Carlos Lyra faz poema de Machado de Assis virar Bossa Nova
PARATY - O músico Carlos Lyra participou da Festa Literária de Paraty, a Flip, nesta quinta-feira 3/7/2008, e falou sobre sua estréia na literatura com o livro Eu e a Bossa - Uma história da Bossa Nova. No trabalho ele mostra um novo olhar sobre a Bossa Nova, além de contar algumas de suas histórias publicáveis, como ele mesmo faz questão de afirmar. Além disso, ele falou sobre o poema de Machado de Assis que transformou em música.
Na mesa de debates, Lyra começou pelo significado da expressão Bossa Nova e afirmou que seu livro é para desmitificar de vez as lendas criadas em torno do que o cantor e compositor chama de "surto cultural". Lyra se destacou em todos os momentos da mesa e arrancava risos da platéia.
Simpático, carismático e sarcástico em alguns momentos, o autor-músico diz que a Bossa Nova foi um "surto cultural" e não um movimento como algumas pessoas teimam em dizer. Conta que quem deu esse título ao estilo musical foi um judeu da Sociedade Hebraica, no Rio, em 1957, quando ele com outros músicos foram se apresentar lá e que acabou ficando assim batizado.
Eu e a Bossa - Uma história da Bossa Nova são memórias de dez anos que ele reuniu, escreveu e transformou agora em CD Book e que surgiu desde que Ruy Castro escreveu Chega de Saudade, disse Carlos Lyra.
E nasceu da necessidade de rapazes de classe média de ter de criar a própria música, já que o único que os agradava era o jazz que não era brasileiro, mas sempre buscando essa forma: letra e música elaboradas com intenção poética, uma música sofisticada e assim nasceu a Bossa Nova.
E uma surpresa que todos poderão ouvir no CD Book de Carlos Lyra é a sua mais nova parceria com ninguém menos do que o saudoso e celebrado Bruxo do Cosme Velho. Isso mesmo, Lyra musicou o poema Quando ela fala de Machado de Assis, e acrescentou que na falta de bons parceiros antigos ou novos, apela para os mortos.
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