Agradecimento da visita ao Blog

Caro Visitante
Muito obrigado por visitar e participar do meu Blog.
Atenciosamente
Navegador Brasileiro Walter

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Nassau, um humanista nos trópicos

Nassau, um humanista nos trópicos

Quando os holandeses precisaram de um governador para suas possessões no Brasil, a Nieuw Holland, que tentaram construir no Nordeste, a escolha logo caiu sobre Maurício de Nassau, que já prestara excelentes serviços ao país, principalmente como militar.
O documento da nomeação de Maurício de Nassau pela Companhia das Índias Ocidentais em 1637 e um dos 12 anuários da companhia sobre os acontecimentos no Brasil são alguns dos objetos expostos no Museu de Arte Moderna de Siegen, onde se encontra a parte brasileira da exposição "Partida para novos mundos – Johann Moritz von Nassau-Siegen, o Brasileiro".
Os livros de História do Brasil ressaltam a regência humana, a tolerância e o impulso que Nassau deu ao Nordeste até 1646. Essa visão positiva é a base das comemorações do quarto centenário de seu nascimento, este ano. Mas não apenas no Brasil: a Universidade de Siegen, região alemã onde ele nasceu, realizou um simpósio de 18 a 20 de fevereiro com participação de cientistas do Brasil, Holanda e Alemanha.
Obras que traçaram imagem do Brasil na Europa
Maurício de Nassau embarcou com uma comitiva de pintores, artistas e cientistas, 150 anos antes das expedições de Alexander von Humboldt pela América Latina. O resultado foram quadros, gravuras e desenhos únicos, mapas e levantamentos da fauna e flora brasileiras ricamente ilustrados.
Eles ajudaram a formar a imagem do Novo Mundo na Europa, numa época em que só havia relatos mais ou menos fantasiosos sobre os nossos índios canibais. Entre os livros preciosos expostos em Siegen está o que Jean de Léry escreveu sobre os dez meses vividos entre os tupinambás, publicado em 1586 em Genebra – um dos poucos com visão etnográfica.
Muitas dessas obras de Georg Markgraf e Willem Piso, autores da Historia Naturalis Brasiliae (Amsterdã, 1648), a primeira obra científica sobre a natureza brasileira serviram de referência a estudiosos por mais de um século. Desenhos da nossa flora e fauna feitos durante os anos de Nassau foram copiados, mesmo 100 ou 200 anos depois, como os peixes brasileiros magistralmente coloridos por Marcus Elieser Bloch, incluídos na "História Natural dos Peixes Estrangeiros", publicada em Berlim no século 18.
Curioso é ver original e cópia, lado a lado, como as lindas cartas de Olinda de Markgraf e suas reproduções por José e Oliveira Barbosa no século 19. Se algumas delas traçam apenas poucas linhas dos contornos geográficos, outras estão repletas de desenhos detalhados com cenas de índios, lutas, guerras e engenhos de cana.
Visão, diplomacia e tolerância
A produção de açúcar desempenhou um importante papel na regência de Nassau. Após uma tentativa frustrada de tomar Salvador e evitar a retomada de Pernambuco pelos portugueses, Nassau se dedicou a consolidar o domínio holandês e a recuperar a indústria açucareira, que sofrera os efeitos da guerra e da fuga de escravos e donos de moinhos.

1576: Morre Hans Staden, autor de relato de viagem sobre Brasil

1576: Morre Hans Staden, autor de relato de viagem sobre Brasil

Em 30 de junho de 1576, o alemão Hans Staden, autor de um importante relato de viagem sobre o Brasil pós-descobrimento, morria em seu país natal.
Em Wahrhaftige Historia, o alemão Hans Staden relata duas viagens que realizou ao Brasil entre os anos de 1548 e 1555. Quatrocentos e cinqüenta anos depois de sua primeira edição, o livro permanece um dos mais curiosos documentos sobre a cultura dos índios brasileiros, especialmente os tupinambás, que aprisionaram o navegante e mercenário alemão e quase o devoraram em seus rituais canibalescos.

Os homens do outro lado do Atlântico

O relato de Hans Staden (1525–1579) está para os alemães assim como a carta de Pero Vaz de Caminha para os reis de Portugal. Em Verdadeira História dos Selvagens, Nus e Devoradores de Homens, Encontrados no Novo Mundo, A América, a reportagem feita por Staden é a descrição de um homem simples, de forte fervor religioso, sobre a natureza e a paisagem do Brasil e os costumes de seus habitantes.

Uma aventura onde se revelam também as questionáveis formas de colonização empregadas pelos europeus na conquista de outros continentes e o inevitável choque cultural entre os chamados "selvagens" e "civilizados".

Segundo a Brasiliana da Biblioteca Nacional, de 2001, o livro de Staden foi determinante para os europeus: "A sua influência no meio culto da época ajudou a criar, no imaginário europeu quinhentista, a idéia da terra brasílica como o país dos canibais, devido às ilustrações com cenas de antropofagia".

Monteiro Lobato foi taxativo ao estimar o valor dos escritos do autor alemão: "É obra que devia entrar nas escolas, pois nenhuma dará melhor aos meninos a sensação da terra que foi o Brasil em seus primórdios".

Em suas próprias palavras, Staden não pretendia se vangloriar de suas experiências junto a um povo tão exótico para ele. "O porquê de ter escrito este livrinho foi enfatizado por mim em diversos trechos. Todos nós devemos louvar e agradecer a Deus por ter-nos protegido desde o nascimento até os dias de hoje, ao longo de uma vida inteira."

"Assim como os portugueses, franceses, espanhóis e holandeses, os alemães também participaram da exploração do Brasil no início do século 16. Minha primeira viagem para a América foi em uma nau portuguesa. Éramos três alemães a bordo, Heinrich Brant von Bremen, Hans von Bruchhausen e eu. A segunda viagem ia de Sevilha, na Espanha, para o Rio de La Plata", conta o autor, que na segunda expedição era o único alemão presente. "Acabamos sofrendo um naufrágio em São Vicente. Trata-se de uma ilha que fica bem próxima à terra firme brasileira e é habitada por portugueses."

O livro revisitado

Os nove meses em que Hans Staden ficou em poder dos tupinambás renderam um relato impressionante em nível antropológico, sociológico, lingüístico e cultural que é constantemente revisitado. O livro, que é considerado um sucesso editorial, já inspirou montagens teatrais pelo mundo afora, semeando a imaginação dos modernistas Raul Bopp e Oswald de Andrade na criação da Revista de Antropofagia, de 1928, onde foi publicado o substancial Manifesto Antropofágico, de Oswald: "Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comi-o". Cartaz do filme 'Hans Staden'

A aventura de Hans Staden acabou sendo levada às telas pelas mãos do cineasta brasileiro Luiz Alberto Pereira em Hans Staden, um dos poucos filmes na história do cinema em que a língua falada pelos atores é, predominantemente, a tupi, e que conquistou diversos prêmios no Brasil e nos Estados Unidos.

O livro ganhou em 1998 uma primorosa edição da Dantes Editora e Livraria, do Rio de Janeiro, em tradução de Pedro Süssekind, que traz, além das ilustrações originais, desenhos e gravuras de Theodoro de Bry, Roque Gameiro, Van Stolk, entre outros.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Rio International Cello Encounter em Tatuí

Caros,
Tatuí receberá, pela primeira vez, atrações do importante Rio
International Cello Encounter. Abaixo, mais detalhes.
Obrigada,
Deise Juliana
(15) 32514573 - ramal 220
(15) 97826940

Rio International Cello Encounter em Tatuí

Atrações do evento realizado tradicionalmente no Rio de Janeiro
apresentam-se no Conservatório

O Teatro “Procópio Ferreira” recebe neste mês de agosto algumas
das atrações do Rio International Cello Encounter - RICE, o encontro
internacional de violoncelos que é realizado anualmente, desde 1995,
no Rio de Janeiro. O evento, que está em sua 14ª edição sem
interrupções e foi idealizado pelo violoncelista David Chew, será
estendido ao Estado de São Paulo pela primeira vez.
Em Tatuí, artistas brasileiros e internacionais se apresentarão nos
dias 18, 19 e 21 de agosto - uma semana depois do evento em solo
carioca que terá como tema “Dos Clássicos ao Choro”.
Entre os destaques que passarão por Tatuí estão a americana Minna
Chung (violoncelista, professora da Universidade do Alaska Fairbanks),
o violinista Haroutune Bedelian (nascido no Chipre e professor da
Universidade California Irvine), a americana Lorna Griffit (pianista,
professora da Universidade Califórnia Irvine) e Jaunelle Celaire,
soprano americana que leciona na Universidade do Alaska Fairbanks.
Também se apresentarão a violoncelista tatuiana Tânia Lisboa, que
hoje leciona no Royal College of Music de Londres, e as pianistas
Elizabeth Mucha e Tamara Ujakova.
Todas as apresentações acontecerão a partir das 20h30, no teatro
“Procópio Ferreira”, no Conservatório de Tatuí.
Atrações
No dia 18, segunda-feira, o recital de violino e piano trará ao
palco do “Procópio Ferreira” Haroutune Bedelian (violino) e Lorna
Griffit (piano). No programa estão obras de J.S. Bach (Sonata para
Violino e Piano em Si Menor, BWV 1014), R. Schumann (Sonata para
Violino e Piano n° 2 em Ré Menor, op.121), Elgar (La Capricieuse),
S.S. Rachmaninov (Margaridas, Canção Para Violino e Piano, op.38/3),
M. de Falla (6 Canções Folclóricas Espanholas) e J. Brahms:
(Scherzo para Violino e Piano em Dó Menor).
No dia 19, terça-feira, o recital será da violoncelista Tania
Lisboa e da pianista Elizabeth Mucha. O programa terá obras de
Beethoven (Sonata para Violoncelo e Piano n° 3 em Lá maior, op.69),
C. Debussy (Sonata para Violoncelo e Piano em Ré Menor) e B. Britten
(Sonata para Piano e Violoncelo Dó Maior).
Já na quinta-feira, 21, o teatro “Procópio Ferreira” receberá
recital de canto, violoncelo e piano, tendo como atrações a soprano
Jaunelle Celaire, a violoncelista Minna Chung e a pianista Tamara
Ujakova. O programa conta com Schubert (O Pastor no Rochedo, para
canto, violoncelo e piano), Tan-Dun (Intercurso de fogo e água, para
violoncelo solo), Brahms (Sonata para Violoncelo e Piano n° 1 em mi
menor), Bernstein (Dream with Me, para canto, violoncelo e piano e
Somewhere, para canto e piano); e Villa-Lobos (Aria da Bachianas
Brasileiras n°5, para canto, violoncelo e piano).

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Cardeal-Patriarca apela à celebração dos mártires do Brasil

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=62241&seccaoid=3&tipoid=42


Cardeal-Patriarca apela à celebração dos mártires do Brasil


O Cardeal-Patriarca enviou uma carta aos párocos da Cidade de Lisboa a respeito da celebração da memória litúrgica do Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires, que tem lugar no próximo dia 17 de Julho de 2008.
Na missiva, D. José Policarpo recorda que “está em curso a intensificação do processo de canonização destes mártires missionários, que, idos de Lisboa, foram martirizados a caminho do Brasil, destino do seu envio missionário”. Um deles, o Beato João Fernandes, era natural de Lisboa.
O Patriarca recorda que “o Pe. João Caniço, SJ, Vice-Postulador da Causa, tem vindo a sugerir o suscitar do interesse da nossa Cidade por este Mártir de Lisboa, tornando-o conhecido, porventura pondo-o em relevo naquela memória litúrgica, despertando a veneração dos fiéis que podem encontrar nele um intercessor celeste”.
Nota histórica
No próximo dia 17 de Julho, celebra a Igreja a Festa do Beato Inácio de Azevedo e seus 39 Companheiros Mártires, conhecidos como os "Mártires do Brasil", por terem sido martirizados a caminho da terra que iam evangelizar, no ano de 1570. Entre essas quatro dezenas de mártires, encontrava-se o Beato João Fernandes, um jovem de 19 anos, natural de Lisboa.
A evangelização do Brasil tinha começado logo após a sua descoberta (1500). A Ordem Religiosa dos Jesuítas, fundada em 1540, enviou para lá alguns dos seus primeiros missionários. Decorridos alguns anos, para ajudar na escolha do melhor caminho a seguir, foi enviado de Lisboa o Padre Inácio de Azevedo, homem activo, empreendedor e muito experiente como reitor dos primeiros colégios de jesuítas em Lisboa, Coimbra e Braga.
Inácio de Azevedo
Do Brasil, foi enviado a Roma, em 1565, como Procurador das Missões da Índia e do Brasil. Ali recebeu grande apoio do Papa Pio V e do Superior Geral da Companhia de Jesus, São Francisco de Borja. Este, impressionado pelas palavras e carisma de Inácio de Azevedo e consciente da urgência de enviar mais pessoas para o Brasil, escreveu aos Superiores de Espanha e Portugal para que lhe facultassem a recolha quer de recursos materiais. quer de missionários.
João Fernandes ouviu o apelo do Padre Inácio de Azevedo e ofereceu-se para o acompanhar no sonho missionário. Era muito importante aumentar o número de catequistas. E foi assim que ele veio a integrar o grupo de jovens que Inácio de Azevedo reuniu na Quinta de Val’ do Rosal (Charneca de Caparica), a Sul do Tejo. Durante seis meses, quase 80 jovens se prepararam ali, para a viagem e para a missão futura, participando, estudando, discutindo, apreciando e ouvindo testemunhos sobre os novos povos e os novos mundos a quem se propunham levar o nome de Jesus. Mantinham-se inspirados por Inácio de Azevedo, que os orientava para a ascese e para o zelo da vida missionária.
Partida em Missão
A 5 de Junho de 1570, João Fernandes parte do Tejo, com Inácio de Azevedo e mais 73 jovens, rumo à Ilha da Madeira, repartidos por três naus. No Funchal, a primeira etapa da viagem, ficaram alojados na Quinta do Pico do Cardo. A 30 de Junho, pressentindo o perigo que iriam correr, dada a aproximação de corsários, Inácio de Azevedo convocou a comitiva antes do embarque. "Queria apenas voluntários da morte por Cristo". Alguns hesitaram e não quiseram seguir, sendo logo substituídos por outros. E chegaram rapidamente às Canárias, onde permaneceram cinco dias.
O martírio
Retomando o caminho do Brasil, deixaram Tazacorte, a 15 de Julho de 1570. Logo de seguida, são rodeados por uma frota de cinco navios de piratas huguenotes (protestantes), comandados pelo temido Jacques Sória. Perante a insuficiência de soldados para defender a nau, o comandante pediu voluntários a Azevedo. Contudo, a sua condição de religiosos consagrados não lhes permitia pegar em armas e atentar contra a vida. Porém, sempre que havia feridos, assistiam-nos, animavam os combatentes e rezavam sempre.
Estando já a nau ocupada pelos calvinistas, e, apercebendo-se eles que se tratava de católicos e missionários, investiram com as armas contra todos aqueles jovens, que foram maltratados, feridos e lançados ao mar, alguns deles ainda com vida.
João Caniço, sj

quinta-feira, 10 de julho de 2008

1578: Nasce Ferdinando 2º, sacro imperador romano-germânico

1578: Nasce Ferdinando 2º, sacro imperador romano-germânico

A 9 de julho de 1578, nasceu o futuro imperador Ferdinando, na Áustria. Obstinado pelo catolicismo, acabou sendo um dos protagonistas da Guerra dos Trinta Anos, com o soberano protestante Frederico V.
Natural de Graz, na Áustria, Ferdinando foi educado num colégio jesuíta em Ingolstadt, no sul da Alemanha. Em 1617, tornou-se rei da Boêmia, e, no ano seguinte, da Hungria. Em 1619, sucedeu o imperador Matthias no Sacro Império Romano de Nação Germânica.
Chamado "Imperador da Contra-Reforma", foi radical inimigo dos protestantes. Casou com Maria Ana da Baviera. Seu objetivo era impor o absolutismo católico romano em seus domínios.
No chamado Sacro Império Romano do Ocidente, um dos reis alemães era eleito pelos príncipes e bispos, sendo coroado pelo papa como Imperador da Cristandade. Todos os outros reis deviam respeitá-lo como tal. Mas com a Reforma protestante, instalou-se um conflito entre os príncipes eleitores.
Na Boêmia, os grupos protestantes se rebelaram contra o imperador católico, construíram uma igreja evangélica num reduto católico e entronizaram o príncipe eleitor calvinista Frederico 5º, que estendia seu poder até o Palatinado e era o chefe da União Protestante contra os católicos.
Guerra dos Trinta Anos
Os principais adversários foram, do lado católico, Ferdinando 2º, e do lado protestante, Frederico 5º. O recém-coroado Ferdinando mandou as tropas de seu aliado, o duque Maximiliano da Baviera, para a Boêmia. Era a eclosão da Guerra dos Trinta Anos, a primeira grande guerra européia. Na primeira batalha, Maximiliano conseguiu controlar os revoltosos rapidamente.
Frederico do Palatinado teve de fugir. Em Praga, o imperador vingou-se dos revoltosos com a execução pública de 27 nobres, líderes do levante. Para reprimir a insatisfação popular, enviou para a Boêmia tropas comandadas por Albrecht von Wallenstein, um comandante alemão sedento de guerra.
Na década de 1620, parecia que Wallenstein iria impor a paz na Boêmia, mas então outros países europeus entraram no conflito. Os holandeses invadiram a Renânia para enfrentar os exércitos da Espanha e dos Habsburgos, comandados pelo poderoso general Spinosa. Em 1626, uma força dinamarquesa comandada pelo monarca Cristiano 4º invadiu a Alemanha pelo norte, para apoiar os protestantes.
Wallenstein ofereceu-se a Ferdinando 2º para expulsar os dinamarqueses com um exército organizado por conta própria – e teve sucesso. Como prêmio, tornou-se príncipe imperial. Em 1630, o exército do influente rei sueco Gustavo Adolfo 2º (1611–1632), protestante, invadiu o norte da Alemanha e avançou para a Renânia e Baviera no ano seguinte. As tropas comandadas por Ferdinando 2º conseguiram expulsá-lo.
Diplomacia
Os protestantes alemães procuraram soluções pacíficas para o conflito, o que culminou no chamado Acordo de Paz de Praga, de 30 de maio de 1635. Esse acordo, porém, foi de pouca duração. A França e a Espanha intervieram, desencadeando mais uma série de lutas, que só terminaram em 1648, com a Paz de Vestfália, na qual foi reconhecida a liberdade religiosa dos calvinistas e dos demais protestantes.
Ferdinando 2º casou-se pela segunda vez com Eleonora Gonzaga de Mântua, em 1622, morrendo em Viena em 15 de fevereiro de 1637. Além das razões religiosas, entretanto, outros motivos haviam levado à guerra, inclusive disputas sucessórias e territoriais, bem como questões comerciais

segunda-feira, 7 de julho de 2008

UFPB realiza o I Encontro de História do Império Brasileiro

06/07/2008

UFPB realiza o I Encontro de História do Império Brasileiro

O Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba vai promover o I Encontro de História do Império Brasileiro, que tem como tema Múltiplas Visões: Cultura Histórica no Oitocentos. O evento será realizado de 24 a 27 de setembro de 2008, ano em que completa 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil.
O evento tem como objetivo reunir pesquisadores e grupos de pesquisa brasileiros, particularmente das regiões Norte e Nordeste, que se dedicam à História imperial do Brasil a fim de debater os temas, problemas e abordagens de pesquisa que estão sendo discutidos dentre estes pesquisadores sobre a História do Império Brasileiro.
As inscrições para participação como ouvinte no evento são feitas através do envio em anexo da ficha de inscrição preenchida e do comprovante de depósito para o e-mail imperio2008@uol.com.br. As inscrições nos mini-cursos vão estar abertas a partir do dia 21 de julho.
Mais informações são obtidas na página do evento ou pelo telefone 55 (83) 3216-7915.
Fonte: UFPB

domingo, 6 de julho de 2008

Aromas e Sabores da Boa Lembrança, Crustáceos.

A série pocket dos livros Aromas e Sabores da Boa Lembrança, lançou mais uma novidade: Crustáceos.

Crustáceos- versão compacta
Texto: Danusia Barbara
Fotos: Sergio Pagano
Ed. SENAC Rio
180 páginas, R$ 29,50

Esqueceu?

Esqueceu?

O volume 11 da Ipotesi, revisada de estudos literários editada pela Universidade Federal de Juiz de Fora, é dedicado ao tema da memória e do esquecimento. Em torno dele, reúnem-se ensaios que abordam a questão pela ótica do gênero autobiográfico, suas variantes e desdobramentos. Entre os autores estudados estão Rétif de La Bretonne, cujas inscrições deixadas nos muro de Paris no século 18 nos levam às origens do diário íntimo. A obra memorialística de Pedro Nava, maior brasileiro a cultivar o gênero, também é estudada.

Carlos Lyra faz poema de Machado de Assis virar Bossa Nova

Carlos Lyra faz poema de Machado de Assis virar Bossa Nova

PARATY - O músico Carlos Lyra participou da Festa Literária de Paraty, a Flip, nesta quinta-feira 3/7/2008, e falou sobre sua estréia na literatura com o livro Eu e a Bossa - Uma história da Bossa Nova. No trabalho ele mostra um novo olhar sobre a Bossa Nova, além de contar algumas de suas histórias publicáveis, como ele mesmo faz questão de afirmar. Além disso, ele falou sobre o poema de Machado de Assis que transformou em música.
Na mesa de debates, Lyra começou pelo significado da expressão Bossa Nova e afirmou que seu livro é para desmitificar de vez as lendas criadas em torno do que o cantor e compositor chama de "surto cultural". Lyra se destacou em todos os momentos da mesa e arrancava risos da platéia.
Simpático, carismático e sarcástico em alguns momentos, o autor-músico diz que a Bossa Nova foi um "surto cultural" e não um movimento como algumas pessoas teimam em dizer. Conta que quem deu esse título ao estilo musical foi um judeu da Sociedade Hebraica, no Rio, em 1957, quando ele com outros músicos foram se apresentar lá e que acabou ficando assim batizado.
Eu e a Bossa - Uma história da Bossa Nova são memórias de dez anos que ele reuniu, escreveu e transformou agora em CD Book e que surgiu desde que Ruy Castro escreveu Chega de Saudade, disse Carlos Lyra.
E nasceu da necessidade de rapazes de classe média de ter de criar a própria música, já que o único que os agradava era o jazz que não era brasileiro, mas sempre buscando essa forma: letra e música elaboradas com intenção poética, uma música sofisticada e assim nasceu a Bossa Nova.
E uma surpresa que todos poderão ouvir no CD Book de Carlos Lyra é a sua mais nova parceria com ninguém menos do que o saudoso e celebrado Bruxo do Cosme Velho. Isso mesmo, Lyra musicou o poema Quando ela fala de Machado de Assis, e acrescentou que na falta de bons parceiros antigos ou novos, apela para os mortos.

Museu Marítimo Internacional é nova atração de Hamburgo

Museu Marítimo Internacional é nova atração de Hamburgo

Foi inaugurado em Hamburgo um museu que faz jus à importante cidade portuária da Alemanha. O acervo exposto no prédio de 10 andares narra a história de 3 mil anos de navegação.
Nada mais justo que Hamburgo, também chamada "portão da Alemanha para o mundo", devido a sua importância portuária, sediar um museu marítimo internacional. O patrono do novo museu é Peter Tamm, de 80 anos, ex-presidente do conglomerado Axel Springer. A maior parte do acervo, que conta a história de 3 mil anos de navegação marítima, é propriedade privada. A água é o elixir da vida. O fato de a Terra ser como é, nós devemos à água. Oitenta por cento do planeta é composto por água, e se quisermos ir de um continente a outro precisamos de um barco", ressalta Tamm, ao explicar sua fascinação por navios.

Sua paixão pela navegação marítima começou muito cedo. Já seus ancestrais eram navegadores. O primeiro objeto de sua coleção foi um pequeno modelo de cargueiro, que ganhou da mãe quando tinha seis anos de idade.

Com o passar do tempo, Tamm acumulou 36 mil miniaturas de navios, 5 mil pinturas, gravuras e mapas, 500 mil fotos, 120 mil livros, instrumentos de astronavegação e outros objetos originais, como cardápios de bordo, decorações, uniformes e inclusive um submarino para duas pessoas e cartas do almirante inglês Horatio Nelson. Para abrigar o acervo, teve de alugar um antigo hotel.

De Colombo ao Nordeste brasileiro

As peças mais antigas têm mais de 4 mil anos de idade. Seu valor é calculado em mais de 100 milhões de euros. Outra peça de destaque é uma miniatura em ouro do navio Santa Maria, de Cristóvão Colombo, usado no descobrimento da América. O Brasil também está presente no museu, seja através da história do Tratado de Tordesilhas, seja na miniatura de uma jangada. O sonho de Tamm de construir um museu tomou contornos em 2004, quando a administração de Hamburgo concedeu 30 milhões de euros à fundação Tamm e permitiu o uso gratuito, por 99 anos, de um dos prédios históricos do cais do porto. O armazém, antigamente usado como depósito de café e chá, foi completamente restaurado e cada um dos 10 andares tornou-se um mundo temático.

Do descobrimento do mundo: navegação e comunicação, que é o tema do primeiro andar, o visitante chega à seção de caravelas e veleiros, no segundo pavimento. Até atingir o topo do prédio, aprende-se sobre a construção de navios, rotinas militares a bordo, a importância da Marinha em tempos de guerra e paz, e a pesquisa nas profundezas dos oceanos. Um andar especial foi reservado a objetos de arte e 36 mil modelos de navios, entre os quais o Santa Maria, com 25 cm de comprimento e 35 cm de altura. "O importante para a forma de apresentação do museu é contar histórias", disse o responsável pela disposição das peças e organização do museu, Holger von Neuhoff.

"Nossa intenção foi encontrar o equilíbrio exato e a linguagem adequada para atingir todas as gerações e não um público-alvo específico", complementa.

sábado, 5 de julho de 2008

Universidade Federal de São João Del Rei realiza 21º Inverno Cultural

Universidade Federal de São João Del Rei realiza 21º Inverno Cultural

Evento reúne oficinas, exposições, shows e peças teatrais
De 12 a 26 de julho de 2008, a cidade mineira São João Del-Rei será palco do 21º Inverno Cultural. O evento, organizado pela UFSJ (Universidade Federal de São João Del-Rei) promove atividades nas mais variadas linguagens da cultura e da arte.
Nesta edição, a personalidade homenageada será a cantora Clara Nunes. A escolha, segundo os organizadores, se justifica pelo fato do samba fazer parte da marca cultural da região. Assim, muitas das atrações serão embasadas na temática. Entre os destaques está a Exposição Brasil Mestiço de Clara Nunes. Sob curadoria da artista plástica Liliane Dardor, a mostra fará uma leitura poética da obra da cantora, por meio de seu acervo pessoal.
O leque de atrações do 21º Inverno Cultural integra também outras exposições, exibições de filmes, espetáculos musicais e teatrais. O público poderá conferir o show de Demônios da Garoa, Maria Rita, NX Zero, Toni Garrido e Biquíni Cavadão.
Mas além de tornar a arte acessível a todas as camadas sociais, o evento também possui caráter educacional. Por isso, oferece oficinas nas áreas de artes cênicas, plásticas e visuais, educação, música e literatura. Este ano, haverá mais de 60 opções, entre elas os cursos classificados com especiais. Para participar os interessados precisam fazer uma inscrição prévia. As vagas são limitadas.
A programação completa do evento está disponível no endereço www.invernocultural.ufsj.edu.br.

Bienal do Livro acontece de 14 a 24 de agosto de 2008

Bienal do Livro acontece de 14 a 24 de agosto de 2008

São Paulo reúne 900 selos editoriais nacionais e internacionais
A 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo já tem data marcada. O evento, que será realizado pela CBL (Câmara Brasileira do Livro), acontece entre os dias 14 e 24 de agosto de 2008, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.
Nesta edição, haverá cerca de 350 expositores nacionais e estrangeiros que irão representar mais de 900 selos editoriais. A expectativa, segundo os organizadores, é receber a visita de no mínimo 800 mil pessoas, entre elas estudantes, profissionais e demais interessados na cultura de livros.
A exposição, este ano, coincide com o bicentenário da chegada da família real portuguesa ao País, fato que marcou o início da indústria gráfica e do livro no Brasil, da criação da imprensa e da Biblioteca Nacional.

20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Data: de 14 a 24 de agosto de 2008
Horário: das 10h às 22h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi - São Paulo - SP
Mais informações: www.bienaldolivrosp.com.br

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Turismo ferroviário cresce no Brasil

Turismo ferroviário cresce no Brasil

O Brasil conta hoje com 30 trens de categoria turismo em operação, que só em 2007 transportaram três milhões de passageiros, e atingiram um faturamento superior a R$ 10 milhões. Até o próximo ano a expectativa da Associação Brasileira de Operadoras de Trens Turísticos (ABOTTC) é a de que outros 15 trens entrem em operação. Além de novos roteiros, trechos que estavam desativados devem voltar a operar. Como é o caso do Trem do Pantanal, que será administrado pela paranaense Serra Verde Express, responsável pelo trecho ferroviário entre Curitiba e Paranaguá.
E para difundir todos os roteiros ferroviários existentes no País foi criado o site www.amantesdaferrovia.com.br. Através dele, o turista pode conhecer as opções existentes de passeios, assim como novidades no setor, e até comprar pacotes turísticos. O anúncio do site foi feito em Curitiba pelo presidente da ABOTTC, Sávio Neves, que esteve na capital participando do 1.º Workshop Latino-Americano de Trens Turísticos, realizado de 26 a 28 de junho, evento que aconteceu paralelo ao seminário internacional “O Transporte ferroviário na América Latina: atualidade e futuro”.
De acordo com Sávio Neves, o Brasil vive um momento de resgate das ferrovias, que hoje são apontadas como alternativas para o transporte de cargas e passageiros, em função das péssimas condições das rodovias e problemas no sistema aéreo. No entanto, ele avalia que ainda há muito o que se fazer para atingir o desenvolvimento pleno do setor. Segundo ele, há 50 anos o País tinha cerca de 43 mil quilômetros de trilhos sendo operados, hoje utiliza apenas 27 mil quilômetros e menos de 10% com o transporte de passageiros. “Temos muito para crescer”, disse.
E como forma de apoiar os trens de turismo no Brasil foi decidido pela Associação Latino Americana de Estradas de Ferro (Alaf) a criação de um grupo envolvendo empresas do setor. A Alaf opera hoje em 22 países com 28 empresas, das quais 17 são empresas de trens de turismo. De acordo com o secretário geral da Alaf, Jaime Valêncio Valência, o Brasil tem um potencial muito grande para se expandir no turismo ferroviário e, a partir da criação de grupo, serão feitos eventos técnicos para a troca de experiências com diversos países que operam na área.

A Nova Arte de Ensinar de Wolfgang Ratke (1571 – 1635)

lançamento do livro RATKE: Escritos sobre A Nova Arte de Ensinar de Wolfgang Ratke (1571 – 1635):

textos escolhidos.

Apresentação, tradução e notas de

Sandino Hoff.

Data: 07/07/2008

A partir das 17h

Local: Livraria EdUFSCAR

Campus São Carlos

Paróquia Cristo Rei completa dia 10 de julho 70 anos de existência em Cornélio Procópio

Paróquia Cristo Rei completa dia 10 de julho 70 anos de existência em Cornélio Procópio
Ismael Reghin, Santo de Conti e Anézio Pires de Godoy vivenciaram o nascimento da paróquia Cristo Rei


A criação da paróquia Cristo Rei deu-se oficialmente em 10 de julho de 1938. Portanto, no próximo dia 10 a primeira paróquia de Cornélio Procópio completa 70 anos de existência. Já a construção da então Matriz, hoje Catedral Cristo Rei (foto) com 600 metros quadrados, iniciou-se no dia 31 de outubro de 1943 e foi concluída em maio de 1948, com arquitetura em estilo neo-românico e influências bizantinas. A 1ª missa na nova igreja foi celebrada no dia 13 de junho de 1948. A missa foi celebrada no padrão conservador da Igreja Católica, em Latim. O primeiro padre foi o alemão Antonio Loch que está sepultado no jazigo dos padres palotinos do Cemitério Municipal da Saudade de Cornélio Procópio. No governo de Eduardo Trevisan, o primeiro padre de nossa cidade foi homenageado levando seu nome em uma escola pública construída no Jardim Figueira. O atual pároco é o padre diocesano procopense Orisvaldo José Calandro. Na celebração de missas, ele conta com apoio dos padres palotinos Antonio Fernando Rossini e Valdeci Antônio de Almeida, do seminário Rainha da Paz, Vila Independência. Entre as ilustres personalidades que vivenciaram o nascimento da paróquia Cristo Rei estão Ismael Reghin, Santo de Conti e Anézio Pires de Godoy.

Em 70 anos de existência, a paróquia Cristo Rei administra as seguintes capelas na periferia e bairros rurais de Cornélio Procópio: Nossa Senhora Aparecida (Jardim Progresso); Imaculada Conceição (Conjunto João XXIII); São José (Vila América); São Marcos em processo de construção (Jardim Veneza); São Benedito (Vila Nova); Nossa Senhora de Fátima (Vila Mariana); Nossa Senhora Aparecida (Jerusalém); Santo Antônio (Macuco); Sagrado Coração de Jesus (Pedregulho) e Nossa Senhora das Graças (Fazenda Santa Maria). Mais de 30 padres já trabalharam nos 70 anos de existência da paróquia Cristo Rei, fundada pelos palotinos em Cornélio Procópio. No dia 10 de julho, o bispo da Diocese de Cornélio Procópio, dom Getúlio Teixeira Guimarães celebra missa em Ação de Graças, às 19h30m., pelos 70 anos de criação da paróquia Cristo Rei em nossa cidade.

DIOCESE - Já a Diocese de Cornélio Procópio foi criada em 13 de maio de 1973, através de decreto do então Papa Paulo VI. O primeiro Bispo foi Dom José Joaquim Gonçalves, que está sepultado em Jaboticabal, no interior de São Paulo. O segundo foi Dom Domingos Gabriel Wisniewcki, hoje bispo emérito de Apucarana e Dom Getúlio Teixeira Guimarães que está no comando da Igreja Católica desde maio de 1984. A Diocese de Cornélio Procópio agrega 19 municípios e 25 paróquias. São mais de trinta padres diocesanos e palotinos que atendem as comunidades nessas 19 localidades da região. Hoje, Cornélio Procópio tem seis paróquias: Cristo Rei (centro da cidade); São Vicente Pallotti/Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (centro da cidade); São José Operário (Vila Popular); São Miguel Arcanjo (Jardim Bela Vista); Rainha dos Apóstolos (Jardim Primavera) e São Francisco de Assis (Jardim Panorama).

CIDADE FORMADORA DE PADRES – A cidade de Cornélio Procópio orgulha-se em formar sacerdotes para a Igreja Católica. Mais de oito estão trabalhando hoje fora do município que conta apenas com o padre Orisvaldo José Calandro, na Catedral Cristo Rei. Em São Paulo, por exemplo, estão trabalhando os padres palotinos procopenses Silvio Andrei Rodrigues e Renato Vieira. No Maranhão trabalha na evangelização o padre Arlindo José Severiano, que foi o fundador da paróquia Rainha dos Apóstolos, no Jardim Primavera. O padre Reinaldo Picoloto, cuja família é tradicional na Vila Independência, trabalha na casa provincial dos palotinos em São Paulo. O padre Denilson Pelissari Mauro, está se especializando em direito canônico no Vaticano e o padre Luiz Severino de Andrade, que trabalha em Xavantes. Há também os padres Almir Aureliano, que trabalha em Rancho Alegre, Márcio Aparecido Gonçalves, em Leópolis e José Carlos Bueno, que trabalha fora do país. Atualmente, o padre Heleno Adnaldo Araújo, da paróquia São Vicente Pallotti/Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é o que está há mais tempo trabalhando na evangelização de nossa cidade. A referida paróquia é a segunda criada na cidade de Cornélio Procópio. A criação deu-se em 22 de janeiro de 1976 e o primeiro pároco foi João Vicente Hennig, sepultado no jazigo dos padres palotinos no Cemitério Municipal da Saudade. O religioso também foi homenageado no governo de Eduardo Trevisan levando seu nome em uma creche localizada no distrito de Congonhas.