entrevistados (também foram ouvidos jornalistas e dirigentes de então), Asbeg constrói um filme didático, em que o público acompanha os detalhes de cada jogo, na sequência em que eles aconteceram mesmo. E isso não é defeito - que fique claro - pois até ajuda o cinéfilo que não é apaixonado por futebol a compreender a grandiosidade do que ocorreu naquela copa do mundo. Na verdade, bem mais do que recuperar uma história de chutes e gols, "1958..." conta uma epopéia de transformações. Afinal, não se pode esquecer que aqueles craques partiram do Brasil como "vira-latas" e regressaram como heróis.
Em tempo: muito tem-se falado sobre a ausência de depoimentos de Pelé no longa de estréia de José Carlos Asbeg. Se a questão foi de agenda ou de cachê, não importa. As imagens do garoto de 17 anos demonstram muito bem o talento que o mundo passaria a conferir e idolatrar a partir dali. E falam por si.
1958 - O ANO EM QUE O MUNDO DESCOBRIU O BRASIL (2008)
Direção: José Carlos Asbeg
Edição: Arthur Frazão
Música: Paulo Baiano
A festa já esta rolando. Os homens já providenciaram o churrasco e cervejas e a famosa batida de vários sabores, como limão, maracujá, côco, e outros sabores. A participação é total em nossa casa com os amigos. A emoção é muito forte de acordo com as jogadas chegando arrancar lagrimas de nós simples mortais de carne e osso. Os que lá estão são os deuses e venerado por toda nossa população. É o Brasil em dia de festa.
Por falar em festa estamos comemorando 50 anos da primeira conquista da Copa do Mundo de 1958.
Veja o editorial de hoje abaixo.
Abraços do amigo emocionado em falar desta terra maravilhosa. Deste lado do Atlântico Sul.
Walter.
De vira-latas a heróis em seis inesquecíveis partidas de futebol
Na semana em que se comemoram os 50 anos da conquista da primeira Copa do Mundo pelo Brasil, não poderia haver programa mais apropriado do que assistir ao documentário do jornalista e (agora) cineasta José Carlos Asbeg. Mesmo não sendo um fã ardoroso do esporte, fiz questão de marcar presença (numa sessão com pouco público, diga-se de passagem): eu não seria louco de perder um filme que tem no elenco artistas como Garrincha, Didi, Pelé e Vavá (só para citar alguns) e que celebra o nascimento do futebol-arte, filho daquela que é considerada, quase unanimemente, a melhor seleção brasileira de todos os tempos.
"1958..." mostra como foi desatado o nó-na-garganta dos torcedores e jogadores daquela época. Depois de estar presente nas duas finais mundiais anteriores e sair como vice, o Brasil partia para a Suécia desacreditado, desconfiado, temeroso. Era o complexo de vira-latas, definido por Nelson Rodrigues como o sentimento de inferioridade que tomava conta do brasileiro quando entrava em contato com a força e a cultura dos países desenvolvidos. A expectativa era de que, mais uma vez, a seleção fosse amarelar na hora de decidir. O que se viu, no entanto, foi um time valente e criativo, com uma vontade ferrenha de trazer para casa o título inédito de melhor do mundo.
E aquele ano mostrava-se bem significativo: Juscelino Kubitschek era o presidente do crescimento e do progresso; a Brasília de Niemeyer e Lúcio Costa estava em construção; a música brasileira transformava-se com a cadência suave da Bossa Nova; e as bases do Cinema Novo - que ganharia o mundo em pouco tempo - já agitavam as idéias dos nossos cineastas. Tudo apontava para a verdadeira descoberta do Brasil. Mas seriam os pés dos brasileiros - com sua magia ao tocar uma bola - os primeiros a revelar aos quatro cantos a existência de uma grande nação verde-amarela ao sul do Equador.
Para falar do que significou erguer a Taça Jules Rimet em 29 de junho de 1958, o filme começa com as imagens da conquista (atenção para a abertura, com a câmera passeando por um painel cheio de autógrafos e recortes de jornais, que exaltam o baile que os jogadores-artistas deram nos seus adversários). Depois, recua no tempo, voltando a 1950, quando o Uruguai derrotou a seleção brasileira em pleno Maracanã, libertando o fantasma que assustaria o Brasil pelos próximos oito anos. Narrando toda a história, do descrédito ao triunfo, estão os protagonistas do espetáculo (claro!). São os depoimentos de Nilton Santos, Dino Sani, Mazzola, Zagallo, Zito, Moacir e Djalma Santos, entre outros, que conduzem o filme de Asbeg, ao som de uma trilha eclética que mistura valsa de Strauss com marchinha brasileira e pontua os muitos sentimentos provocados pelas lembranças emocionantes que vão surgindo ao longo dos seus 90 minutos de duração. E por falar em emoção, a cena em slow motion da caminhada do 'príncipe' Didi, do fundo de rede até o centro do gramado, com a bola debaixo do braço, após a Suécia ter inaugurado o marcador em Estocolmo, é espetacular: sua atitude serena consegue traduzir perfeitamente o peso da responsabilidade e a busca do equilíbrio que faria o time virar o placar.
Não bastassem todos os detalhes descritos por quem participou ativamente do enredo daquele mundial, o diretor (como bom jornalista) quis ouvir a versão dos derrotados e viajou para o exterior a fim de entrevistar jogadores de todos os times que o Brasil enfrentara: Áustria, Inglaterra, União Soviética, País de Gales, França e Suécia. E se você pensa que os depoimentos foram só ovação, está enganado. Há a queixa de um francês sobre o lance que tirou o zagueiro Robert Jonquet do jogo pela semifinal e deixou a França com um jogador a menos, uma vez que a substituição não era permitida. Outro bom momento - e, dessa vez, engraçado - é quando um jogador soviético conta sua reação após a derrota por 2x0: arremessou a chuteira contra o armário do vestuário, dizendo "Não jogo mais. O que jogamos não é futebol. Futebol é o que eles jogam". Isso tudo por causa dos dribles desconcertantes do genial Mané Garrincha, que ignorou a marcação dos russos e executou jogadas brilhantes que entraram para os anais do futebol e não saem da memória de quem as viu (ou está vendo agora).
Revezando imagens das partidas e dos entrevistados (também foram ouvidos jornalistas e dirigentes de então), Asbeg constrói um filme didático, em que o público acompanha os detalhes de cada jogo, na sequência em que eles aconteceram mesmo. E isso não é defeito - que fique claro - pois até ajuda o cinéfilo que não é apaixonado por futebol a compreender a grandiosidade do que ocorreu naquela copa do mundo. Na verdade, bem mais do que recuperar uma história de chutes e gols, "1958..." conta uma epopéia de transformações. Afinal, não se pode esquecer que aqueles craques partiram do Brasil como "vira-latas" e regressaram como heróis.
Em tempo: muito tem-se falado sobre a ausência de depoimentos de Pelé no longa de estréia de José Carlos Asbeg. Se a questão foi de agenda ou de cachê, não importa. As imagens do garoto de 17 anos demonstram muito bem o talento que o mundo passaria a conferir e idolatrar a partir dali. E falam por si.
1958 - O ANO EM QUE O MUNDO DESCOBRIU O BRASIL (2008)
Direção: José Carlos Asbeg
Edição: Arthur Frazão
Música: Paulo Baiano
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ESPORTE
FIÉIS CELEBRAM DIVINO PAI ETERNO NO CENTRO-OESTE DO BRASIL
FIÉIS CELEBRAM DIVINO PAI ETERNO NO CENTRO-OESTE DO BRASIL
Maior festa religiosa da região espera reunir 2 milhões de fiéis
TRINDADE, quinta-feira, 26 de junho de 2008 Esta sexta-feira iniciam as celebrações da maior festa religiosa do centro-oeste do Brasil. Em torno ao Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (18 km de Goiânia, Goiás), devem-se reunir 2 milhões de fiéis.
Serão 10 dias de festividades, sob o tema «Pai Eterno, Esperança e Salvação!». Na programação, constam romarias, missas e outros momentos de oração, além de diferentes shows católicos.
Ao todo, serão realizadas 11 procissões, mais de 100 missas e 46 novenas, além de inúmeras confissões e batizados.
O reitor do Santuário, Pe. Robson de Oliveira, considera que a festividade é um momento de elevar ação de graças à Trindade divina.
«A Santíssima Trindade nos conduz ao mais sublime amor de Deus. É a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e, também, de Maria que está bem no coração dessa Trindade. Por Jesus, nós conhecemos o Pai e por Maria nós somos intercedidos», afirma.
Entre as diversas romarias, há a dos Carros de Boi, que expressa as origens rurais da festa. Os carreiros vêm de longe, acampam pelo caminho, sempre em clima de oração e chegam depois de dias para participar da missa e da bênção.
Também se realiza a tradicional romaria da arquidiocese de Goiânia, em que, durante o percurso, orações e momentos de reflexão serão conduzidos pelo arcebispo, Dom Washington Cruz.
História
A devoção ao Divino Pai Eterno teve início por volta de 1840, com o casal de agricultores Constantino Xavier Maria e Ana Rosa de Oliveira.
Constantino, um homem muito religioso, assim como sua esposa, começou a trabalhar na terra para plantação.
Certo dia, enquanto lidavam no campo, encontrou sob a terra um medalhão de barro, onde estava representada a Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria.
Constantino e seus familiares começaram a rezar o terço, principalmente aos finais de semana. Numerosos prodígios, graças e milagres começaram a acontecer. A notícia se espalhou e aos poucos outros moradores locais passaram a rezar juntos ao Divino Pai Eterno.
O número de devotos foi crescendo e a casa de Constantino já não comportava tanta gente. Por volta de 1843 foi construída a primeira capela. Hoje, ergue-se no local o Santuário do Divino Pai Eterno, cuja pedra fundamental foi lançada em 1943.
Maior festa religiosa da região espera reunir 2 milhões de fiéis
TRINDADE, quinta-feira, 26 de junho de 2008 Esta sexta-feira iniciam as celebrações da maior festa religiosa do centro-oeste do Brasil. Em torno ao Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (18 km de Goiânia, Goiás), devem-se reunir 2 milhões de fiéis.
Serão 10 dias de festividades, sob o tema «Pai Eterno, Esperança e Salvação!». Na programação, constam romarias, missas e outros momentos de oração, além de diferentes shows católicos.
Ao todo, serão realizadas 11 procissões, mais de 100 missas e 46 novenas, além de inúmeras confissões e batizados.
O reitor do Santuário, Pe. Robson de Oliveira, considera que a festividade é um momento de elevar ação de graças à Trindade divina.
«A Santíssima Trindade nos conduz ao mais sublime amor de Deus. É a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e, também, de Maria que está bem no coração dessa Trindade. Por Jesus, nós conhecemos o Pai e por Maria nós somos intercedidos», afirma.
Entre as diversas romarias, há a dos Carros de Boi, que expressa as origens rurais da festa. Os carreiros vêm de longe, acampam pelo caminho, sempre em clima de oração e chegam depois de dias para participar da missa e da bênção.
Também se realiza a tradicional romaria da arquidiocese de Goiânia, em que, durante o percurso, orações e momentos de reflexão serão conduzidos pelo arcebispo, Dom Washington Cruz.
História
A devoção ao Divino Pai Eterno teve início por volta de 1840, com o casal de agricultores Constantino Xavier Maria e Ana Rosa de Oliveira.
Constantino, um homem muito religioso, assim como sua esposa, começou a trabalhar na terra para plantação.
Certo dia, enquanto lidavam no campo, encontrou sob a terra um medalhão de barro, onde estava representada a Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria.
Constantino e seus familiares começaram a rezar o terço, principalmente aos finais de semana. Numerosos prodígios, graças e milagres começaram a acontecer. A notícia se espalhou e aos poucos outros moradores locais passaram a rezar juntos ao Divino Pai Eterno.
O número de devotos foi crescendo e a casa de Constantino já não comportava tanta gente. Por volta de 1843 foi construída a primeira capela. Hoje, ergue-se no local o Santuário do Divino Pai Eterno, cuja pedra fundamental foi lançada em 1943.
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
Cão doutor
Cão doutor
Os cachorros provam que são amigos em diversas ocasiões. Agora, cientistas da Fundação Pine Street, na Califórnia (EUA) querem mostrar que eles podem também "diagnosticar" câncer em humanos, farejando a doença através da saliva ou da urina da pessoa.
Segundo a pesquisa, três semanas seriam suficientes para tornar o cão um verdadeiro doutor. Ainda de acordo com o estudo, o animal pode detectar, entre amostras do hálito humano, qual é o de um portador de câncer de pulmão ou mama. E isto seria feito precocemente, quando a doença ainda não manifestou sinais claros de que está presente no organismo da pessoa.
A fundação realizou um teste que envolveu 55 pessoas com câncer de pulmão e 31 com câncer de mama. Ao mesmo tempo, foram testadas 83 pessoas sem a doença. Os cães conseguiram acertar entre 88% a 97% dos casos. O maior problema, segundo os pesquisadores, aconteceria quando os cães não conseguem farejar casos positivos de câncer.
O site da Pine Street Foundation disponibiliza mais informações sobre o estudo, que foi publicado em 2006 no periódico médico Integrative Cancer Therapies.
Os cachorros provam que são amigos em diversas ocasiões. Agora, cientistas da Fundação Pine Street, na Califórnia (EUA) querem mostrar que eles podem também "diagnosticar" câncer em humanos, farejando a doença através da saliva ou da urina da pessoa.
Segundo a pesquisa, três semanas seriam suficientes para tornar o cão um verdadeiro doutor. Ainda de acordo com o estudo, o animal pode detectar, entre amostras do hálito humano, qual é o de um portador de câncer de pulmão ou mama. E isto seria feito precocemente, quando a doença ainda não manifestou sinais claros de que está presente no organismo da pessoa.
A fundação realizou um teste que envolveu 55 pessoas com câncer de pulmão e 31 com câncer de mama. Ao mesmo tempo, foram testadas 83 pessoas sem a doença. Os cães conseguiram acertar entre 88% a 97% dos casos. O maior problema, segundo os pesquisadores, aconteceria quando os cães não conseguem farejar casos positivos de câncer.
O site da Pine Street Foundation disponibiliza mais informações sobre o estudo, que foi publicado em 2006 no periódico médico Integrative Cancer Therapies.
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segunda-feira, 23 de junho de 2008
Terapia assistida por Animais
BURROS DE TERAPIA
El uso de animales para terapias es algo relativamente nuevo en nuestro país, pero no así en Estados Unidos, Francia o Alemania, quienes han descubierto sus bondades desde hace mucho tiempo.
Dentro de los “terapeutas” más antiguos se encuentran las mascotas tradicionales (perros y gatos), posteriormente se han incorporado los delfines y los caballos y ya es tiempo de añadir a la lista al burro.
En general, los beneficios que se han observado en el contacto terapéutico con animales son: aumento de la relajación, la aceptación de uno mismo, eliminación de los miedos, olvidar los problemas o no tenerlos presentes de una manera tan angustiosa, vivir mejor y mas puramente el presente, mejorar la atención, observación y concentración, mejorar la comunicación verbal y sobre todo la no verbal, calmar los sentimientos agresivos, aumentar la sensación de sentirse querido y aceptado tal y como se es, adquirir y hace evolucionar la inteligencia emocional y ayudar a superar momentos de gran tensión.
La asinoterapia -terapia con burros- ”es una alternativa terapéutica que se desarrolla en diferentes países desde los años 50. Los estudios demuestran que es beneficiosa en el cuidado y tratamiento de personas con problemas físicos y mentales. Concretamente revelan que el contacto repetitivo con burros mejora el equilibrio, contribuye al desarrollo de los músculos finos y, gracias a la interacción con el animal, se estimula el vocabulario, se reduce la hiperactividad en los niños, la falta de atención, etc.
Consiste en tocar al animal, se hace a través de la exploración de su cuerpo, de estar en contacto con él y sus necesidades (alimentación, cepillado y paseos), en este punto la comunicación directa verbal y no verbal que se establece, las caricias, contemplación y admiración estimulan favorablemente. Los canales auditivos y visuales son importantes, pero el kinestésico (táctil-emocional) es quizá el que mayor impacto terapéutico produce. Se practican ejercicios al lado y arriba del burro, dependiendo de las necesidades de cada persona. Este tipo de programas debe ser completamente individualizado y facilitado por profesionales.
En la experiencia que ha habido se ha dirigido a niños desde los 7 a los 14 años. Los mejores resultados se están obteniendo en situaciones de hiperactividad, nerviosismo, depresión, falta de concentración, timidez excesiva, dificultades de comunicación y/o de expresión emocional, trastornos alimentarios, enfermedades psicosomáticos, fobias, etc…
Los beneficios de la interacción con los animales están más que comprobados, son una fuente inagotable de cariño, compañía y efectos positivos para la salud. La presencia de una mascota en casa y/o el contacto regular con animales relaja, libera tensión y aumenta la autoestima. Además permite desarrollar un nivel de comunicación y entendimiento diferente al habitual, que tiene repercusiones favorables incluso en planos profesionales, como puede ser el trabajo en equipo, empatía, tolerancia, etc…
Por esto y muchas cosas más, consideremos la compañía de nuestras mascotas como un aliado para nuestra salud. Y si se tiene algún problema físico y/o mental, considere la posibilidad de una zooterapia asistida por profesionales, muchas veces el sentir el cariño y compañía de un ser que no exige nada ni cuestiona o presiona, puede ser más útil que muchos frascos de pastillas y demás tratamientos químicos.
PERROS PARA AYUDA DE DISCAPACITADOS
Un ayudante para los discapacitados
Los perros de asistencia fomentan la integración social y laboral de las personas minusválidas ■ Las asociaciones intentan crear una legislación que equipare a estos canes con los que ayudan a los ciegos José D. Rocamora (AEPA)
MADRID- «Raysa no sólo me ha aportado ayuda física, también ha significado una integración social y, lo que es más importante, a través de ella he conseguido una integración laboral». Estas son las palabras de Agustín González, con una discapacidad superior al 65 por ciento, vive en una silla de ruedas. Raysa es la sombra que le acompaña a todas partes, pendiente siempre de prestarle la ayuda que necesita. Lo peculiar es que Raysa es un bulldog: el perro de asistencia de Agustín. Al igual que los perros guía son los ojos de un ciego, los perros de asistencia son un importante apoyo psicológico para los discapacitados, además de una importante ayuda para la inserción social y laboral de estas personas: «Tú vas por la calle con un perro y tienes la capacidad de relacionarte con personas que, de lo contrario, nunca conocerías». Pese a que en países de Estados Unidos y Europa las asociaciones de perros de asistencia ya llevan algunos años funcionando, en España todavía no se han consolidado y siguen sin contar con profesionales con gran experiencia en el adiestramiento de este tipo de perros. Por ello, para fomentar esta labor, Pfi zer, la Fundación Adecco y la Asociación Española de Perros de Asistencia han presentado esta semana un proyecto común que consiste en una dotación económica para la preparación de tres perros de asistencia que serán entregados a personas con discapacidad. Los perros están entrenados para abrir un cajón, acercar objetos, ayudar a quitar la ropa a sus dueños… Acciones cotidianas que para un discapacitado, en ocasiones, se convierten en una auténtica odisea. Belén Fernández, presidenta de AEPA en Madrid, nos cuenta que este adiestramiento se lleva a cabo de manera individualizada para adaptar al animal a las necesidades de cada persona. Uno de los casos que han tenido es el de una mujer con distrofi a muscular que vivía atemorizada por el miedo a quedarse encerrada en su casa. Sólo podía mover el joystick de su silla de ruedas, de ahí la difi cultad para abrir una puerta. AEPA le ofreció un perro de asistencia preparado para abrir y cerrar puertas que no sólo dio tranquilidad a esta ciudadana, sino también, más autonomía. El proceso de adiestramiento de estos perros, que dura alrededor de seis meses, se divide en tres etapas: una primera de socialización, seguida de una fase de obediencia y, finalmente, la enseñanza de habilidades específi cas. «La recompensa al animal es un factor importante en el proceso de aprendizaje. El castigo nunca es Raysa ayuda a Agustín a quitarse la chaqueta Jesús G. Feria favorable puesto, que no ayuda a crear un vínculo de confianza entre la persona y el animal», cuenta Fernández. Cambio de la legislación A diferencia de lo que ocurre con los perros de guía, los perros de asistencia no tienen permitido el acceso a lugares públicos. Sólo en Galicia, País Vasco, la Comunidad Valenciana y Castilla y León hay una legislación que equipara a los perros de asistencia con los perros guía. Belén Fernández explica que, hasta el momento, se solicitan licencias a nivel municipal, pero están trabajando por lograr una legislación nacional. Estos perros son fundamentales para el día a día de los discapacitados. Son algo más que una mascota. Son, sin dudarlo, el mejor amigo del hombre. Están entrenados para abrir un cajón, acercar objetos, abrir la puerta o encender la luz Estos animales sólo tienen el libre acceso a lugares públicos en cuatro comunidades Mía cobija a la pequeña Dana mientras ésta duerme Mía, una hembra de bulldog inglés se sentía muy sóla en casa, porque sus dueños pasaban muchas horas fuera. Por este motivo su dueña, Macarena Carmona, decidió buscarle una amiga, Dana. Cuando la pequeña llegó a casa, Mía se mostró un poco extrañada, pero desde el primer momento se hicieron inseparables. «No se pueden separar ni un segundo», afi rma Macarena. De hecho, la foto la tomó al día siguiente de la llegada de Dana. Aunque son unos animales muy buenos, su dueña reconoce que Mía, de año y medio, es más nerviosa, mientras que Dana, aunque le sigue el juego, al ser todavía un cachorro parece más tranquila. «A Mía no le gusta que Dana coja sus juguetes», confi esa Macarena, sin embargo, cuando Dana ignora los juguetes es Mía la encargada de acercárselos para que juegue. A esta peculiar pareja de canes, no les gusta estar a solas, de hecho más de una vez han detrozado zapatillas e incluso se han comidos «las paredes», y no por falta de calcio. 34 • Sociedad Sábado. 26 de abril de 2008 • LA RAZÓN
FUNDACION DE AYUDA CON PERROS
La Fundación Bocalán del Perro de Ayuda Social surge para dar acogida al proyecto de instrucción del perro de servicio y terapia asistida con animales, donde se encuentran integrados:
- Instructores de perros guía y perros de servicio, miembros de ADI
- Instructores formadores oficiales de la Real Sociedad Canina
- psicólogos, pedagogos y expertos en comunicación
todos ellos con una amplia experiencia en el trato con personas especiales y en el entrenamiento de perros con utilidad para la sociedad. Instructores, psicólogos y terapeutas, trabajan de forma conjunta para no descuidar ninguna de las áreas implicadas en la entrega de un perro de servicio.
Esta fundación tiene como finalidad promover y divulgar actividades sociales con perros, especialmente la formación de perros de asistencia y terapia asistida con animales. Para ello, hemos adquirido el compromiso de formar anualmente 30 perros de asistencia que son cedidos de forma totalmente gratuita a personas con discapacidades que necesiten de sus servicios.
Con esta aportación se pretende facilitar a las personas con discapacidades una herramienta técnica que les permita aumentar su autonomía personal. Según demuestran los estudios realizados por diversos hospitales y asociaciones de discapacitados de todo el mundo, las personas en posesión de un perro de asistencia aumentan su grado de independencia de forma notable ya que este animal es capaz de cubrir las tareas en las cuales el usuario está incapacitado total o parcialmente: abrir puertas, recoger objetos del suelo o de lugares inaccesibles, La Fundación Bocalán del Perro de Ayuda Social surge para dar acogida al proyecto de instrucción del perro de servicio y terapia asistida con animales, donde se encuentran integrados:
- Instructores de perros guía y perros de servicio, miembros de ADI
- Instructores formadores oficiales de la Real Sociedad Canina
- psicólogos, pedagogos y expertos en comunicación
todos ellos con una amplia experiencia en el trato con personas especiales y en el entrenamiento de perros con utilidad para la sociedad. Instructores, psicólogos y terapeutas, trabajan de forma conjunta para no descuidar ninguna de las áreas implicadas en la entrega de un perro de servicio.
Esta fundación tiene como finalidad promover y divulgar actividades sociales con perros, especialmente la formación de perros de asistencia y terapia asistida con animales. Para ello, hemos adquirido el compromiso de formar anualmente 30 perros de asistencia que son cedidos de forma totalmente gratuita a personas con discapacidades que necesiten de sus servicios.
Con esta aportación se pretende facilitar a las personas con discapacidades una herramienta técnica que les permita aumentar su autonomía personal. Según demuestran los estudios realizados por diversos hospitales y asociaciones de discapacitados de todo el mundo, las personas en posesión de un perro de asistencia aumentan su grado de independencia de forma notable ya que este animal es capaz de cubrir las tareas en las cuales el usuario está incapacitado total o parcialmente: abrir puertas, recoger objetos del suelo o de lugares inaccesibles, encender luces, llamar al timbre, arroparles etc.
encender luces, llamar al timbre, arroparles etc.
TERAPIA CON DELFINES
En los últimos años ha crecido el interés por el uso de terapias con animales para personas con algún tipo de discapacidad cognitiva o física.
La delfinoterapia es un tipo de terapia en la que se aprovechan las capacidades de estos animales acuáticos, la inteligencia y su empatía, para tratar a personas con desórdenes físicos y mentales. Aunque está en su etapa más experimental, careciendo todavía del rigor científico que se demanda en cualquier otra terapia médica, en México, Israel, Japón y también de forma creciente en España, existen ya algunas investigaciones con resultados muy esperanzadores sobre los avances que se obtienen en pacientes con síndrome de Down, autismo y parálisis cerebral, entre otras.
De entre todas las criaturas marinas, no hay duda que el delfín es uno de los preferidos tanto por los niños como por los adultos, y se los percibe como unos animales muy próximos y amigables. Pero lo que mucha gente desconoce es que los delfines están siendo utilizados desde hace tiempo como terapeutas, especialmente en los casos de personas con discapacidades psíquicas y sensoriales.
La delfinoterapia se basa en la hipótesis de que las frecuencias sonoras que emite el cetáceo son capaces de estimular el sistema nervioso central produciendo una liberación de sustancias como la endorfina, sobretodo en niños. Este analgésico endógeno genera un estado de relajación y tranquilidad, y esta sensación de bienestar permite al paciente desarrollar con mayor facilidad y eficiencia las terapias. Además, en un ambiente armónico; el agua, la música, el terapeuta y el animal son los elementos principales en el que se apoya.
A principio de los 50, un norteamericano llamado John Lilly descubrió que estos cetáceos pueden ejercer una influencia positiva en los humanos. Lilly, estudioso de la anatomía y sistema neurológico de estos mamíferos, llegó a la conclusión de que están en estado meditativo las 24 horas del día. Estableció un sistema de lenguaje bidireccional basado en los sonidos que emitían, llegando a crear un diccionario electrónico inglés-lenguaje de los delfines que incluía unas 50 palabras. Junto con otros científicos estableció las bases de la terapia que nos ocupa. Esta interrelación entre humanos y delfines es la clave de la delfinoterapia.
El médico británico Horace Dobbs, creador del International Dolphin Watch, mediante grabaciones de las frecuencias sónicas de los delfines, estudió su efecto en un número aleatorio de pacientes. Los primeros análisis en la Unidad de Psicología Clínica del Consejo de Investigaciones Médicas de Cambridge en 1990, fueron esperanzadoras. Un 70% de las personas que escucharon Dolphin Dreamtime, expresaron que las había ayudado a encontrarse mejor.
Actualmente, esta grabación es una inestimable herramienta en el tratamiento de depresiones crónicas en las clínicas psiquiátricas de Gran Bretaña. También se emplea como inducción a la relajación antes y después de intervenciones quirúrgicas y en el alivio del dolor en el parto en el mismo país. Se ha usado, incluso, para reducir la tensión en ambientes carcelarios.
La delfinoterapia incluye, de forma general, dos modalidades de programas que se indican de acuerdo con el tipo de trastorno que sufre el paciente: las terapias regladas, durante un periodo largo de tiempo, y las ocasionales, de unos 15 días de tratamiento. No todos los delfines son aptos para trabajar en programas de terapia. Las hembras adultas suelen ser las más indicadas, ya que los delfines macho tienden a liderar el grupo.
El uso de animales para terapias es algo relativamente nuevo en nuestro país, pero no así en Estados Unidos, Francia o Alemania, quienes han descubierto sus bondades desde hace mucho tiempo.
Dentro de los “terapeutas” más antiguos se encuentran las mascotas tradicionales (perros y gatos), posteriormente se han incorporado los delfines y los caballos y ya es tiempo de añadir a la lista al burro.
En general, los beneficios que se han observado en el contacto terapéutico con animales son: aumento de la relajación, la aceptación de uno mismo, eliminación de los miedos, olvidar los problemas o no tenerlos presentes de una manera tan angustiosa, vivir mejor y mas puramente el presente, mejorar la atención, observación y concentración, mejorar la comunicación verbal y sobre todo la no verbal, calmar los sentimientos agresivos, aumentar la sensación de sentirse querido y aceptado tal y como se es, adquirir y hace evolucionar la inteligencia emocional y ayudar a superar momentos de gran tensión.
La asinoterapia -terapia con burros- ”es una alternativa terapéutica que se desarrolla en diferentes países desde los años 50. Los estudios demuestran que es beneficiosa en el cuidado y tratamiento de personas con problemas físicos y mentales. Concretamente revelan que el contacto repetitivo con burros mejora el equilibrio, contribuye al desarrollo de los músculos finos y, gracias a la interacción con el animal, se estimula el vocabulario, se reduce la hiperactividad en los niños, la falta de atención, etc.
Consiste en tocar al animal, se hace a través de la exploración de su cuerpo, de estar en contacto con él y sus necesidades (alimentación, cepillado y paseos), en este punto la comunicación directa verbal y no verbal que se establece, las caricias, contemplación y admiración estimulan favorablemente. Los canales auditivos y visuales son importantes, pero el kinestésico (táctil-emocional) es quizá el que mayor impacto terapéutico produce. Se practican ejercicios al lado y arriba del burro, dependiendo de las necesidades de cada persona. Este tipo de programas debe ser completamente individualizado y facilitado por profesionales.
En la experiencia que ha habido se ha dirigido a niños desde los 7 a los 14 años. Los mejores resultados se están obteniendo en situaciones de hiperactividad, nerviosismo, depresión, falta de concentración, timidez excesiva, dificultades de comunicación y/o de expresión emocional, trastornos alimentarios, enfermedades psicosomáticos, fobias, etc…
Los beneficios de la interacción con los animales están más que comprobados, son una fuente inagotable de cariño, compañía y efectos positivos para la salud. La presencia de una mascota en casa y/o el contacto regular con animales relaja, libera tensión y aumenta la autoestima. Además permite desarrollar un nivel de comunicación y entendimiento diferente al habitual, que tiene repercusiones favorables incluso en planos profesionales, como puede ser el trabajo en equipo, empatía, tolerancia, etc…
Por esto y muchas cosas más, consideremos la compañía de nuestras mascotas como un aliado para nuestra salud. Y si se tiene algún problema físico y/o mental, considere la posibilidad de una zooterapia asistida por profesionales, muchas veces el sentir el cariño y compañía de un ser que no exige nada ni cuestiona o presiona, puede ser más útil que muchos frascos de pastillas y demás tratamientos químicos.
PERROS PARA AYUDA DE DISCAPACITADOS
Un ayudante para los discapacitados
Los perros de asistencia fomentan la integración social y laboral de las personas minusválidas ■ Las asociaciones intentan crear una legislación que equipare a estos canes con los que ayudan a los ciegos José D. Rocamora (AEPA)
MADRID- «Raysa no sólo me ha aportado ayuda física, también ha significado una integración social y, lo que es más importante, a través de ella he conseguido una integración laboral». Estas son las palabras de Agustín González, con una discapacidad superior al 65 por ciento, vive en una silla de ruedas. Raysa es la sombra que le acompaña a todas partes, pendiente siempre de prestarle la ayuda que necesita. Lo peculiar es que Raysa es un bulldog: el perro de asistencia de Agustín. Al igual que los perros guía son los ojos de un ciego, los perros de asistencia son un importante apoyo psicológico para los discapacitados, además de una importante ayuda para la inserción social y laboral de estas personas: «Tú vas por la calle con un perro y tienes la capacidad de relacionarte con personas que, de lo contrario, nunca conocerías». Pese a que en países de Estados Unidos y Europa las asociaciones de perros de asistencia ya llevan algunos años funcionando, en España todavía no se han consolidado y siguen sin contar con profesionales con gran experiencia en el adiestramiento de este tipo de perros. Por ello, para fomentar esta labor, Pfi zer, la Fundación Adecco y la Asociación Española de Perros de Asistencia han presentado esta semana un proyecto común que consiste en una dotación económica para la preparación de tres perros de asistencia que serán entregados a personas con discapacidad. Los perros están entrenados para abrir un cajón, acercar objetos, ayudar a quitar la ropa a sus dueños… Acciones cotidianas que para un discapacitado, en ocasiones, se convierten en una auténtica odisea. Belén Fernández, presidenta de AEPA en Madrid, nos cuenta que este adiestramiento se lleva a cabo de manera individualizada para adaptar al animal a las necesidades de cada persona. Uno de los casos que han tenido es el de una mujer con distrofi a muscular que vivía atemorizada por el miedo a quedarse encerrada en su casa. Sólo podía mover el joystick de su silla de ruedas, de ahí la difi cultad para abrir una puerta. AEPA le ofreció un perro de asistencia preparado para abrir y cerrar puertas que no sólo dio tranquilidad a esta ciudadana, sino también, más autonomía. El proceso de adiestramiento de estos perros, que dura alrededor de seis meses, se divide en tres etapas: una primera de socialización, seguida de una fase de obediencia y, finalmente, la enseñanza de habilidades específi cas. «La recompensa al animal es un factor importante en el proceso de aprendizaje. El castigo nunca es Raysa ayuda a Agustín a quitarse la chaqueta Jesús G. Feria favorable puesto, que no ayuda a crear un vínculo de confianza entre la persona y el animal», cuenta Fernández. Cambio de la legislación A diferencia de lo que ocurre con los perros de guía, los perros de asistencia no tienen permitido el acceso a lugares públicos. Sólo en Galicia, País Vasco, la Comunidad Valenciana y Castilla y León hay una legislación que equipara a los perros de asistencia con los perros guía. Belén Fernández explica que, hasta el momento, se solicitan licencias a nivel municipal, pero están trabajando por lograr una legislación nacional. Estos perros son fundamentales para el día a día de los discapacitados. Son algo más que una mascota. Son, sin dudarlo, el mejor amigo del hombre. Están entrenados para abrir un cajón, acercar objetos, abrir la puerta o encender la luz Estos animales sólo tienen el libre acceso a lugares públicos en cuatro comunidades Mía cobija a la pequeña Dana mientras ésta duerme Mía, una hembra de bulldog inglés se sentía muy sóla en casa, porque sus dueños pasaban muchas horas fuera. Por este motivo su dueña, Macarena Carmona, decidió buscarle una amiga, Dana. Cuando la pequeña llegó a casa, Mía se mostró un poco extrañada, pero desde el primer momento se hicieron inseparables. «No se pueden separar ni un segundo», afi rma Macarena. De hecho, la foto la tomó al día siguiente de la llegada de Dana. Aunque son unos animales muy buenos, su dueña reconoce que Mía, de año y medio, es más nerviosa, mientras que Dana, aunque le sigue el juego, al ser todavía un cachorro parece más tranquila. «A Mía no le gusta que Dana coja sus juguetes», confi esa Macarena, sin embargo, cuando Dana ignora los juguetes es Mía la encargada de acercárselos para que juegue. A esta peculiar pareja de canes, no les gusta estar a solas, de hecho más de una vez han detrozado zapatillas e incluso se han comidos «las paredes», y no por falta de calcio. 34 • Sociedad Sábado. 26 de abril de 2008 • LA RAZÓN
FUNDACION DE AYUDA CON PERROS
La Fundación Bocalán del Perro de Ayuda Social surge para dar acogida al proyecto de instrucción del perro de servicio y terapia asistida con animales, donde se encuentran integrados:
- Instructores de perros guía y perros de servicio, miembros de ADI
- Instructores formadores oficiales de la Real Sociedad Canina
- psicólogos, pedagogos y expertos en comunicación
todos ellos con una amplia experiencia en el trato con personas especiales y en el entrenamiento de perros con utilidad para la sociedad. Instructores, psicólogos y terapeutas, trabajan de forma conjunta para no descuidar ninguna de las áreas implicadas en la entrega de un perro de servicio.
Esta fundación tiene como finalidad promover y divulgar actividades sociales con perros, especialmente la formación de perros de asistencia y terapia asistida con animales. Para ello, hemos adquirido el compromiso de formar anualmente 30 perros de asistencia que son cedidos de forma totalmente gratuita a personas con discapacidades que necesiten de sus servicios.
Con esta aportación se pretende facilitar a las personas con discapacidades una herramienta técnica que les permita aumentar su autonomía personal. Según demuestran los estudios realizados por diversos hospitales y asociaciones de discapacitados de todo el mundo, las personas en posesión de un perro de asistencia aumentan su grado de independencia de forma notable ya que este animal es capaz de cubrir las tareas en las cuales el usuario está incapacitado total o parcialmente: abrir puertas, recoger objetos del suelo o de lugares inaccesibles, La Fundación Bocalán del Perro de Ayuda Social surge para dar acogida al proyecto de instrucción del perro de servicio y terapia asistida con animales, donde se encuentran integrados:
- Instructores de perros guía y perros de servicio, miembros de ADI
- Instructores formadores oficiales de la Real Sociedad Canina
- psicólogos, pedagogos y expertos en comunicación
todos ellos con una amplia experiencia en el trato con personas especiales y en el entrenamiento de perros con utilidad para la sociedad. Instructores, psicólogos y terapeutas, trabajan de forma conjunta para no descuidar ninguna de las áreas implicadas en la entrega de un perro de servicio.
Esta fundación tiene como finalidad promover y divulgar actividades sociales con perros, especialmente la formación de perros de asistencia y terapia asistida con animales. Para ello, hemos adquirido el compromiso de formar anualmente 30 perros de asistencia que son cedidos de forma totalmente gratuita a personas con discapacidades que necesiten de sus servicios.
Con esta aportación se pretende facilitar a las personas con discapacidades una herramienta técnica que les permita aumentar su autonomía personal. Según demuestran los estudios realizados por diversos hospitales y asociaciones de discapacitados de todo el mundo, las personas en posesión de un perro de asistencia aumentan su grado de independencia de forma notable ya que este animal es capaz de cubrir las tareas en las cuales el usuario está incapacitado total o parcialmente: abrir puertas, recoger objetos del suelo o de lugares inaccesibles, encender luces, llamar al timbre, arroparles etc.
encender luces, llamar al timbre, arroparles etc.
TERAPIA CON DELFINES
En los últimos años ha crecido el interés por el uso de terapias con animales para personas con algún tipo de discapacidad cognitiva o física.
La delfinoterapia es un tipo de terapia en la que se aprovechan las capacidades de estos animales acuáticos, la inteligencia y su empatía, para tratar a personas con desórdenes físicos y mentales. Aunque está en su etapa más experimental, careciendo todavía del rigor científico que se demanda en cualquier otra terapia médica, en México, Israel, Japón y también de forma creciente en España, existen ya algunas investigaciones con resultados muy esperanzadores sobre los avances que se obtienen en pacientes con síndrome de Down, autismo y parálisis cerebral, entre otras.
De entre todas las criaturas marinas, no hay duda que el delfín es uno de los preferidos tanto por los niños como por los adultos, y se los percibe como unos animales muy próximos y amigables. Pero lo que mucha gente desconoce es que los delfines están siendo utilizados desde hace tiempo como terapeutas, especialmente en los casos de personas con discapacidades psíquicas y sensoriales.
La delfinoterapia se basa en la hipótesis de que las frecuencias sonoras que emite el cetáceo son capaces de estimular el sistema nervioso central produciendo una liberación de sustancias como la endorfina, sobretodo en niños. Este analgésico endógeno genera un estado de relajación y tranquilidad, y esta sensación de bienestar permite al paciente desarrollar con mayor facilidad y eficiencia las terapias. Además, en un ambiente armónico; el agua, la música, el terapeuta y el animal son los elementos principales en el que se apoya.
A principio de los 50, un norteamericano llamado John Lilly descubrió que estos cetáceos pueden ejercer una influencia positiva en los humanos. Lilly, estudioso de la anatomía y sistema neurológico de estos mamíferos, llegó a la conclusión de que están en estado meditativo las 24 horas del día. Estableció un sistema de lenguaje bidireccional basado en los sonidos que emitían, llegando a crear un diccionario electrónico inglés-lenguaje de los delfines que incluía unas 50 palabras. Junto con otros científicos estableció las bases de la terapia que nos ocupa. Esta interrelación entre humanos y delfines es la clave de la delfinoterapia.
El médico británico Horace Dobbs, creador del International Dolphin Watch, mediante grabaciones de las frecuencias sónicas de los delfines, estudió su efecto en un número aleatorio de pacientes. Los primeros análisis en la Unidad de Psicología Clínica del Consejo de Investigaciones Médicas de Cambridge en 1990, fueron esperanzadoras. Un 70% de las personas que escucharon Dolphin Dreamtime, expresaron que las había ayudado a encontrarse mejor.
Actualmente, esta grabación es una inestimable herramienta en el tratamiento de depresiones crónicas en las clínicas psiquiátricas de Gran Bretaña. También se emplea como inducción a la relajación antes y después de intervenciones quirúrgicas y en el alivio del dolor en el parto en el mismo país. Se ha usado, incluso, para reducir la tensión en ambientes carcelarios.
La delfinoterapia incluye, de forma general, dos modalidades de programas que se indican de acuerdo con el tipo de trastorno que sufre el paciente: las terapias regladas, durante un periodo largo de tiempo, y las ocasionales, de unos 15 días de tratamiento. No todos los delfines son aptos para trabajar en programas de terapia. Las hembras adultas suelen ser las más indicadas, ya que los delfines macho tienden a liderar el grupo.
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TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS
TERAPIA ASSISTIDA POR Animais = Burros
BURROS DE TERAPIA
El uso de animales para terapias es algo relativamente nuevo en nuestro país, pero no así en Estados Unidos, Francia o Alemania, quienes han descubierto sus bondades desde hace mucho tiempo.
Dentro de los “terapeutas” más antiguos se encuentran las mascotas tradicionales (perros y gatos), posteriormente se han incorporado los delfines y los caballos y ya es tiempo de añadir a la lista al burro.
En general, los beneficios que se han observado en el contacto terapéutico con animales son: aumento de la relajación, la aceptación de uno mismo, eliminación de los miedos, olvidar los problemas o no tenerlos presentes de una manera tan angustiosa, vivir mejor y mas puramente el presente, mejorar la atención, observación y concentración, mejorar la comunicación verbal y sobre todo la no verbal, calmar los sentimientos agresivos, aumentar la sensación de sentirse querido y aceptado tal y como se es, adquirir y hace evolucionar la inteligencia emocional y ayudar a superar momentos de gran tensión.
La asinoterapia -terapia con burros- ”es una alternativa terapéutica que se desarrolla en diferentes países desde los años 50. Los estudios demuestran que es beneficiosa en el cuidado y tratamiento de personas con problemas físicos y mentales. Concretamente revelan que el contacto repetitivo con burros mejora el equilibrio, contribuye al desarrollo de los músculos finos y, gracias a la interacción con el animal, se estimula el vocabulario, se reduce la hiperactividad en los niños, la falta de atención, etc.
Consiste en tocar al animal, se hace a través de la exploración de su cuerpo, de estar en contacto con él y sus necesidades (alimentación, cepillado y paseos), en este punto la comunicación directa verbal y no verbal que se establece, las caricias, contemplación y admiración estimulan favorablemente. Los canales auditivos y visuales son importantes, pero el kinestésico (táctil-emocional) es quizá el que mayor impacto terapéutico produce. Se practican ejercicios al lado y arriba del burro, dependiendo de las necesidades de cada persona. Este tipo de programas debe ser completamente individualizado y facilitado por profesionales.
En la experiencia que ha habido se ha dirigido a niños desde los 7 a los 14 años. Los mejores resultados se están obteniendo en situaciones de hiperactividad, nerviosismo, depresión, falta de concentración, timidez excesiva, dificultades de comunicación y/o de expresión emocional, trastornos alimentarios, enfermedades psicosomáticos, fobias, etc…
Los beneficios de la interacción con los animales están más que comprobados, son una fuente inagotable de cariño, compañía y efectos positivos para la salud. La presencia de una mascota en casa y/o el contacto regular con animales relaja, libera tensión y aumenta la autoestima. Además permite desarrollar un nivel de comunicación y entendimiento diferente al habitual, que tiene repercusiones favorables incluso en planos profesionales, como puede ser el trabajo en equipo, empatía, tolerancia, etc…
Por esto y muchas cosas más, consideremos la compañía de nuestras mascotas como un aliado para nuestra salud. Y si se tiene algún problema físico y/o mental, considere la posibilidad de una zooterapia asistida por profesionales, muchas veces el sentir el cariño y compañía de un ser que no exige nada ni cuestiona o presiona, puede ser más útil que muchos frascos de pastillas y demás tratamientos químicos.
El uso de animales para terapias es algo relativamente nuevo en nuestro país, pero no así en Estados Unidos, Francia o Alemania, quienes han descubierto sus bondades desde hace mucho tiempo.
Dentro de los “terapeutas” más antiguos se encuentran las mascotas tradicionales (perros y gatos), posteriormente se han incorporado los delfines y los caballos y ya es tiempo de añadir a la lista al burro.
En general, los beneficios que se han observado en el contacto terapéutico con animales son: aumento de la relajación, la aceptación de uno mismo, eliminación de los miedos, olvidar los problemas o no tenerlos presentes de una manera tan angustiosa, vivir mejor y mas puramente el presente, mejorar la atención, observación y concentración, mejorar la comunicación verbal y sobre todo la no verbal, calmar los sentimientos agresivos, aumentar la sensación de sentirse querido y aceptado tal y como se es, adquirir y hace evolucionar la inteligencia emocional y ayudar a superar momentos de gran tensión.
La asinoterapia -terapia con burros- ”es una alternativa terapéutica que se desarrolla en diferentes países desde los años 50. Los estudios demuestran que es beneficiosa en el cuidado y tratamiento de personas con problemas físicos y mentales. Concretamente revelan que el contacto repetitivo con burros mejora el equilibrio, contribuye al desarrollo de los músculos finos y, gracias a la interacción con el animal, se estimula el vocabulario, se reduce la hiperactividad en los niños, la falta de atención, etc.
Consiste en tocar al animal, se hace a través de la exploración de su cuerpo, de estar en contacto con él y sus necesidades (alimentación, cepillado y paseos), en este punto la comunicación directa verbal y no verbal que se establece, las caricias, contemplación y admiración estimulan favorablemente. Los canales auditivos y visuales son importantes, pero el kinestésico (táctil-emocional) es quizá el que mayor impacto terapéutico produce. Se practican ejercicios al lado y arriba del burro, dependiendo de las necesidades de cada persona. Este tipo de programas debe ser completamente individualizado y facilitado por profesionales.
En la experiencia que ha habido se ha dirigido a niños desde los 7 a los 14 años. Los mejores resultados se están obteniendo en situaciones de hiperactividad, nerviosismo, depresión, falta de concentración, timidez excesiva, dificultades de comunicación y/o de expresión emocional, trastornos alimentarios, enfermedades psicosomáticos, fobias, etc…
Los beneficios de la interacción con los animales están más que comprobados, son una fuente inagotable de cariño, compañía y efectos positivos para la salud. La presencia de una mascota en casa y/o el contacto regular con animales relaja, libera tensión y aumenta la autoestima. Además permite desarrollar un nivel de comunicación y entendimiento diferente al habitual, que tiene repercusiones favorables incluso en planos profesionales, como puede ser el trabajo en equipo, empatía, tolerancia, etc…
Por esto y muchas cosas más, consideremos la compañía de nuestras mascotas como un aliado para nuestra salud. Y si se tiene algún problema físico y/o mental, considere la posibilidad de una zooterapia asistida por profesionales, muchas veces el sentir el cariño y compañía de un ser que no exige nada ni cuestiona o presiona, puede ser más útil que muchos frascos de pastillas y demás tratamientos químicos.
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TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS
1894: Ressurgimento dos Jogos Olímpicos
1894: Ressurgimento dos Jogos Olímpicos
Em 23 de junho de 1894, foi criado em Paris o Comitê Olímpico Internacional. O aristocrata e historiador francês Pierre de Coubertin pretendia assim reviver as competições esportivas da Antigüidade.
Os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna foram realizados em Atenas, em 1896. A competição havia sido idealizada anos antes, mas foi necessário transpor uma série de obstáculos. O principal mentor da ressurreição dos antigos jogos foi o historiador e aristocrata francês Pierre de Coubertin. Por pensar numa medição de força corporal no estilo da Olimpíada grega, ele era ridicularizado ou, na maioria da vezes, ignorado.
Para o corpo e o espírito
O jovem barão era um patriota profundamente preocupado com a situação de sua "grande nação". Em sua opinião, a França do final do século 19 estava enfraquecida pelas constantes trocas de governo e derrotas militares. Seu objetivo, portanto, era "arrancar os jovens indolentes dos bares e torná-los pessoas de caráter e fisicamente em forma". Ele almejava um equilíbrio entre treino corporal e formação intelectual.
Para concretizar suas idéias, Coubertin criou um Comitê de Propagação dos Exercícios Físicos na Educação. Ele procurou patrocinadores, sob o argumento de que o futuro da França estava em jogo. Para o historiador, o cenário ideal para incentivar o fisiculturismo seria uma competição à moda dos Jogos Olímpicos, que já não eram mais realizados há 1.500 anos.
Longe dos nacionalismos mesquinhos, os povos deveriam participar de uma competição pacífica, como na Grécia antiga. É daí que vem a máxima "o importante é competir", ou seja, o importante é que países que se odeiam, raças que se discriminam, aceitem os mesmos critérios de excelência física, de rivalidade corporal.
Em 1894, 79 representantes de 13 países reuniram-se na Universidade de Sorbonne, em Paris, num congresso internacional convocado por Coubertin. Aparentemente, seria discutida a situação do esporte amador, mas, na verdade, estava em pauta a ressurreição dos Jogos Olímpicos. O barão queria conquistar adeptos para a idéia que tivera dois anos antes, no mesmo local.
Renascimento em Atenas
A 23 de junho de 1894, foi decidido realizar novamente os Jogos Olímpicos, tendo Atenas como sede para sua primeira edição. No mesmo congresso também foram aprovados os princípios básicos da competição e fundado o COI (Comitê Olímpico Internacional).
Dois anos depois, 295 atletas de 13 nações disputaram o jogos na capital grega. Tratava-se de uma mistura de amadores, esportistas de segunda categoria e equipes improvisadas — sem mulheres. Inicialmente, os Jogos Olímpicos da Era Moderna não foram levados a sério pelas entidades esportivas nacionais. Mas os jogos seguintes, em Paris e, sobretudo, em Londres, em 1908, ajudaram a consolidar a competição.
Desvirtuamento dos ideais
O poder do esporte e, principalmente, das Olimpíadas foi logo reconhecido pelos nazistas. Os Jogos de 1936, em Berlim, transformaram-se em instrumento de propaganda. Nos anos seguintes, passaram a ser meio de pressão política. Hoje o espetáculo conserva apenas tênues lembranças da filosofia olímpica original, de confraternização entre os povos.
Em 1896, pensou-se que guerras, conflitos, rivalidades e uso da violência seriam deixados de lado durante as Olimpíadas. Imaginava-se que, durante a competição, reinariam o entendimento, a cooperação, o conhecimento mútuo e a solidariedade.
O mercantilismo, porém, tomou conta dos Jogos Olímpicos, que se tornaram um negócio multimilionário. A publicidade dos acessórios esportivos transformam os atletas em homens-sanduíche, cobertos por anúncios. O marketing associa, descaradamente, o consumo de certos produtos aos Jogos.
O olimpismo era sinônimo de amadorismo, uma espécie de amor pelo esporte. Contudo, o profissionalismo dos competidores virou regra geral. As "fraudes" contra o amadorismo remontam aos tempos da Guerra Fria. No bloco soviético, os atletas eram funcionários do Estado. Do lado norte-americano, o atleta recebia uma bolsa de uma universidade qualquer e também se dedicava integralmente ao esporte.
O idealismo e a pureza que o barão de Coubertin desejava imprimir à competição, no mesmo espírito da Olimpíada grega que, além do caráter competitivo, possuía também um significado religioso, morreu ao longo dos anos.
Em 23 de junho de 1894, foi criado em Paris o Comitê Olímpico Internacional. O aristocrata e historiador francês Pierre de Coubertin pretendia assim reviver as competições esportivas da Antigüidade.
Os primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna foram realizados em Atenas, em 1896. A competição havia sido idealizada anos antes, mas foi necessário transpor uma série de obstáculos. O principal mentor da ressurreição dos antigos jogos foi o historiador e aristocrata francês Pierre de Coubertin. Por pensar numa medição de força corporal no estilo da Olimpíada grega, ele era ridicularizado ou, na maioria da vezes, ignorado.
Para o corpo e o espírito
O jovem barão era um patriota profundamente preocupado com a situação de sua "grande nação". Em sua opinião, a França do final do século 19 estava enfraquecida pelas constantes trocas de governo e derrotas militares. Seu objetivo, portanto, era "arrancar os jovens indolentes dos bares e torná-los pessoas de caráter e fisicamente em forma". Ele almejava um equilíbrio entre treino corporal e formação intelectual.
Para concretizar suas idéias, Coubertin criou um Comitê de Propagação dos Exercícios Físicos na Educação. Ele procurou patrocinadores, sob o argumento de que o futuro da França estava em jogo. Para o historiador, o cenário ideal para incentivar o fisiculturismo seria uma competição à moda dos Jogos Olímpicos, que já não eram mais realizados há 1.500 anos.
Longe dos nacionalismos mesquinhos, os povos deveriam participar de uma competição pacífica, como na Grécia antiga. É daí que vem a máxima "o importante é competir", ou seja, o importante é que países que se odeiam, raças que se discriminam, aceitem os mesmos critérios de excelência física, de rivalidade corporal.
Em 1894, 79 representantes de 13 países reuniram-se na Universidade de Sorbonne, em Paris, num congresso internacional convocado por Coubertin. Aparentemente, seria discutida a situação do esporte amador, mas, na verdade, estava em pauta a ressurreição dos Jogos Olímpicos. O barão queria conquistar adeptos para a idéia que tivera dois anos antes, no mesmo local.
Renascimento em Atenas
A 23 de junho de 1894, foi decidido realizar novamente os Jogos Olímpicos, tendo Atenas como sede para sua primeira edição. No mesmo congresso também foram aprovados os princípios básicos da competição e fundado o COI (Comitê Olímpico Internacional).
Dois anos depois, 295 atletas de 13 nações disputaram o jogos na capital grega. Tratava-se de uma mistura de amadores, esportistas de segunda categoria e equipes improvisadas — sem mulheres. Inicialmente, os Jogos Olímpicos da Era Moderna não foram levados a sério pelas entidades esportivas nacionais. Mas os jogos seguintes, em Paris e, sobretudo, em Londres, em 1908, ajudaram a consolidar a competição.
Desvirtuamento dos ideais
O poder do esporte e, principalmente, das Olimpíadas foi logo reconhecido pelos nazistas. Os Jogos de 1936, em Berlim, transformaram-se em instrumento de propaganda. Nos anos seguintes, passaram a ser meio de pressão política. Hoje o espetáculo conserva apenas tênues lembranças da filosofia olímpica original, de confraternização entre os povos.
Em 1896, pensou-se que guerras, conflitos, rivalidades e uso da violência seriam deixados de lado durante as Olimpíadas. Imaginava-se que, durante a competição, reinariam o entendimento, a cooperação, o conhecimento mútuo e a solidariedade.
O mercantilismo, porém, tomou conta dos Jogos Olímpicos, que se tornaram um negócio multimilionário. A publicidade dos acessórios esportivos transformam os atletas em homens-sanduíche, cobertos por anúncios. O marketing associa, descaradamente, o consumo de certos produtos aos Jogos.
O olimpismo era sinônimo de amadorismo, uma espécie de amor pelo esporte. Contudo, o profissionalismo dos competidores virou regra geral. As "fraudes" contra o amadorismo remontam aos tempos da Guerra Fria. No bloco soviético, os atletas eram funcionários do Estado. Do lado norte-americano, o atleta recebia uma bolsa de uma universidade qualquer e também se dedicava integralmente ao esporte.
O idealismo e a pureza que o barão de Coubertin desejava imprimir à competição, no mesmo espírito da Olimpíada grega que, além do caráter competitivo, possuía também um significado religioso, morreu ao longo dos anos.
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ESPORTE
Universidade Federal do Maranhão realiza Conferência com historiador do Congo
Universidade Federal do Maranhão realiza Conferência com historiador do Congo
SÃO LUIS - A UFMA realiza a Conferência-Debate 'Política Africana Contemporânea e o Lugar dos Intelectuais' com historiador e filósofo natural do Congo, Ernest Wamba dia Wamba, no dia 26 de junho 2008, às 17h, no auditório Rosa Mochel, na Rua do Giz (Praia Grande - São Luís).
A visita ao Brasil visa estimular novas conexões acadêmicas e o debate político e intelectual. Ele é membro consultivo das Nações Unidas para a África Central e é engajado na luta pela paz e democracia.
A conferência vai ser traduzida de francês para português pelo ex-professor do Departamento de Sociologia e Antroologia, Sérgio Ferretti. O evento tem apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (PPGPP), Grupo de Pesquisa Religião e Cultura Popular (GPMINA), Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-MA), Secretaria de Cultura do Maranhão (SECMA), South South Exchage Program for the research on the History of Development (SEPHIS) e Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (CEAO/UFBA).
SÃO LUIS - A UFMA realiza a Conferência-Debate 'Política Africana Contemporânea e o Lugar dos Intelectuais' com historiador e filósofo natural do Congo, Ernest Wamba dia Wamba, no dia 26 de junho 2008, às 17h, no auditório Rosa Mochel, na Rua do Giz (Praia Grande - São Luís).
A visita ao Brasil visa estimular novas conexões acadêmicas e o debate político e intelectual. Ele é membro consultivo das Nações Unidas para a África Central e é engajado na luta pela paz e democracia.
A conferência vai ser traduzida de francês para português pelo ex-professor do Departamento de Sociologia e Antroologia, Sérgio Ferretti. O evento tem apoio do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (PPGPP), Grupo de Pesquisa Religião e Cultura Popular (GPMINA), Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-MA), Secretaria de Cultura do Maranhão (SECMA), South South Exchage Program for the research on the History of Development (SEPHIS) e Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (CEAO/UFBA).
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HISTÓRIA
Livro celebra inovações alemãs
Livro celebra inovações alemãs
O mp3 é o formato utilizado pela Apple no sucesso de vendas iPod
O que têm em comum o formato de arquivo mp3, o creme dental e o filtro de café? Todos são invenções alemãs, assegura uma cartilha lançada pelo governo e a indústria do país.
Que o automóvel – criado por Karl Benz e Gottlieb Daimler em 1886 – e o motor a diesel – idéia de 1890 de Rudolf Diesel – foram inventados por alemães, é sabido de todos. Mas o mp3, o creme dental e o filtro de café? Pois é o que nos lembra a cartilha "Estrelas alemãs – 50 inovações que todos deveriam conhecer", lançada em formato de livro de bolso pela iniciativa Parceiros pela Inovação, criada pelo governo federal e pela indústria com o intuito de estimular a inventividade dos alemães.
O livro lista 50 inovações que o mundo deve aos alemães. O formato de arquivo digital mp3, por exemplo, surgiu nos laboratórios do Instituto Fraunhofer em 1987. A intenção dos pesquisadores não era revolucionar – ou, dependendo do ponto de vista, irritar – a indústria da música, mas apenas melhorar a qualidade de ligações telefônicas.
Já o filtro de café foi patenteado em 1908 por Melitta Benz, a fundadora da empresa que leva seu nome. Para se livrar do gosto de pó no seu cafezinho, ela usou folhas de papel mata-borrão retiradas do caderno escolar de seus filhos e uma panela furada para coar o líquido. Estava criado o príncipio do filtro de café.
Levi Strauss era alemão!
Até aí, tudo bem. Mas a lista final sugere que os responsáveis pela publicação tiveram alguma dificuldade para chegar ao número 50. Senão, como explicar o que faz a Reforma, desencadeada pelas idéias do monge agostiniano Martinho Lutero, entre as "50 inovações que todos deveriam conhecer"? O texto dedicado ao tema é ainda mais sui generis: compara Lutero ao papa Bento 16, um conservador que causa preocupações aos protestantes alemães.
Uma das mais antigas calças Levi's existentes, com mais de cem anosOutra escolha questionável é a de Levi Strauss, o criador da calça jeans. É verdade que ele nasceu na Alemanha, mas trocou sua terra natal ainda adolescente, com a mãe e duas irmãs, pelos Estados Unidos. E sua invenção está intimamente ligada à formação do país americano: a calça jeans surgiu como uma peça suficientemente resistente do vestuário dos mineiros que participavam da corrida do ouro na Califórnia.
Salsicha e ursinho de goma
Algumas escolhas fazem óbvias concessões ao gosto local. Só mesmo um livro editado na Alemanha poderia considerar a salsicha à moda curry, a popular currywurst, como uma "grande idéia de importância mundial", como diz o texto de apresentação do livrinho. E o que dizer dos ultradoces ursinhos de goma da Haribo, que só os alemães conseguem comer?
Já outras inovações parecem ter contado com uma "mãozinha amiga" para entrar no livro. É o caso dos elevadores gêmeos desenvolvidos pela ThyssenKrupp, que, coincidência ou não, é uma das patrocinadoras da obra.
A outra é a Schering, mas ninguém tiraria mesmo os méritos da pílula anticoncepcional de fazer parte da lista. Só fica a dúvida se ela é alemã: a Wikipedia, por exemplo, atribui seu surgimento aos esforços do químico Carl Djerassi (austríaco) e do físico e biólogo Gregory Pincus (americano).
E se os planos da iniciativa Parceiros pela Inovação forem cumpridos à risca e o livro ganhar versão para o inglês com distribuição pelo Instituto Goethe, uma boa briga pode estar a caminho. Os orgulhosos americanos podem não gostar de saber que os alemães andam dizendo que a lâmpada elétrica e o telefone não são invenções de Thomas Edison e de Graham Bell, mas de Heinrich Göbel e de Philipp Reis. Uma pendênga que os brasileiros também conhecem: afinal, foi Santos Dumont ou foram os irmãos Wright que inventaram o avião?
Aos interessados: o livro tem distribuição gratuita na Alemanha (basta solicitá-lo pelo site da Parceiros pela Inovação), e alguns dos 50 mil exemplares serão distribuídos em todo o mundo pelo Instituto Goethe.
O mp3 é o formato utilizado pela Apple no sucesso de vendas iPod
O que têm em comum o formato de arquivo mp3, o creme dental e o filtro de café? Todos são invenções alemãs, assegura uma cartilha lançada pelo governo e a indústria do país.
Que o automóvel – criado por Karl Benz e Gottlieb Daimler em 1886 – e o motor a diesel – idéia de 1890 de Rudolf Diesel – foram inventados por alemães, é sabido de todos. Mas o mp3, o creme dental e o filtro de café? Pois é o que nos lembra a cartilha "Estrelas alemãs – 50 inovações que todos deveriam conhecer", lançada em formato de livro de bolso pela iniciativa Parceiros pela Inovação, criada pelo governo federal e pela indústria com o intuito de estimular a inventividade dos alemães.
O livro lista 50 inovações que o mundo deve aos alemães. O formato de arquivo digital mp3, por exemplo, surgiu nos laboratórios do Instituto Fraunhofer em 1987. A intenção dos pesquisadores não era revolucionar – ou, dependendo do ponto de vista, irritar – a indústria da música, mas apenas melhorar a qualidade de ligações telefônicas.
Já o filtro de café foi patenteado em 1908 por Melitta Benz, a fundadora da empresa que leva seu nome. Para se livrar do gosto de pó no seu cafezinho, ela usou folhas de papel mata-borrão retiradas do caderno escolar de seus filhos e uma panela furada para coar o líquido. Estava criado o príncipio do filtro de café.
Levi Strauss era alemão!
Até aí, tudo bem. Mas a lista final sugere que os responsáveis pela publicação tiveram alguma dificuldade para chegar ao número 50. Senão, como explicar o que faz a Reforma, desencadeada pelas idéias do monge agostiniano Martinho Lutero, entre as "50 inovações que todos deveriam conhecer"? O texto dedicado ao tema é ainda mais sui generis: compara Lutero ao papa Bento 16, um conservador que causa preocupações aos protestantes alemães.
Uma das mais antigas calças Levi's existentes, com mais de cem anosOutra escolha questionável é a de Levi Strauss, o criador da calça jeans. É verdade que ele nasceu na Alemanha, mas trocou sua terra natal ainda adolescente, com a mãe e duas irmãs, pelos Estados Unidos. E sua invenção está intimamente ligada à formação do país americano: a calça jeans surgiu como uma peça suficientemente resistente do vestuário dos mineiros que participavam da corrida do ouro na Califórnia.
Salsicha e ursinho de goma
Algumas escolhas fazem óbvias concessões ao gosto local. Só mesmo um livro editado na Alemanha poderia considerar a salsicha à moda curry, a popular currywurst, como uma "grande idéia de importância mundial", como diz o texto de apresentação do livrinho. E o que dizer dos ultradoces ursinhos de goma da Haribo, que só os alemães conseguem comer?
Já outras inovações parecem ter contado com uma "mãozinha amiga" para entrar no livro. É o caso dos elevadores gêmeos desenvolvidos pela ThyssenKrupp, que, coincidência ou não, é uma das patrocinadoras da obra.
A outra é a Schering, mas ninguém tiraria mesmo os méritos da pílula anticoncepcional de fazer parte da lista. Só fica a dúvida se ela é alemã: a Wikipedia, por exemplo, atribui seu surgimento aos esforços do químico Carl Djerassi (austríaco) e do físico e biólogo Gregory Pincus (americano).
E se os planos da iniciativa Parceiros pela Inovação forem cumpridos à risca e o livro ganhar versão para o inglês com distribuição pelo Instituto Goethe, uma boa briga pode estar a caminho. Os orgulhosos americanos podem não gostar de saber que os alemães andam dizendo que a lâmpada elétrica e o telefone não são invenções de Thomas Edison e de Graham Bell, mas de Heinrich Göbel e de Philipp Reis. Uma pendênga que os brasileiros também conhecem: afinal, foi Santos Dumont ou foram os irmãos Wright que inventaram o avião?
Aos interessados: o livro tem distribuição gratuita na Alemanha (basta solicitá-lo pelo site da Parceiros pela Inovação), e alguns dos 50 mil exemplares serão distribuídos em todo o mundo pelo Instituto Goethe.
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LIVROS
1908: Alemã solicita patente do filtro de café
1908: Alemã solicita patente do filtro de café
No dia 20 de junho de 1908, a dona de casa alemã Melitta Bentz entregou o pedido de registro de patente do porta-filtro e o respectivo coador de café descartável. Até então, só se conhecia o coador de pano.
Melitta Bentz entrou para a história como inventora do revolucionário método de fazer café usando um coador descartável. Em pouco tempo, a empresa que recebeu seu nome conquistou fama internacional.
O café tornou-se conhecido na Europa no século 17. Para prepará-lo, despejava-se água quente (cozida durante cinco minutos) sobre pó de café, colocado num recipiente com furos. Na virada dos séculos 19 para 20, usavam-se filtros de cerâmica ou de metal, mas estes freqüentemente tinham furos muito grandes ou muito pequenos. Também havia os coadores de pano, mas estes eram considerados anti-higiênicos.
Lata e mata-borrão
Aborrecida com a borra no fundo da xícara e o sabor amargo do café, Melitta Bentz começou a experimentar em casa. Aos 34 anos de idade, munida de martelo e pregos, fez pequenos furos no fundo de uma lata, sobre os quais colocou um pedaço de mata-borrão do caderno de seu filho.
Ainda insatisfeito com o resultado final, ela e o marido, Hugo Bentz (1873–1946), continuaram experimentando com outros tipos de papel, para que o líquido escorresse mais rápido. Além disso, aperfeiçoaram o recipiente que sustentava o filtro.
O resultado a agradou tanto que, em 20 de junho de 1908, ela apresentou o pedido de patente em Berlim. O registro de proteção foi oficializado em 8 de julho de 1908, na patente de número 347895.
Alguns meses depois, no dia 15 de dezembro, foi registrada a firma M. Bentz, em Dresden, com sede no próprio apartamento da família. A produção dos primeiros filtros ainda foi manual, mas logo seria terceirizada. Hugo Bentz deixou o emprego numa loja e dedicou-se à empresa da família.
Mudança para sede própria
Os dois filhos, Horst e Willi, faziam as entregas dos filtros e suportes de coador no comércio. Em 1915, a empresa, então já com 15 funcionários, passou para uma nova sede, dispondo de uma área de 200 metros quadrados reservados à produção.
Além de filtros de alumínio, em 1919 Melitta passou a fornecer também filtros de porcelana e de cerâmica fabricados por terceiros. Até meados dos anos 1920, haviam sido fabricados 100 mil filtros.
Para proteger-se de cópias, a partir de 1925 os pacotes de filtros passaram a ter as típicas cores dos produtos Melitta: verde e vermelho.
Em 1927, a fábrica mudou-se para Minden, na Baixa Saxônia, e dez anos mais tarde os filtros Melitta assumiram a forma que mantêm ainda hoje. Desde esta época, o corpo dos filtros tem a forma de "V", com os coadores correspondentes. Assim, o aroma pode expandir-se, sem a liberação excessiva de substâncias amargas.
Melitta Bentz nasceu em Dresden, em 31 de janeiro de 1873 como Amalie Auguste Melitta Liebscher, e faleceu em 29 de junho de 1950, aos 77 anos, em Holzhausen/Porta Westfalica, na Baixa Saxônia. (rw)
No dia 20 de junho de 1908, a dona de casa alemã Melitta Bentz entregou o pedido de registro de patente do porta-filtro e o respectivo coador de café descartável. Até então, só se conhecia o coador de pano.
Melitta Bentz entrou para a história como inventora do revolucionário método de fazer café usando um coador descartável. Em pouco tempo, a empresa que recebeu seu nome conquistou fama internacional.
O café tornou-se conhecido na Europa no século 17. Para prepará-lo, despejava-se água quente (cozida durante cinco minutos) sobre pó de café, colocado num recipiente com furos. Na virada dos séculos 19 para 20, usavam-se filtros de cerâmica ou de metal, mas estes freqüentemente tinham furos muito grandes ou muito pequenos. Também havia os coadores de pano, mas estes eram considerados anti-higiênicos.
Lata e mata-borrão
Aborrecida com a borra no fundo da xícara e o sabor amargo do café, Melitta Bentz começou a experimentar em casa. Aos 34 anos de idade, munida de martelo e pregos, fez pequenos furos no fundo de uma lata, sobre os quais colocou um pedaço de mata-borrão do caderno de seu filho.
Ainda insatisfeito com o resultado final, ela e o marido, Hugo Bentz (1873–1946), continuaram experimentando com outros tipos de papel, para que o líquido escorresse mais rápido. Além disso, aperfeiçoaram o recipiente que sustentava o filtro.
O resultado a agradou tanto que, em 20 de junho de 1908, ela apresentou o pedido de patente em Berlim. O registro de proteção foi oficializado em 8 de julho de 1908, na patente de número 347895.
Alguns meses depois, no dia 15 de dezembro, foi registrada a firma M. Bentz, em Dresden, com sede no próprio apartamento da família. A produção dos primeiros filtros ainda foi manual, mas logo seria terceirizada. Hugo Bentz deixou o emprego numa loja e dedicou-se à empresa da família.
Mudança para sede própria
Os dois filhos, Horst e Willi, faziam as entregas dos filtros e suportes de coador no comércio. Em 1915, a empresa, então já com 15 funcionários, passou para uma nova sede, dispondo de uma área de 200 metros quadrados reservados à produção.
Além de filtros de alumínio, em 1919 Melitta passou a fornecer também filtros de porcelana e de cerâmica fabricados por terceiros. Até meados dos anos 1920, haviam sido fabricados 100 mil filtros.
Para proteger-se de cópias, a partir de 1925 os pacotes de filtros passaram a ter as típicas cores dos produtos Melitta: verde e vermelho.
Em 1927, a fábrica mudou-se para Minden, na Baixa Saxônia, e dez anos mais tarde os filtros Melitta assumiram a forma que mantêm ainda hoje. Desde esta época, o corpo dos filtros tem a forma de "V", com os coadores correspondentes. Assim, o aroma pode expandir-se, sem a liberação excessiva de substâncias amargas.
Melitta Bentz nasceu em Dresden, em 31 de janeiro de 1873 como Amalie Auguste Melitta Liebscher, e faleceu em 29 de junho de 1950, aos 77 anos, em Holzhausen/Porta Westfalica, na Baixa Saxônia. (rw)
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HISTÓRIA
Católicos contam histórias de santos juninos nos festejos de Campina Grande – Estado da Paraíba.
Os estados do Norte e Nordeste do Brasil atualmente que se comemoram as festa juninos com muita animação. Aqui em São Paulo o movimento religioso desta época se restringe mais nas igrejas. Quando bem jovem lembro-me bem que nós fazíamos fogueira na rua na porta de casa e ornamentada com bandeirinhas coladas em fio de barbante que ia de um lado a outro da rua e lâmpadas pequenas de várias cores, soltávamos fogos de artifício com encenação muito colorida quando explodia. A festa sempre começava ao cair da noite. Brincávamos de pular a fogueira eu adorava, soltar balões que nossos pais faziam um mais bonito que outro. Minha mãe preparava os doces da época que são uma delícia, e a vizinhança toda participava. Os adultos tomavam quentão (bebida feita com aguardente e gengibre, servida bem quente, devido às noites frias e nós as crianças groselha. São bons tempos de nossa juventude que vos narro com prazer e saudosismo.
Walter
Católicos contam histórias de santos juninos nos festejos de Campina Grande – Estado da Paraíba.
Campina Grande (PB) - Mil dos 42 mil metros quadrados do Parque do Povo, local que concentra as atrações da festa junina de Campina Grande (PB), são dedicados exclusivamente a Santo Antônio, São João e São Pedro.
É que em junho eles são lembrados pelos católicos e esse é o principal argumento para os festejos tradicionais. Na Casa de São João, os religiosos contam essa história aos visitantes.
“Temos que voltar às origens. Se voltarmos às origens, a festa é uma celebração católica e dialoga com o povo nordestino porque coincide com a época da colheita do milho. Mas hoje a festa ficou totalmente secularizada [sem significado religioso], que a menção ao santo é dada apenas como título da festa. Então nosso objetivo é fazer o resgate religioso, não de resgate à cultura”, conta Gustavo Lucena, coordenador do espaço.
Entretanto, para fazer chegar sua mensagem aos visitantes, os católicos se apropriaram de elementos da cultura nordestina. No pequeno palco de apresentações musicais, os hinos de louvor são cantados no ritmo do forró. Em vez de panfletos, são entregues cordéis para falar sobre os símbolos juninos, a história dos santos e os horários de missas. Na lanchonete do espaço, comidas típicas.
“Alguns elementos [cultura e religião] são coincidentes, cultura e religião, porque somos de uma religião que ultrapassa milênios. Qualquer sociólogo pode explicar isso muito melhor do que eu, que chega um momento em que você não separa os dois. Então os elementos dessa casa querem isso, expressar a religiosidade de um povo”, argumenta Lucena.
Na Casa de São João, além do palco e da lanchonete, há uma livraria, uma espécie de capela com as imagens dos três santos juninos e um espaço de exposição com rádio e móveis antigos, reproduzindo a tradição de rezar em família, escutando a missa, do início do século passado. O mais curioso é que, por meio desse trabalho, é possível descobrir a origem de algumas tradições juninas.
A distribuição dos chamados pães de Santo Antônio é uma delas. Conta um panfleto entregue pelos católicos que a tradição teve início quando o santo doou todos os pães do convento aos pobres. Quando um frade padeiro foi preparar a refeição e não os encontrou, teria ficado em apuros e contado a Antônio. Este, por sua vez, teria dito para o religioso olhar direito e, ao fazê-lo, o frade teve a surpresa de encontrar todos os cestos cheios.
“A festa se secularizou tanto que você encontra yakisoba [prato chinês] no Parque do Povo. Para nós, isso é uma distorção. Você come pizza dentro do parque do povo... Então trabalhamos com esse resgate também, colocando cocada, pamonha, canjica à disposição do público”, diz Lucena.
Embora o espaço faça esse resgate, os católicos evitam polêmica com os pontos conflitantes entre doutrina e cultura popular. No cordel sobre os símbolos juninos, eles contam que as simpatias e crendices características dessa época “não têm apoio na doutrina católica”, mas que são realidades da cultura popular “que devem ser respeitadas por todos”.
Walter
Católicos contam histórias de santos juninos nos festejos de Campina Grande – Estado da Paraíba.
Campina Grande (PB) - Mil dos 42 mil metros quadrados do Parque do Povo, local que concentra as atrações da festa junina de Campina Grande (PB), são dedicados exclusivamente a Santo Antônio, São João e São Pedro.
É que em junho eles são lembrados pelos católicos e esse é o principal argumento para os festejos tradicionais. Na Casa de São João, os religiosos contam essa história aos visitantes.
“Temos que voltar às origens. Se voltarmos às origens, a festa é uma celebração católica e dialoga com o povo nordestino porque coincide com a época da colheita do milho. Mas hoje a festa ficou totalmente secularizada [sem significado religioso], que a menção ao santo é dada apenas como título da festa. Então nosso objetivo é fazer o resgate religioso, não de resgate à cultura”, conta Gustavo Lucena, coordenador do espaço.
Entretanto, para fazer chegar sua mensagem aos visitantes, os católicos se apropriaram de elementos da cultura nordestina. No pequeno palco de apresentações musicais, os hinos de louvor são cantados no ritmo do forró. Em vez de panfletos, são entregues cordéis para falar sobre os símbolos juninos, a história dos santos e os horários de missas. Na lanchonete do espaço, comidas típicas.
“Alguns elementos [cultura e religião] são coincidentes, cultura e religião, porque somos de uma religião que ultrapassa milênios. Qualquer sociólogo pode explicar isso muito melhor do que eu, que chega um momento em que você não separa os dois. Então os elementos dessa casa querem isso, expressar a religiosidade de um povo”, argumenta Lucena.
Na Casa de São João, além do palco e da lanchonete, há uma livraria, uma espécie de capela com as imagens dos três santos juninos e um espaço de exposição com rádio e móveis antigos, reproduzindo a tradição de rezar em família, escutando a missa, do início do século passado. O mais curioso é que, por meio desse trabalho, é possível descobrir a origem de algumas tradições juninas.
A distribuição dos chamados pães de Santo Antônio é uma delas. Conta um panfleto entregue pelos católicos que a tradição teve início quando o santo doou todos os pães do convento aos pobres. Quando um frade padeiro foi preparar a refeição e não os encontrou, teria ficado em apuros e contado a Antônio. Este, por sua vez, teria dito para o religioso olhar direito e, ao fazê-lo, o frade teve a surpresa de encontrar todos os cestos cheios.
“A festa se secularizou tanto que você encontra yakisoba [prato chinês] no Parque do Povo. Para nós, isso é uma distorção. Você come pizza dentro do parque do povo... Então trabalhamos com esse resgate também, colocando cocada, pamonha, canjica à disposição do público”, diz Lucena.
Embora o espaço faça esse resgate, os católicos evitam polêmica com os pontos conflitantes entre doutrina e cultura popular. No cordel sobre os símbolos juninos, eles contam que as simpatias e crendices características dessa época “não têm apoio na doutrina católica”, mas que são realidades da cultura popular “que devem ser respeitadas por todos”.
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Religião
domingo, 15 de junho de 2008
Receitas Junina
Receitas Junina
BOLO DE FUBÁ COM ESPECIARIAS
Ingredientes:
· 1 ½ xícara (chá) de açúcar
· 1 ½ (chá) de fubá
· 1 xícara (chá) de farinha de trigo
· 1 xícara (chá) de manteiga em temperatura ambiente
· ½ xícara (chá) de leite
· 1 colher (sopa) de canela
· 1 colher (sopa) de fermento em pó
· 1 colher (chá) de cravo
· 1 colher (chá) de gengibre
· 4 ovos
Modo de Preparo:
- Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme leve.
- Junte as gemas e bata por mais um minuto.
- Bata as claras em neve e reserve.
- Acrescente a farinha de trigo, o fubá e o fermento e misture delicadamente. - Divida a massa pela metade. Em uma parte junte a canela, o cravo, o gengibre e misture bem.
- Aqueça o forno em temperatura média.
- Use a fôrma de bolo com tubo e coloque colheradas das duas massas, alternando-as.
- Com um garfo, faça movimentos giratórios para que a massa fique mesclada. - Leve ao forno por 35 minutos ou até que, enfiando um palito no bolo, ele saia seco.
- Tire o bolo da fôrma e sirva.
Tempo de preparo: 1h30
Rendimento: 18 porções
PAÇOCA
Ingredientes
· 250g de amendoim torrado e sem pele
· 250g de bolacha tipo maisena
· 2 colheres (sopa) de açúcar
· 1 lata de leite condensado
Modo de Preparo
- Bata o amendoim e a bolacha em um liquidificador.
- Misture com o açúcar e o leite condensado formando uma massa.
- Utilize uma fôrma retangular e despeje a massa.
- Deixe descansar por 15 minutos e corte em pedaços pequenos.
Tempo de preparo: 30 minutos.
Rendimento: 20 porções.
PAMONHA
Ingredientes:
· 2 colheres (sopa) de açúcar
· 1/3 1/3 lata de leite
· ½ lata de leite condensado
· 6 espigas médias de milho verde bem novo
· 2 colheres (sopa) de coco ralado (opcional)
Modo de preparo:
- Corte a base das espigas e descasque o milho.
- Limpe e lave as espigas e as folhas.
- Rale as espigas bem rentes aos sabugos, ou se preferir, corte o milho rente à espiga.
- Bata o milho ralado no liquidificador com o leite condensado, o açúcar, o leite e reserve.
- Afervente rapidamente as folhas do milho em uma panela funda para amolecerem.
- Separe as menores e desfie formando tiras estreitas.
- Segure a folha no sentido do comprimento e faça duas dobras sobrepostas.
- Dobre ao meio, unindo as extremidades abertas.
- Segure o pacote pela extremidade e encha-o com o creme de milho, deixando bastante espaço vazio na borda.
- Feche o pacote, amarrando com a tira reservada.
- Coloque os pacotes em uma panela de (20 cm) e cozinhe em água fervente, até que a palha amarele e as pamonhas fiquem firmes.
- Retire da água e escorra.
- Sirva quente ou fria.
Rendimento : 7 unidades.
Tempo de preparo: 1h30
Fotos: Para fazer os pacotes é importante que as espigas estejam intactas, totalmente revestidas pela palha.
PÉ DE MOLEQUE
Ingredientes:
· 3 xícaras (chá) de açúcar
· 500 g de amendoim cru
· 1 xícara (chá) de mel
· 3 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
· 1 colher (chá) de bicarbonato dissolvida em 1 colher (sopa) de água
· 1 ½ colher (chá) de baunilha
Modo de Preparo:
- Em uma panela, misture todos os ingredientes, menos o bicarbonato e a baunilha.
- Leve ao fogo e mexa até levantar fervura.
- Após levantar fervura, deixe ferver sem mexer, até que fique dourado.
- Retire a panela do fogo, junte o bicarbonato e a baunilha, misture bem.
- Quando não houver mais bolhas na mistura, despeje a receita em uma fôrma retangular.
- Deixe esfriar um pouco e corte em quadradinhos.
Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 25 pedaços
QUENTÃO
Ingredientes:
· 1 ½ xícara (chá) de açúcar
· 1 ½ xícara (chá) de água
· 50 g de gengibre cortado em fatias finas
· 1 limão cortado em rodelas
· 4 xícaras (chá) de pinga
· 3 cravos da Índia
· 2 pedaços pequenos de canela em pau
Modo de Preparo
- Coloque o açúcar em uma panela em fogo alto, mexendo de vez em quando até caramelizar.
- Acrescente todos os ingredientes, menos a pinga, e mexa até dissolver o açúcar.
- Junte a pinga, com cuidado, de preferência fora do fogo para não incendiar.
- Misture e deixe ferver em fogo baixo por 3 minutos.
- Sirva em caneca de barro ou louça, para não tirar o sabor do quentão.
Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 8 doses
VINHO QUENTE
INGREDIENTES:
· Vinho tinto
· Canela em pau
· Cravo
· Gengibre picado
· 2 xícaras de chá de açúcar
· 2 xícaras de chá de água
· Frutas picadas (maçã, abacaxi, uva e pêssego)
MODO DE PREPARO:
Leve todos os ingredientes ao fogo menos o vinho e as frutas e deixar ferver até soltar o sabor. Retire do fogo e acrescente o vinho. Leve ao fogo novamente até levantar fervura. Retire do fogo e acrescente as frutas. Mantenha sempre quente..
BOLO DE FUBÁ COM ESPECIARIAS
Ingredientes:
· 1 ½ xícara (chá) de açúcar
· 1 ½ (chá) de fubá
· 1 xícara (chá) de farinha de trigo
· 1 xícara (chá) de manteiga em temperatura ambiente
· ½ xícara (chá) de leite
· 1 colher (sopa) de canela
· 1 colher (sopa) de fermento em pó
· 1 colher (chá) de cravo
· 1 colher (chá) de gengibre
· 4 ovos
Modo de Preparo:
- Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme leve.
- Junte as gemas e bata por mais um minuto.
- Bata as claras em neve e reserve.
- Acrescente a farinha de trigo, o fubá e o fermento e misture delicadamente. - Divida a massa pela metade. Em uma parte junte a canela, o cravo, o gengibre e misture bem.
- Aqueça o forno em temperatura média.
- Use a fôrma de bolo com tubo e coloque colheradas das duas massas, alternando-as.
- Com um garfo, faça movimentos giratórios para que a massa fique mesclada. - Leve ao forno por 35 minutos ou até que, enfiando um palito no bolo, ele saia seco.
- Tire o bolo da fôrma e sirva.
Tempo de preparo: 1h30
Rendimento: 18 porções
PAÇOCA
Ingredientes
· 250g de amendoim torrado e sem pele
· 250g de bolacha tipo maisena
· 2 colheres (sopa) de açúcar
· 1 lata de leite condensado
Modo de Preparo
- Bata o amendoim e a bolacha em um liquidificador.
- Misture com o açúcar e o leite condensado formando uma massa.
- Utilize uma fôrma retangular e despeje a massa.
- Deixe descansar por 15 minutos e corte em pedaços pequenos.
Tempo de preparo: 30 minutos.
Rendimento: 20 porções.
PAMONHA
Ingredientes:
· 2 colheres (sopa) de açúcar
· 1/3 1/3 lata de leite
· ½ lata de leite condensado
· 6 espigas médias de milho verde bem novo
· 2 colheres (sopa) de coco ralado (opcional)
Modo de preparo:
- Corte a base das espigas e descasque o milho.
- Limpe e lave as espigas e as folhas.
- Rale as espigas bem rentes aos sabugos, ou se preferir, corte o milho rente à espiga.
- Bata o milho ralado no liquidificador com o leite condensado, o açúcar, o leite e reserve.
- Afervente rapidamente as folhas do milho em uma panela funda para amolecerem.
- Separe as menores e desfie formando tiras estreitas.
- Segure a folha no sentido do comprimento e faça duas dobras sobrepostas.
- Dobre ao meio, unindo as extremidades abertas.
- Segure o pacote pela extremidade e encha-o com o creme de milho, deixando bastante espaço vazio na borda.
- Feche o pacote, amarrando com a tira reservada.
- Coloque os pacotes em uma panela de (20 cm) e cozinhe em água fervente, até que a palha amarele e as pamonhas fiquem firmes.
- Retire da água e escorra.
- Sirva quente ou fria.
Rendimento : 7 unidades.
Tempo de preparo: 1h30
Fotos: Para fazer os pacotes é importante que as espigas estejam intactas, totalmente revestidas pela palha.
PÉ DE MOLEQUE
Ingredientes:
· 3 xícaras (chá) de açúcar
· 500 g de amendoim cru
· 1 xícara (chá) de mel
· 3 colheres (sopa) de manteiga ou margarina
· 1 colher (chá) de bicarbonato dissolvida em 1 colher (sopa) de água
· 1 ½ colher (chá) de baunilha
Modo de Preparo:
- Em uma panela, misture todos os ingredientes, menos o bicarbonato e a baunilha.
- Leve ao fogo e mexa até levantar fervura.
- Após levantar fervura, deixe ferver sem mexer, até que fique dourado.
- Retire a panela do fogo, junte o bicarbonato e a baunilha, misture bem.
- Quando não houver mais bolhas na mistura, despeje a receita em uma fôrma retangular.
- Deixe esfriar um pouco e corte em quadradinhos.
Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 25 pedaços
QUENTÃO
Ingredientes:
· 1 ½ xícara (chá) de açúcar
· 1 ½ xícara (chá) de água
· 50 g de gengibre cortado em fatias finas
· 1 limão cortado em rodelas
· 4 xícaras (chá) de pinga
· 3 cravos da Índia
· 2 pedaços pequenos de canela em pau
Modo de Preparo
- Coloque o açúcar em uma panela em fogo alto, mexendo de vez em quando até caramelizar.
- Acrescente todos os ingredientes, menos a pinga, e mexa até dissolver o açúcar.
- Junte a pinga, com cuidado, de preferência fora do fogo para não incendiar.
- Misture e deixe ferver em fogo baixo por 3 minutos.
- Sirva em caneca de barro ou louça, para não tirar o sabor do quentão.
Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento: 8 doses
VINHO QUENTE
INGREDIENTES:
· Vinho tinto
· Canela em pau
· Cravo
· Gengibre picado
· 2 xícaras de chá de açúcar
· 2 xícaras de chá de água
· Frutas picadas (maçã, abacaxi, uva e pêssego)
MODO DE PREPARO:
Leve todos os ingredientes ao fogo menos o vinho e as frutas e deixar ferver até soltar o sabor. Retire do fogo e acrescente o vinho. Leve ao fogo novamente até levantar fervura. Retire do fogo e acrescente as frutas. Mantenha sempre quente..
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Receitas Junina
Dom Aloísio e a igreja do diálogo
Dom Aloísio e a igreja do diálogo
Dom Aloísio Lorscheider foi um pensador fértil. Das coisas da igreja e da vida. Parte desse pensamento está agora disponível no livro Mantenha as Lâmpadas Acesas
Conversas com dom Aloísio resultaram no livro Mantenha as Lâmpadas Acesas que será lançado nesta segunda-feira
Afastar jovens homossexuais dos seminários não é a saída para lidar com a homossexualidade na Igreja Católica. O caminho, segundo dom Aloísio Lorscheider, é o diálogo. "Tem que discutir, mesmo que não se chegue a uma conclusão. Na discussão aparece muita luz. Na igreja há sempre um receio de discutir os problemas". A reflexão faz parte de uma das respostas do cardeal que estão no livro Mantenha as Lâmpadas Acesas - revisitando o caminho, recriando a caminhada. A publicação será lançada nesta segunda-feira,16, no auditório da Prainha, às 19 horas.
O livro, primeiro documento publicado após o fenecimento de dom Aloísio (ele morreu em 23 de dezembro do ano passado), é a edição de uma grande conversa mantida entre o ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e 19 pessoas interessadas em discutir questões ligadas à Igreja Católica. Os teólogos Carlos Tursi e Geraldo Frencken são os organizadores da obra. Eles integram uma espécie de colegiado chamado "O Grupo", criado em 2002, composto por leigos e religiosos. O Grupo se encontrou dez vezes com o dom Aloísio, entre 25 de janeiro e 15 de novembro de 2005, em Fortaleza, para manhãs de bate-papo, de perguntas, indagações e respostas.
Dos encontros ficou registrado, principalmente, uma reflexão do cardeal franciscano sobre a necessidade de a Igreja Católica ser preferencialmente "dialógica" e "atualizadora". Há explícito, nas palavras do bispo, uma crítica ao retorno centralizador de Roma pelas mãos do papa João Paulo II e o então cardeal Joseph Ratinzinger. O religioso brasileiro, no último ano de vida, reafirmava sua extrema decepção com o sufocamento dos avanços conquistados no Concílio Vaticano II.
"Nós de fato achamos que nestes últimos anos voltamos para a era pré-conciliar. E há toda uma tendência nesta linha. E, às vezes, a gente sente isto até na celebração da eucaristia. Há uma tendência de querer voltar a celebrar até de costas para o povo. O motivo que se alega para tanto é que o celebrante estaria se dirigindo a Deus e que o outro modo (conciliar) seria muito horizontal", reclamava dom Aloísio.
O recrudescimento à linha de atuação "vertical" de Roma (pós João XXIII e Paulo VI), segundo Lorscheider, trouxeram de volta o erro da supervalorização da igreja como estrutura e do culto aos títulos honoríficos. O retorno ao "institucionalismo" em desfavor do incentivo ao protagonismo dos leigos. A conquista da "colegialidade episcopal", fruto do Concílio Vaticano II, também sofreu com a romanização. "O papa Paulo VI promovia muito o colegiado. Já João Paulo II foi mais centralizador, o que quer dizer que freou a liberdade de ação das conferências episcopais", observava o ex-presidente da Conferência Episcopal Latino-Americano (Celam).
No livro-entrevista, dom Aloísio não poupa críticas a pelo menos três documentos da igreja, ao medo de Roma em permitir o ensino da teologia a leigos (principalmente leigas) e à formação precária de padres no Brasil. "Predomina muito mais o perfil tradicional, o padre que sempre existiu. Não existe, por exemplo, um perfil mais missionário. Existe o padre de sacristia, sacramentalista. Sacerdócio como fermento de massa, sal para o mundo, luz da terra, este se vê pouco presente".
SERVIÇO:
O lançamento do livro Mantenha as Lâmpadas Acesas - revisitando caminho, recriando a caminhada (Edições UFC) será às 19 horas, no auditório do Seminário da Prainha (entrada pela Tenente Benévolo). No lançamento, o livro custará R$ 15,00. A partir de terça-feira, R$ 20,00 nas livrarias Vozes, Paulinas, Paulus, Ave Maria, UFC e Livro Técnico. Contato:
ogrupo2@yahoo.com.br e 9984 7854 / 3263 2730
E-Mais
O Concílio Vaticano II, XXI Concílio Ecumênico da Igreja católica, foi aberto sob o papado de João XXIII, no dia 11 de outubro de 1962, e terminado sob o papado de Paulo VI, em 8 de dezembro de 1965. João XXIII sustenta a idéia-mestra de aggiornamento. Palavra italiana que quer dizer atualizar. O papa desejava uma igreja atualizada no mundo moderno. A Teologia da Libertação veio depois do Vaticano II.
Dom Aloísio Lorscheider foi um pensador fértil. Das coisas da igreja e da vida. Parte desse pensamento está agora disponível no livro Mantenha as Lâmpadas Acesas
Conversas com dom Aloísio resultaram no livro Mantenha as Lâmpadas Acesas que será lançado nesta segunda-feira
Afastar jovens homossexuais dos seminários não é a saída para lidar com a homossexualidade na Igreja Católica. O caminho, segundo dom Aloísio Lorscheider, é o diálogo. "Tem que discutir, mesmo que não se chegue a uma conclusão. Na discussão aparece muita luz. Na igreja há sempre um receio de discutir os problemas". A reflexão faz parte de uma das respostas do cardeal que estão no livro Mantenha as Lâmpadas Acesas - revisitando o caminho, recriando a caminhada. A publicação será lançada nesta segunda-feira,16, no auditório da Prainha, às 19 horas.
O livro, primeiro documento publicado após o fenecimento de dom Aloísio (ele morreu em 23 de dezembro do ano passado), é a edição de uma grande conversa mantida entre o ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e 19 pessoas interessadas em discutir questões ligadas à Igreja Católica. Os teólogos Carlos Tursi e Geraldo Frencken são os organizadores da obra. Eles integram uma espécie de colegiado chamado "O Grupo", criado em 2002, composto por leigos e religiosos. O Grupo se encontrou dez vezes com o dom Aloísio, entre 25 de janeiro e 15 de novembro de 2005, em Fortaleza, para manhãs de bate-papo, de perguntas, indagações e respostas.
Dos encontros ficou registrado, principalmente, uma reflexão do cardeal franciscano sobre a necessidade de a Igreja Católica ser preferencialmente "dialógica" e "atualizadora". Há explícito, nas palavras do bispo, uma crítica ao retorno centralizador de Roma pelas mãos do papa João Paulo II e o então cardeal Joseph Ratinzinger. O religioso brasileiro, no último ano de vida, reafirmava sua extrema decepção com o sufocamento dos avanços conquistados no Concílio Vaticano II.
"Nós de fato achamos que nestes últimos anos voltamos para a era pré-conciliar. E há toda uma tendência nesta linha. E, às vezes, a gente sente isto até na celebração da eucaristia. Há uma tendência de querer voltar a celebrar até de costas para o povo. O motivo que se alega para tanto é que o celebrante estaria se dirigindo a Deus e que o outro modo (conciliar) seria muito horizontal", reclamava dom Aloísio.
O recrudescimento à linha de atuação "vertical" de Roma (pós João XXIII e Paulo VI), segundo Lorscheider, trouxeram de volta o erro da supervalorização da igreja como estrutura e do culto aos títulos honoríficos. O retorno ao "institucionalismo" em desfavor do incentivo ao protagonismo dos leigos. A conquista da "colegialidade episcopal", fruto do Concílio Vaticano II, também sofreu com a romanização. "O papa Paulo VI promovia muito o colegiado. Já João Paulo II foi mais centralizador, o que quer dizer que freou a liberdade de ação das conferências episcopais", observava o ex-presidente da Conferência Episcopal Latino-Americano (Celam).
No livro-entrevista, dom Aloísio não poupa críticas a pelo menos três documentos da igreja, ao medo de Roma em permitir o ensino da teologia a leigos (principalmente leigas) e à formação precária de padres no Brasil. "Predomina muito mais o perfil tradicional, o padre que sempre existiu. Não existe, por exemplo, um perfil mais missionário. Existe o padre de sacristia, sacramentalista. Sacerdócio como fermento de massa, sal para o mundo, luz da terra, este se vê pouco presente".
SERVIÇO:
O lançamento do livro Mantenha as Lâmpadas Acesas - revisitando caminho, recriando a caminhada (Edições UFC) será às 19 horas, no auditório do Seminário da Prainha (entrada pela Tenente Benévolo). No lançamento, o livro custará R$ 15,00. A partir de terça-feira, R$ 20,00 nas livrarias Vozes, Paulinas, Paulus, Ave Maria, UFC e Livro Técnico. Contato:
ogrupo2@yahoo.com.br e 9984 7854 / 3263 2730
E-Mais
O Concílio Vaticano II, XXI Concílio Ecumênico da Igreja católica, foi aberto sob o papado de João XXIII, no dia 11 de outubro de 1962, e terminado sob o papado de Paulo VI, em 8 de dezembro de 1965. João XXIII sustenta a idéia-mestra de aggiornamento. Palavra italiana que quer dizer atualizar. O papa desejava uma igreja atualizada no mundo moderno. A Teologia da Libertação veio depois do Vaticano II.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Retratos da Leitura no Brasil
No dia 28 de maio de 2008, em seminário realizado em Brasília, foi apresentada a
pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, coordenada por Galeno Amorim
(Instituto Pró-Livro) e que teve como consultores Edmir Perroti (USP),
Felipe Lindoso (Instituto Pró-Livro), Lucília Garcez (UnB) e Maria Antonieta
da Cunha (UFMG e PUC-MG).
A pesquisa está à disposição de pesquisadores e demais interessados sobre o
tema. O documento (arquivo PDF, 1,7 mB) pode ser copiado gratuitamente no
sítio do Instituto Pró-Livro:
www.prolivro.org.br/ipl/publier4.0/texto.asp?id=48
pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, coordenada por Galeno Amorim
(Instituto Pró-Livro) e que teve como consultores Edmir Perroti (USP),
Felipe Lindoso (Instituto Pró-Livro), Lucília Garcez (UnB) e Maria Antonieta
da Cunha (UFMG e PUC-MG).
A pesquisa está à disposição de pesquisadores e demais interessados sobre o
tema. O documento (arquivo PDF, 1,7 mB) pode ser copiado gratuitamente no
sítio do Instituto Pró-Livro:
www.prolivro.org.br/ipl/publier4.0/texto.asp?id=48
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LIVROS
Balé reconta tragédia de rainha portuguesa
12/06/2008 - 10h15
Balé reconta tragédia de rainha portuguesa
A trágica história de Inês de Castro, rainha portuguesa coroada depois de morta, que já inspirou grandes escritores-entre eles, Luís de Camões-, materializa-se no palco do Teatro Alfa neste fim de semana em formato de dança.
Na esteira das comemorações dos 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil, a Companhia Nacional de Bailado, com sede em Lisboa, apresenta uma versão coreografada do amor proibido do príncipe Pedro e de sua amante Inês.
Em sua segunda visita ao Brasil, a mais importante companhia de dança portuguesa em atividade escolheu a obra mais histórica de seu extenso repertório. "Pedro e Inês", coreografado pela também portuguesa Olga Roriz, é um balé tão denso e dramático como a história verídica dessa paixão abortada em Portugal, no século 14.
"Inês de Castro transformou-se num mito da literatura, cuja história é um marco muito forte para o povo português.
Não tivemos dúvida, portanto, que numa época de comemorações envolvendo Brasil e Portugal, este seria nosso balé mais adequado", conta o coreógrafo Vasco Wellenkamp, diretor artístico da companhia e velho conhecido do público brasileiro, por já ter criado obras para grupos daqui, como o Balé da Cidade e o Cisne Negro.
O que se viu no Rio de Janeiro, há duas semanas, no início da turnê que termina agora em São Paulo, é um espetáculo que, apesar de não contar a história do casal apaixonado de forma cronológica, segue um caminho mais literal para levar à cena o trágico desenlace.
História não-linear
A coreógrafa Roriz usa e abusa de uma dança teatral para revelar, com a ajuda de 22 bailarinos, o sofrimento dos amantes perseguidos pelo pai de Pedro, o rei dom Afonso 4º, o assassinato de Inês e a coroação póstuma dela.
"Todos os aspectos da tragédia estão lá retratados de forma muito expressiva pelos bailarinos, embora não haja uma história linear", diz Wellenkamp.
Dividido em sete cenas, "Pedro e Inês" tem uma cenografia diferenciada. Num dos primeiros momentos, o casal de bailarinos que encarna os amantes surge dançando numa piscina de águas claras. Trata-se de uma alusão à fonte dos Amores, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, onde Inês foi morta e, diz a lenda, chorou-se tanto por sua morte que surgiu um pequeno lago.
A Companhia Nacional de Bailado que vem ao Brasil é apenas parte de todo o grupo de 72 bailarinos que compõem a trupe fundada em 1977 para ser a principal referência de dança portuguesa. Nesse tempo, o grupo investiu num repertório eclético, que segue a linha de grandes companhias estatais, como o Balé da Ópera de Paris ou o russo Kirov, misturando grandes clássicos das sapatilhas com criações modernas.
Com a chegada de Wellenkamp, no ano passado, a proposta é investir mais em encomendas de criações próprias, como "Pedro e Inês".
P. A jornalista Adriana Pavlova viajou a convite da produção.
Pedro e Inês
Quando: amanhã e sábado, às 21h
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho 722; tel. 5693-4000; classificação: 6 anos)
Quanto: R$ 40 a R$ 95
Balé reconta tragédia de rainha portuguesa
A trágica história de Inês de Castro, rainha portuguesa coroada depois de morta, que já inspirou grandes escritores-entre eles, Luís de Camões-, materializa-se no palco do Teatro Alfa neste fim de semana em formato de dança.
Na esteira das comemorações dos 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil, a Companhia Nacional de Bailado, com sede em Lisboa, apresenta uma versão coreografada do amor proibido do príncipe Pedro e de sua amante Inês.
Em sua segunda visita ao Brasil, a mais importante companhia de dança portuguesa em atividade escolheu a obra mais histórica de seu extenso repertório. "Pedro e Inês", coreografado pela também portuguesa Olga Roriz, é um balé tão denso e dramático como a história verídica dessa paixão abortada em Portugal, no século 14.
"Inês de Castro transformou-se num mito da literatura, cuja história é um marco muito forte para o povo português.
Não tivemos dúvida, portanto, que numa época de comemorações envolvendo Brasil e Portugal, este seria nosso balé mais adequado", conta o coreógrafo Vasco Wellenkamp, diretor artístico da companhia e velho conhecido do público brasileiro, por já ter criado obras para grupos daqui, como o Balé da Cidade e o Cisne Negro.
O que se viu no Rio de Janeiro, há duas semanas, no início da turnê que termina agora em São Paulo, é um espetáculo que, apesar de não contar a história do casal apaixonado de forma cronológica, segue um caminho mais literal para levar à cena o trágico desenlace.
História não-linear
A coreógrafa Roriz usa e abusa de uma dança teatral para revelar, com a ajuda de 22 bailarinos, o sofrimento dos amantes perseguidos pelo pai de Pedro, o rei dom Afonso 4º, o assassinato de Inês e a coroação póstuma dela.
"Todos os aspectos da tragédia estão lá retratados de forma muito expressiva pelos bailarinos, embora não haja uma história linear", diz Wellenkamp.
Dividido em sete cenas, "Pedro e Inês" tem uma cenografia diferenciada. Num dos primeiros momentos, o casal de bailarinos que encarna os amantes surge dançando numa piscina de águas claras. Trata-se de uma alusão à fonte dos Amores, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, onde Inês foi morta e, diz a lenda, chorou-se tanto por sua morte que surgiu um pequeno lago.
A Companhia Nacional de Bailado que vem ao Brasil é apenas parte de todo o grupo de 72 bailarinos que compõem a trupe fundada em 1977 para ser a principal referência de dança portuguesa. Nesse tempo, o grupo investiu num repertório eclético, que segue a linha de grandes companhias estatais, como o Balé da Ópera de Paris ou o russo Kirov, misturando grandes clássicos das sapatilhas com criações modernas.
Com a chegada de Wellenkamp, no ano passado, a proposta é investir mais em encomendas de criações próprias, como "Pedro e Inês".
P. A jornalista Adriana Pavlova viajou a convite da produção.
Pedro e Inês
Quando: amanhã e sábado, às 21h
Onde: Teatro Alfa (r. Bento Branco de Andrade Filho 722; tel. 5693-4000; classificação: 6 anos)
Quanto: R$ 40 a R$ 95
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DANÇA
História do Desemboque, História do Brasil
Passa perto
O trem de ferro...
Passou perto...
Passou lá no Desemboque.
Passou perto...
Chegou em 1889.
A energia...
Passou perto...
Passou lá em Uberaba.
Passou perto...
Chegou em 1913.
E o povo dessa tal de Passa Perto?
É um povo hospitaleiro.
Passa Perto ou Sacramento
... tanto faz,
quem te conhece não esquece jamais.
Mas como começou o povoamento da Região do Desemboque?
Em 1736, a bandeira desgalhada cortou a Serra da Pratinha, ganhou o vale do Rio Uaimii, das Abelhas, e das Velhas (hoje Araguari). O Guarda-Mor Feliciano resolveu ai permanecer. Escasseando os minerios no centro das Geraes, os exploradores a procura de outros filoes auriferos, dirigiram-se e agruparam-se nas cabeceiras do Rio Araguari formando uma corrutela, o Arraial do Tabuleiro. Esta populacao foi atacada pelos quilombolas, aliados aos indios Caiapos e Araxas e pouca gente escapou com vida. Os sobreviventes levaram a noticia a Pitangui, a Sao Bento do Tamandua (hoje Itapecerica) e Paracatu, enaltecendo a quantia do ouro.
Em 1743, abaixo das ruinas do Taboleira, uns 100 km, aproximadamente, fundaram o povoado,Nossa Senhora do Desterro das Cabeceiras do Rio das Abelhas, mais tarde Desemboque do Rio Grande, que deu origem ao Sertao da Farinha Podre, regiao que se extende entre os rios Grande e Paranaiba. Desemboque foi a expressao dita aos indios pelos bandeirantes querendo dizer: desocupem o emboque de ouro e o desemboque dos bandeirantes. Nao foi facil a penetracao, devido a existencia de quilombos e os restantes dos indios Caiapos, cuja fama perdurava. Provavelmente um dos Quilombos atuantes era o do Negro Ambrozio, localizado onde hoje e o municipio de Ibia. Depois de exterminados os quilombolas, toda a regiao foi explorada e povoada por expedicoes partidas de Pitangui, Sao Bento do Tamandua e de Paracatu.
Em 1807, divulgaram a noticia que os indios Caiapos haviam abandonado a regiao em demanda a Goias e Mato Grosso. Neste mesmo ano transferiu-se para o Desemboque o Sargento Mor Antonio Eustaquio da Silva de Oliveira trazendo consigo parentes e colonos. Era este natural de Casa Branca (Glaura), proximo de Ouro Preto. Em 27 de outubro de 1809, o Marques Joao da Palma, Governador da Capitania de Goias, nomeou o Sargento Mor Antonio Eustáquio da Silva de Oliveira comandante e regente do sertão.
Em julho de 1810, formou-se uma bandeira chefiada pelo Sargento Mor Antonio Eustáquio da Silva de Oliveira, com o objetivo de desvendar essa regiao, entre rios, e tomaram parte nesta expedição: Januario Luís da Silva, Jose Goncalves Heleno, Manoel Francisco, Manuel Bernardes Ferreira e outros. Partiram do Desemboque, atravessaram as campanhas dos rios da Prata, Tijuco e Passa Tres, atingindo o Rio Paranaiba nas imediaes do local que mais tarde passou a denominar-se Porto de Santa Rita dos Impossiveis, depois Santa Rita do Paranaiba e por fim Itumbiara.
Cansados e com escassez de viveres e temerosos dos indios Caiapos, regressaram ao ponto de partida.Essa bandeira levou a fama para bem longe das grandezas da região. O Sertão da Farinha Podre foi denominado civil e eclesiásticamente durante meio século, pelas autoridades goianas.
1812 O Major Eustáquio, nomeado curador dos índios, fez novas incursoes pelo sertao da Farinha Podre, acompanhado do capelao, Padre Hermogenes Casimiro de Araujo Brunswick, natural de Conceicao do Mato Dentro, Minas Gerais, ordenado em Sao Paulo a 2 de setembro de 1808. O padre foi o primeiro visitante da Comarca de Novo Sul, Campanha do Prata, ou sertao do Rio da Prata e desempenhou com brilho o cargo de Deputado Provincial.
1816 As terras denominadas Sertao da Farinha Podre, pertencentes a Capitania de Goias, passaram para os dominios da antiga Provincia de Minas Gerais, anexada a ouvidoria de Paracatu do Principe, julgado do Desemboque e Prelazia de Goias. Auguste Saint-Hilaire informou-se que em 1816, o Deschwege visitou a povoao do Desemboque, que se compunha de sessenta e cinco casas, e apresentaram-se dois velhos bem dispostos e cheios de vigor, dos quais um tinha 108 e o outro 115 anos de idade. Desemboque passou de rabeca de julgada a ser arraial, Lei n 28 de 22/02/1836, suprira o julgado tornando-o um modesto distrito de Sacramento.
1840 Desemboque passou a pertencer a Comarca do Rio Paraná com sede em Uberaba, foi a Vila pela Lei n 472 de 31/05/1850. Desemboque, os garimpeiros o povoaram com rapidez e do mesmo modo o abandonaram. Foi caminho e ponto de abastecimento para os mineradores durante o fluxo de 1750 e 1800 a entrada da decadência. Hoje Desemboque é um marco do passado, importante na historia do Estado de Minas Gerais e do Pais.
História do Desemboque, História do Brasil
Texto extraído do Livro (Fagulhas de Histórias do Triângulo Mineiro de Maura Afonso Rodrigues), divulgado no http://scarparoclaudio.br.tripod.com/protecaodopatrimoniocultural/id15.html
O trem de ferro...
Passou perto...
Passou lá no Desemboque.
Passou perto...
Chegou em 1889.
A energia...
Passou perto...
Passou lá em Uberaba.
Passou perto...
Chegou em 1913.
E o povo dessa tal de Passa Perto?
É um povo hospitaleiro.
Passa Perto ou Sacramento
... tanto faz,
quem te conhece não esquece jamais.
Mas como começou o povoamento da Região do Desemboque?
Em 1736, a bandeira desgalhada cortou a Serra da Pratinha, ganhou o vale do Rio Uaimii, das Abelhas, e das Velhas (hoje Araguari). O Guarda-Mor Feliciano resolveu ai permanecer. Escasseando os minerios no centro das Geraes, os exploradores a procura de outros filoes auriferos, dirigiram-se e agruparam-se nas cabeceiras do Rio Araguari formando uma corrutela, o Arraial do Tabuleiro. Esta populacao foi atacada pelos quilombolas, aliados aos indios Caiapos e Araxas e pouca gente escapou com vida. Os sobreviventes levaram a noticia a Pitangui, a Sao Bento do Tamandua (hoje Itapecerica) e Paracatu, enaltecendo a quantia do ouro.
Em 1743, abaixo das ruinas do Taboleira, uns 100 km, aproximadamente, fundaram o povoado,Nossa Senhora do Desterro das Cabeceiras do Rio das Abelhas, mais tarde Desemboque do Rio Grande, que deu origem ao Sertao da Farinha Podre, regiao que se extende entre os rios Grande e Paranaiba. Desemboque foi a expressao dita aos indios pelos bandeirantes querendo dizer: desocupem o emboque de ouro e o desemboque dos bandeirantes. Nao foi facil a penetracao, devido a existencia de quilombos e os restantes dos indios Caiapos, cuja fama perdurava. Provavelmente um dos Quilombos atuantes era o do Negro Ambrozio, localizado onde hoje e o municipio de Ibia. Depois de exterminados os quilombolas, toda a regiao foi explorada e povoada por expedicoes partidas de Pitangui, Sao Bento do Tamandua e de Paracatu.
Em 1807, divulgaram a noticia que os indios Caiapos haviam abandonado a regiao em demanda a Goias e Mato Grosso. Neste mesmo ano transferiu-se para o Desemboque o Sargento Mor Antonio Eustaquio da Silva de Oliveira trazendo consigo parentes e colonos. Era este natural de Casa Branca (Glaura), proximo de Ouro Preto. Em 27 de outubro de 1809, o Marques Joao da Palma, Governador da Capitania de Goias, nomeou o Sargento Mor Antonio Eustáquio da Silva de Oliveira comandante e regente do sertão.
Em julho de 1810, formou-se uma bandeira chefiada pelo Sargento Mor Antonio Eustáquio da Silva de Oliveira, com o objetivo de desvendar essa regiao, entre rios, e tomaram parte nesta expedição: Januario Luís da Silva, Jose Goncalves Heleno, Manoel Francisco, Manuel Bernardes Ferreira e outros. Partiram do Desemboque, atravessaram as campanhas dos rios da Prata, Tijuco e Passa Tres, atingindo o Rio Paranaiba nas imediaes do local que mais tarde passou a denominar-se Porto de Santa Rita dos Impossiveis, depois Santa Rita do Paranaiba e por fim Itumbiara.
Cansados e com escassez de viveres e temerosos dos indios Caiapos, regressaram ao ponto de partida.Essa bandeira levou a fama para bem longe das grandezas da região. O Sertão da Farinha Podre foi denominado civil e eclesiásticamente durante meio século, pelas autoridades goianas.
1812 O Major Eustáquio, nomeado curador dos índios, fez novas incursoes pelo sertao da Farinha Podre, acompanhado do capelao, Padre Hermogenes Casimiro de Araujo Brunswick, natural de Conceicao do Mato Dentro, Minas Gerais, ordenado em Sao Paulo a 2 de setembro de 1808. O padre foi o primeiro visitante da Comarca de Novo Sul, Campanha do Prata, ou sertao do Rio da Prata e desempenhou com brilho o cargo de Deputado Provincial.
1816 As terras denominadas Sertao da Farinha Podre, pertencentes a Capitania de Goias, passaram para os dominios da antiga Provincia de Minas Gerais, anexada a ouvidoria de Paracatu do Principe, julgado do Desemboque e Prelazia de Goias. Auguste Saint-Hilaire informou-se que em 1816, o Deschwege visitou a povoao do Desemboque, que se compunha de sessenta e cinco casas, e apresentaram-se dois velhos bem dispostos e cheios de vigor, dos quais um tinha 108 e o outro 115 anos de idade. Desemboque passou de rabeca de julgada a ser arraial, Lei n 28 de 22/02/1836, suprira o julgado tornando-o um modesto distrito de Sacramento.
1840 Desemboque passou a pertencer a Comarca do Rio Paraná com sede em Uberaba, foi a Vila pela Lei n 472 de 31/05/1850. Desemboque, os garimpeiros o povoaram com rapidez e do mesmo modo o abandonaram. Foi caminho e ponto de abastecimento para os mineradores durante o fluxo de 1750 e 1800 a entrada da decadência. Hoje Desemboque é um marco do passado, importante na historia do Estado de Minas Gerais e do Pais.
História do Desemboque, História do Brasil
Texto extraído do Livro (Fagulhas de Histórias do Triângulo Mineiro de Maura Afonso Rodrigues), divulgado no http://scarparoclaudio.br.tripod.com/protecaodopatrimoniocultural/id15.html
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Porque me interessa conhecer a "história" das línguas crioulas?
Porque me interessa conhecer a "história" das línguas crioulas?
Julgo que a universalidade do descobrimento dos caminhos do mar, pelos navegantes portugueses, e a lusofonia, tem como maior argumento o testemunho das línguas crioulas.
A bibliografia a respeito é vasta. Cito a autora de Os crioulos Portugueses no Oriente - uma bibliografia, Macau: Instituto Cultural de Macau, 1992, Maria Isabel Tomás, prof Universidade Nova Lisboa, quando argumenta que
" (...) as línguas crioulas refletem um processo histórico global, em decurso desde o século XIV, e iniciado com a expansão marítima portuguesa. Produto desse mesmo processo de descoberta, comércio, cristianização, conquista e escravização, emigração, miscigenação e colonialismo, o seu destino está inexoravelmente ligado à direção das transformações sociais, culturais e políticas a decorrer na sociedade mundial. O estudo do seu passado, presente e possível futuro contribuirá para o alargamento da visão histórica dum mundo que os portugueses abriram a uma consciência universal. Os crioulos de origem portuguesa, pela sua antiguidade,número e diversidade, e pela influência que tiveram na origem e composição de outros crioulos, são de especial relevância."
Julgo que a universalidade do descobrimento dos caminhos do mar, pelos navegantes portugueses, e a lusofonia, tem como maior argumento o testemunho das línguas crioulas.
A bibliografia a respeito é vasta. Cito a autora de Os crioulos Portugueses no Oriente - uma bibliografia, Macau: Instituto Cultural de Macau, 1992, Maria Isabel Tomás, prof Universidade Nova Lisboa, quando argumenta que
" (...) as línguas crioulas refletem um processo histórico global, em decurso desde o século XIV, e iniciado com a expansão marítima portuguesa. Produto desse mesmo processo de descoberta, comércio, cristianização, conquista e escravização, emigração, miscigenação e colonialismo, o seu destino está inexoravelmente ligado à direção das transformações sociais, culturais e políticas a decorrer na sociedade mundial. O estudo do seu passado, presente e possível futuro contribuirá para o alargamento da visão histórica dum mundo que os portugueses abriram a uma consciência universal. Os crioulos de origem portuguesa, pela sua antiguidade,número e diversidade, e pela influência que tiveram na origem e composição de outros crioulos, são de especial relevância."
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Luís Vaz de Camões (1524?-1580)- a grandeza de uma obra no passado, presente e futuro
Luís Vaz de Camões (1524?-1580)- a grandeza de uma obra no passado, presente e futuro
Existe um CD ROM da Edição Original d’Os Lusíadas que recomendo muito.Trata-se de um trabalho, do prof K David Jackson, Yale University, que resultou de muitas décadas de sua dedicação ao estudo da obra do POETA maior da língua portuguesa
Na data em que Camões é homenageado, em muitas latitudes da língua portuguesa e noutras mais (10 de Junho de 1572 é a data do falecimento de Luís de Camões) , por gerações e gerações de admiradores de sua obra, presenteio os amigos com o texto que se segue.
Na introdução do CD ROM da Edição Original d’Os Lusíadas(encontra-se à venda em algumas livrarias) , que acompanhou o número 9 da revista Portuguese Literary & Cultural Studies, da Universidade de Massachusetts Dartmouth, David Jackson apresenta-nos o processo da edição d’Os Lusíadas.
Vamos mais uma vez ler o que nos diz David Jackson sobre a obra que mais projetou Camões e a aventura dos navegantes portugueses, descobridores dos caminhos do mar no Universo.
É que como David me disse há alguns anos , a grandeza da obra de Camões é o fato, de ainda hoje, ele nos sensibilizar ao falar "clara e diretamente sobre os temas e problemas humanos que nos preocupam. Camões conseguiu juntar idéias e experiências muito diferentes, tais como o saber clássico e mítico com as viagens de exploração e conquista; as pretensões humanas com as lições do classicismo,a viagem de Vasco da Gama com a de Ulisses. E conseguiu entender a própria experiência poeticamente, em termos dos grandes arquétipos da experiência humana, que expressou com muita originalidade, honestidade e arte."
E vamos ler e divulgar Camões! Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Luís de Camões e a Primeira Edição d’Os Lusíadas, 1572: Uma Introdução ao CD-ROM
K. David Jackson
Dedicado a Luís de Camões (1524?-1580), o número 9 da revista Portuguese Literary & Cultural Studies, da Universidade de Massachusetts Dartmouth, acompanhado por um CD-ROM, facilita aos estudiosos e leitores o acesso a quase todos os exemplares sobreviventes da primeira edição (1572) do poema épico, Os Lusíadas, que se encontra entre as obras clássicas da literatura mundial. Pela primeira vez reproduzem-se vinte e nove exemplares oriundos de bibliotecas e coleções de oito países e três continentes. Estes exemplares encontram-se agora disponíveis em CD-ROM publicado pela revista literária da Universidade de Massachusetts-Dartmouth, sendo que cada um deles pode ser consultado em forma de livro, consecutivamente, do começo ao fim. Foram igualmente consultados outros seis exemplares incluídos no estudo, embora não se encontrassem disponíveis para reprodução, constituindo assim um total de trinta e cinco exemplares consultados. Os leitores d’Os Lusíadas terão acesso a esta obra célebre na sua primeira edição. O CD-ROM tem por objetivo apoiar uma análise compreensiva da primeira edição em todas as suas variantes, servindo tanto de fonte de estudo comparado destinado a especialistas, como de fonte de apreciação para os leitores de Camões. Tem sido um ideal da crítica, sobretudo desde o século XIX, e por razões variadas, segundo os interesses de filólogos, gramáticos, editores e bibliófilos, reunir os exemplares d'Os Lusíadas que, evocando o verso camoniano, foram “espelhados pelo mundo em pedaços repartidos.”
Na primeira reprodução “photo-lithografica” de uma primeira edição de 1898, Teófilo Braga considerava a primeira edição de 1572 chave indispensável com vista à recuperação do texto autêntico do poema: “A reprodução photo-lithographica da primeira edição dos Lusíadas é uma das mais úteis e importantes contribuições para o estudo do texto puro e authentico da Epopêa de Camões.” Por ocasião do Quarto Centenário da viagem marítima à Índia, Braga mencionou a raridade da primeira edição d'Os Lusíadas e o imperativo de consultá-la de forma a se poder estabelecer o texto autêntico de uma obra que fora, ao longo dos séculos, inúmeras vezes alterada por editores e tipógrafos:
São de extrema raridade os exemplares conhecidos d'essa edição, e quando por qualquer circumstancia apparecem no mercado ficam monopolisados pelos privilegiados da fortuna […] E' indispensavel que exista um padrão sempre accessivel da edição authentica dos Lusíadas, ao qual com facilidade se recorra nas constantes reproducções do poema camoniano […] Para o estudo de documentos litterarios d'esta ordem é sempre imperscindivel recorrer ás primeiras edições […] Felizmente a industria moderna achou meio de tornar accessiveis os exemplares unicos, e o que é consolador, o recurso de restaurar os thezouros litterarios truncados pelos accidentes do tempo […]
E que momento mais significativo para dar á luz a reproducção authentica dos Lusíadas, de que agora n'este jubileu nacional do quarto Centenario do descobrimento maritimo da India? ("Aos Camonianos" 1898)
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www.camonianatravessias.com.br/ index_arquivos/Pesquisa/K.David%20Jackson.doc
Existe um CD ROM da Edição Original d’Os Lusíadas que recomendo muito.Trata-se de um trabalho, do prof K David Jackson, Yale University, que resultou de muitas décadas de sua dedicação ao estudo da obra do POETA maior da língua portuguesa
Na data em que Camões é homenageado, em muitas latitudes da língua portuguesa e noutras mais (10 de Junho de 1572 é a data do falecimento de Luís de Camões) , por gerações e gerações de admiradores de sua obra, presenteio os amigos com o texto que se segue.
Na introdução do CD ROM da Edição Original d’Os Lusíadas(encontra-se à venda em algumas livrarias) , que acompanhou o número 9 da revista Portuguese Literary & Cultural Studies, da Universidade de Massachusetts Dartmouth, David Jackson apresenta-nos o processo da edição d’Os Lusíadas.
Vamos mais uma vez ler o que nos diz David Jackson sobre a obra que mais projetou Camões e a aventura dos navegantes portugueses, descobridores dos caminhos do mar no Universo.
É que como David me disse há alguns anos , a grandeza da obra de Camões é o fato, de ainda hoje, ele nos sensibilizar ao falar "clara e diretamente sobre os temas e problemas humanos que nos preocupam. Camões conseguiu juntar idéias e experiências muito diferentes, tais como o saber clássico e mítico com as viagens de exploração e conquista; as pretensões humanas com as lições do classicismo,a viagem de Vasco da Gama com a de Ulisses. E conseguiu entender a própria experiência poeticamente, em termos dos grandes arquétipos da experiência humana, que expressou com muita originalidade, honestidade e arte."
E vamos ler e divulgar Camões! Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Luís de Camões e a Primeira Edição d’Os Lusíadas, 1572: Uma Introdução ao CD-ROM
K. David Jackson
Dedicado a Luís de Camões (1524?-1580), o número 9 da revista Portuguese Literary & Cultural Studies, da Universidade de Massachusetts Dartmouth, acompanhado por um CD-ROM, facilita aos estudiosos e leitores o acesso a quase todos os exemplares sobreviventes da primeira edição (1572) do poema épico, Os Lusíadas, que se encontra entre as obras clássicas da literatura mundial. Pela primeira vez reproduzem-se vinte e nove exemplares oriundos de bibliotecas e coleções de oito países e três continentes. Estes exemplares encontram-se agora disponíveis em CD-ROM publicado pela revista literária da Universidade de Massachusetts-Dartmouth, sendo que cada um deles pode ser consultado em forma de livro, consecutivamente, do começo ao fim. Foram igualmente consultados outros seis exemplares incluídos no estudo, embora não se encontrassem disponíveis para reprodução, constituindo assim um total de trinta e cinco exemplares consultados. Os leitores d’Os Lusíadas terão acesso a esta obra célebre na sua primeira edição. O CD-ROM tem por objetivo apoiar uma análise compreensiva da primeira edição em todas as suas variantes, servindo tanto de fonte de estudo comparado destinado a especialistas, como de fonte de apreciação para os leitores de Camões. Tem sido um ideal da crítica, sobretudo desde o século XIX, e por razões variadas, segundo os interesses de filólogos, gramáticos, editores e bibliófilos, reunir os exemplares d'Os Lusíadas que, evocando o verso camoniano, foram “espelhados pelo mundo em pedaços repartidos.”
Na primeira reprodução “photo-lithografica” de uma primeira edição de 1898, Teófilo Braga considerava a primeira edição de 1572 chave indispensável com vista à recuperação do texto autêntico do poema: “A reprodução photo-lithographica da primeira edição dos Lusíadas é uma das mais úteis e importantes contribuições para o estudo do texto puro e authentico da Epopêa de Camões.” Por ocasião do Quarto Centenário da viagem marítima à Índia, Braga mencionou a raridade da primeira edição d'Os Lusíadas e o imperativo de consultá-la de forma a se poder estabelecer o texto autêntico de uma obra que fora, ao longo dos séculos, inúmeras vezes alterada por editores e tipógrafos:
São de extrema raridade os exemplares conhecidos d'essa edição, e quando por qualquer circumstancia apparecem no mercado ficam monopolisados pelos privilegiados da fortuna […] E' indispensavel que exista um padrão sempre accessivel da edição authentica dos Lusíadas, ao qual com facilidade se recorra nas constantes reproducções do poema camoniano […] Para o estudo de documentos litterarios d'esta ordem é sempre imperscindivel recorrer ás primeiras edições […] Felizmente a industria moderna achou meio de tornar accessiveis os exemplares unicos, e o que é consolador, o recurso de restaurar os thezouros litterarios truncados pelos accidentes do tempo […]
E que momento mais significativo para dar á luz a reproducção authentica dos Lusíadas, de que agora n'este jubileu nacional do quarto Centenario do descobrimento maritimo da India? ("Aos Camonianos" 1898)
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